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BNDES aprova financiamento de R$ 800 milhões para nova Unidade de Processamento de Soja da Copasul

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 800 milhões para a construção da Unidade de Processamento de Soja da Copasul,que ficará localizada o terreno ao lado da Fecularia da cooperativa às margens da Rodovia BR 163, Km 142,5, em Naviraí-MS. O empreendimento terá um investimento total de R$ 1,4 bilhão, sendo R$ 1 bilhão voltados exclusivamente para a indústria e outros R$ 400 milhões que já estão sendo destinados à ampliação da capacidade de armazenagem de grãos nos silos da cooperativa, assegurando o atendimento à demanda da fábrica.

Com o início das obras previsto para março e uma estimativa de dois anos para conclusão, a indústria tem a inauguração planejada para 2026. A Unidade de Processamento de Soja da Copasul vai gerar 150 empregos diretos e beneficiar cerca de 1 milhão de toneladas do grão por ano. A fábrica deve adicionar R$ 3 bilhões à receita anual da cooperativa quando estiver em operação, sendo parte essencial para alcançar a meta de faturamento na casa dos R$ 10 bilhões/ano até 2026.

“Em nossa análise, o impacto mais importante é a agregação de valor que teremos na soja, que fortalecerá ainda mais o nosso cooperado e vai beneficiar toda a comunidade. Acredito que a Copasul e a comunidade de Naviraí presenciarão um ciclo de prosperidade a partir da implantação da indústria”, projetou o presidente executivo da cooperativa, Adroaldo Taguti.

O financiamento é o primeiro contratado pela Copasul diretamente com o BNDES. A maior parte do valor é financiado com recursos do próprio banco, sendo o restante complementado por programas agrícolas do Plano Safra, como o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop), conforme divulgou o BNDES. A cooperativa investirá outros R$ 200 milhões de recursos próprios na fábrica.

“O financiamento diretamente pelo BNDES é um destaque deste empreendimento. Acredito que a qualidade do projeto e das respostas durante a análise da equipe do banco resultaram em sua homologação. Isso é uma demonstração de que nossa proposta está alinhada com as diretrizes estratégicas de apoio e incentivo à industrialização do Governo Federal. Ficamos honrados e orgulhosos desta aprovação”, celebrou Taguti.

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“O apoio à cooperativa está alinhado à estratégia de ampliar os investimentos em armazenagem nas diversas regiões do país, além de contribuir para fortalecer a competitividade do complexo agroindustrial brasileiro”, analisou o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon.

Em âmbito estadual, o projeto entra em consonância com a visão do Governo de MS de incentivar a agroindustrialização e agregar valor às commodities locais. Conforme destacou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de MS, Jaime Verruck, o governo estadual oferece estrutura de incentivos fiscais e também apoia iniciativas de cooperativismo por meio de programas como o Procoop (Programa Estadual de Desenvolvimento e Fortalecimento do Cooperativismo no Mato Grosso do Sul) e linhas do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) para garantir a competitividade do setor. “O projeto da Copasul se alinha à estratégia do governo do estado de agregar valor e também da expansão da base de cooperativismo de Mato Grosso do Sul, que nós consideramos um fator primordial para o desenvolvimento do estado”, ressaltou Verruck.

“A importância desse financiamento via BNDES, primeiro, é a confiança e a credibilidade que a Copasul tem diante de um órgão federal, um órgão de desenvolvimento. Então acreditamos que isso é de suma importância para a Copasul e seus associados para que consiga valorizar mais os seus produtos. E para Mato Grosso do Sul é mais uma unidade de processamento de soja, que melhora a capacidade do estado de não só estar vendendo matérias primas, como também produto industrializado, em que a gente utiliza mais o potencial do nosso estado. Então só vem a fortalecer Mato Grosso do Sul”, acrescentou Gervasio Kamitani, presidente do Conselho de Administração da Copasul.

A INDÚSTRIA EM NÚMEROS

A Unidade Industrial de Processamento de Soja vai gerar 150 empregos diretos e cerca de 1.900 indiretos quando estiver em pleno funcionamento, uma geração de renda, em salários, da ordem de R$ 4,2 milhões por ano. O empreendimento vai adicionar cerca de R$ 3 bilhões ao PIB de Mato Grosso do Sul e recolher R$ 230 milhões em impostos anuais para os cofres públicos.

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A indústria terá capacidade para processar 3 mil toneladas de soja por dia, ou cerca de 1 milhão de toneladas/ano, transformando o grão em 730 mil toneladas de farelo de soja, 185 mil toneladas de óleo degomado bruto e 33 mil toneladas de casca peletizada. Entre os principais destinos para os produtos estão a fabricação de biodiesel, de rações e refino de óleo, além do mercado de exportações.

A unidade representará um aumento de 20% da capacidade de processamento de soja pelo estado de Mato Grosso do Sul, que vai saltar das atuais 14,5 mil toneladas para 17,5 mil toneladas diárias.

ARMAZENAGEM DE GRÃOS

Do investimento total de R$ 1,4 bilhão na Unidade de Processamento de Soja, R$ 400 milhões já estão sendo voltados para aumentar a capacidade de armazenamento de grãos da cooperativa, com o intuito de garantir o atendimento à demanda da indústria.

O financiamento desta etapa tem capital advindo do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), entre outras instituições. Os recursos serão aplicados na ampliação da capacidade estática de oito silos da Copasul em Mato Grosso do Sul, além da construção de uma nova unidade, Silos Serra de Maracaju, localizada no distrito de Vista Alegre, em Maracaju, com capacidade para armazenar 900 mil sacas e inauguração prevista para o início de 2025. A partir destes investimentos, a cooperativa vai ampliar sua capacidade de armazenagem das atuais 14,3 para 15,2 milhões de sacas.

Fonte: Copasul

Fonte: Portal do Agronegócio

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Queda nas importações de fertilizantes coloca abastecimento da safra 2026/27 no radar do agronegócio

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As importações brasileiras de fertilizantes registraram forte retração no primeiro semestre de 2026, aumentando as preocupações do setor quanto ao abastecimento da safra 2026/27. Levantamento da StoneX mostra que os desembarques das principais matérias-primas importadas pelo Brasil recuaram 8,6% entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o cenário reflete um comportamento mais cauteloso dos compradores brasileiros diante das incertezas geopolíticas, da volatilidade dos preços internacionais e das relações de troca desfavoráveis observadas ao longo dos últimos meses.

A combinação desses fatores levou produtores e distribuidores a postergarem negociações, reduzindo o ritmo das importações e pressionando os volumes desembarcados no país.

Ureia, MAP e nitrato de amônio lideram as quedas

Entre os principais fertilizantes importados, a ureia apresentou a maior retração entre os nitrogenados.

Os volumes importados ficaram 32% abaixo dos registrados no primeiro semestre de 2025, refletindo a desaceleração das compras em meio ao ambiente de incertezas.

Nos fertilizantes fosfatados, o MAP (fosfato monoamônico) também registrou queda expressiva, com recuo de 24% na comparação anual.

Outro destaque negativo foi o nitrato de amônio, cujas importações diminuíram 42% em relação ao mesmo período do ano passado.

A redução nos desembarques dessas matérias-primas ocorre justamente em um momento estratégico para a preparação da próxima safra agrícola.

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Escassez global de enxofre pressiona mercado de fosfatados

Outro fator que preocupa o setor é a forte redução das importações de enxofre, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados.

Segundo a StoneX, os desembarques do produto ficaram cerca de 42% abaixo do registrado entre janeiro e junho de 2025.

A escassez internacional da matéria-prima tem levado diversos fabricantes ao redor do mundo a reduzirem suas taxas de operação, restringindo ainda mais a oferta global de fertilizantes fosfatados.

Esse cenário aumenta o risco de novos ajustes nos preços e pode dificultar o abastecimento do mercado brasileiro nos próximos meses.

Cloreto de potássio e TSP seguem na contramão

Nem todos os segmentos apresentaram retração.

As importações de cloreto de potássio (KCl) cresceram em relação ao ano passado, impulsionadas por condições de compra mais favoráveis e relações de troca consideradas mais atrativas para os produtores brasileiros.

Outro destaque positivo foi o TSP (Superfosfato Triplo), cuja demanda aumentou diante da menor disponibilidade global de MAP e DAP. Com a oferta desses fertilizantes mais restrita, parte dos compradores brasileiros passou a utilizar o TSP como alternativa para suprir suas necessidades de fósforo.

Janela de importação para a safra 2026/27 fica mais apertada

A StoneX alerta que o tempo disponível para garantir o abastecimento da safra 2026/27 está diminuindo rapidamente.

No mercado de nitrogenados, as importações normalmente ganham força entre junho e julho, atingindo seu pico até dezembro, período em que empresas recompõem estoques para atender principalmente a segunda safra.

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Já nos fertilizantes fosfatados, o cenário exige maior atenção. Historicamente, a maior parte das aquisições ocorre entre abril e agosto, permitindo que os produtos estejam disponíveis para uso entre setembro e outubro, quando se intensifica o plantio das principais culturas.

Com o atraso nas compras observado em 2026, importadores deverão acelerar significativamente o ritmo das negociações nas próximas semanas para evitar riscos de abastecimento.

Mercado acompanha geopolítica e logística internacional

Além da demanda doméstica, o mercado global de fertilizantes continua monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, região estratégica para a produção e exportação de diversas matérias-primas utilizadas na fabricação de adubos.

A instabilidade geopolítica, somada às restrições logísticas e à oferta mais limitada de alguns insumos, mantém o mercado internacional em estado de atenção e pode influenciar tanto os preços quanto a disponibilidade de fertilizantes ao longo do segundo semestre.

Caso o ritmo das importações brasileiras não seja retomado nas próximas semanas, o setor poderá enfrentar um cenário de maior pressão sobre custos e desafios logísticos justamente no período mais importante para o abastecimento da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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