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Chefe da ONU diz que será difícil retomar acordo de grãos do Mar Negro

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“Será difícil. Continuamos com nossos esforços. Mas será difícil”, afirmou.

Guterres disse que o objetivo seria fazer com que Rússia e Ucrânia concordassem em permitir a liberdade de navegação entre si, mas admitiu ser improvável. A Rússia lançou uma invasão na Ucrânia no ano passado.

As Nações Unidas têm culpado a invasão russa pelo agravamento de uma crise alimentar global. Tanto a Ucrânia quanto a Rússia são grandes exportadoras de grãos. A Rússia também é uma grande fornecedora de fertilizantes para o mundo.

Autoridades da ONU estão trabalhando para tentar retomar o acordo de grãos do Mar Negro, o qual a Rússia abandonou um ano depois de ter sido intermediado pelas Nações Unidas e pela Turquia – reclamando que suas próprias exportações de alimentos e fertilizantes enfrentavam obstáculos e que não havia grãos ucranianos suficientes para os países necessitados.

Embora as exportações russas de alimentos e fertilizantes não estejam sujeitas às sanções ocidentais impostas após a invasão, a Rússia disse que as restrições de pagamentos, logística e seguro prejudicaram as remessas. Para convencer a Rússia a concordar com o pacto do Mar Negro no ano passado, as autoridades da ONU disseram que ajudariam a facilitar as exportações russas.

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A Ucrânia lançou o que chama de corredor de exportação temporário em agosto para permitir as exportações agrícolas como um arranjo alternativo. Mais de 700.000 toneladas de grãos deixaram os portos ucranianos pela nova rota.

Cerca de 33 milhões de toneladas de grãos ucranianos foram exportadas sob o acordo do Mar Negro.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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