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Atrasos na Ferrovia de Mato Grosso elevam custos logísticos e preocupam produtores

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A construção da ferrovia estadual de Mato Grosso, considerada uma das principais obras de infraestrutura logística do estado, enfrenta sucessivos atrasos e gera preocupação entre produtores, empresários e a população local. O projeto, que prevê a ligação do sul do estado até a região central, em Lucas do Rio Verde (MT), é conduzido pela Rumo S.A..

Atrasos comprometem cronograma e elevam incertezas

O trecho entre Rondonópolis e o novo terminal de Dom Aquino, localizado às margens da BR-070, tinha previsão inicial de conclusão para o segundo semestre de 2026. No entanto, o prazo não será cumprido devido aos atrasos no andamento das obras.

A situação gera apreensão, especialmente porque a ferrovia é vista como estratégica para reduzir os custos logísticos e melhorar a competitividade do agronegócio mato-grossense.

Frete segue elevado e impacto econômico se intensifica

Com o atraso na entrega, a expectativa de redução significativa nos custos de transporte a partir da safra 2026/2027 não deve se concretizar. Na prática, o escoamento da produção continuará concentrado em Rondonópolis.

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Esse cenário impede que municípios próximos ao novo terminal, como Dom Aquino, se beneficiem da arrecadação de impostos e da movimentação econômica que a ferrovia poderia proporcionar, gerando perdas relevantes para a economia regional.

Investimentos travados aumentam insegurança sobre o projeto

Outro fator que amplia a preocupação é a paralisação no avanço das etapas seguintes da ferrovia. O cronograma inicial previa o início das obras dos novos trechos em janeiro de 2026, mas, até o momento, não houve contratação de empresas para execução.

A falta de definições aumenta as incertezas quanto à continuidade e ao cumprimento do planejamento original do projeto.

Dificuldades financeiras afetam fornecedores e cadeia produtiva

As empresas responsáveis pelas obras enfrentam dificuldades financeiras, o que tem provocado atrasos nos pagamentos a fornecedores locais.

Empresas da região de Rondonópolis já buscaram esclarecimentos junto à concessionária, mas ainda não obtiveram respostas. A situação agrava o ambiente de insegurança, afeta a cadeia produtiva local e pode comprometer a continuidade das obras.

Escoamento da soja pode ser prejudicado

Os atrasos também levantam preocupações sobre o escoamento da produção agrícola, especialmente da soja, principal produto de Mato Grosso.

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Durante os períodos de safra, a falta de infraestrutura adequada pode gerar gargalos logísticos, aumento nos custos de transporte e perda de competitividade no mercado nacional e internacional.

Produtores cobram ação do governo e transparência

Diante do cenário, produtores e empresários reforçam a necessidade de atuação mais efetiva do poder público. A expectativa é de que o governo estadual acompanhe de perto a situação financeira das empresas envolvidas, cobre maior transparência da concessionária e garanta a continuidade dos investimentos.

A ferrovia é considerada essencial para o desenvolvimento econômico sustentável de Mato Grosso, com potencial para impulsionar a geração de empregos, ampliar a arrecadação e fortalecer o agronegócio regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café recua nas bolsas internacionais, mas colheita lenta no Brasil sustenta preços no físico

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O mercado de café encerrou esta quarta-feira (29) em queda nas bolsas internacionais, refletindo um movimento técnico de ajuste e a pressão do cenário global. Apesar do recuo, o ritmo mais lento da colheita no Brasil tem reduzido o impacto negativo no mercado físico, sustentando os preços internos.

Bolsas internacionais registram queda

Na Bolsa de Nova York, os contratos do café arábica fecharam em baixa. O vencimento julho/26 recuou para 293,85 cents por libra-peso, com perda de 105 pontos. O contrato setembro/26 terminou em 284,05 cents/lb, também com queda de 105 pontos, enquanto o dezembro/26 encerrou a 276,05 cents/lb, com baixa de 95 pontos.

Em Londres, o café robusta acompanhou o movimento negativo. O contrato julho/26 fechou em US$ 3.446 por tonelada, com recuo de 35 pontos. O setembro/26 caiu para US$ 3.359 por tonelada, enquanto o novembro/26 terminou em US$ 3.288 por tonelada, com perdas de 33 e 31 pontos, respectivamente.

Expectativa de safra pressiona o mercado

O movimento de baixa está ligado, principalmente, ao ajuste de posições no mercado internacional diante da expectativa de aumento da oferta com a entrada da safra brasileira. Esse fator segue como principal vetor de pressão no curto prazo.

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A perspectiva de uma produção elevada, com possibilidade de recorde, continua no radar dos agentes e reforça o viés baixista estrutural.

Colheita lenta no Brasil muda dinâmica

No cenário interno, porém, o mercado apresenta sinais distintos. De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica ainda avança de forma lenta na maior parte das regiões produtoras.

Os trabalhos estão mais adiantados apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. Já regiões relevantes, como Sul de Minas e Cerrado Mineiro, ainda não iniciaram a colheita de forma consistente. Em estados como São Paulo e Paraná, o avanço também é limitado, com volumes reduzidos.

Esse atraso na entrada da nova safra reduz a pressão imediata de oferta, contribuindo para a sustentação dos preços no mercado físico.

Mercado físico segue travado e seletivo

No Brasil, o comportamento das negociações segue heterogêneo. O café arábica apresenta negócios pontuais, com produtores mais cautelosos diante da volatilidade e aguardando melhores oportunidades de venda.

Por outro lado, o café conilon mantém maior fluidez, impulsionado por demanda ativa e maior volume de negociações.

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Câmbio segue no radar do produtor

Outro fator relevante é o câmbio. A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras, pressionando os preços internos. Em contrapartida, a alta da moeda norte-americana melhora a paridade de exportação e pode estimular a comercialização.

Mercado entra em fase de transição

O mercado de café vive um momento de transição. Enquanto as bolsas refletem o peso das expectativas de maior oferta, o atraso na colheita brasileira impede quedas mais acentuadas no curto prazo.

A combinação entre ritmo da safra, comportamento do câmbio e dinâmica da demanda será determinante para a formação dos preços nas próximas semanas. A volatilidade segue elevada, exigindo estratégia e atenção redobrada por parte dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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