AGRONEGÓCIO

Alta do dólar e valorização da arroba estimulam investimentos em pastagens na pecuária brasileira

Publicado em

O dólar comercial iniciou a terça-feira (9) em alta frente ao real, cotado entre R$ 5,43 e R$ 5,44, refletindo o impacto da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. No exterior, a moeda norte-americana apresenta relativa acomodação, com investidores atentos às decisões de juros do Federal Reserve (Fed).

A alta do dólar eleva os preços de insumos importados, como fertilizantes, defensivos e máquinas agrícolas, impactando o custo de produção no setor agropecuário. Ao mesmo tempo, mantém o real atrativo para exportações de commodities, cenário relevante para a pecuária.

Arroba valorizada abre caminho para modernização de pastagens

Em 2025, a pecuária de corte brasileira registra um momento histórico: demanda interna aquecida e exportações recordes reforçam a rentabilidade. Segundo a Abiec, apenas em outubro, os embarques de carne bovina somaram 357 mil toneladas, o maior volume mensal da série histórica, enquanto de janeiro a outubro, foram 2,79 milhões de toneladas, com US$ 14,31 bilhões em receita.

Com a arroba acima de R$ 300, produtores aproveitam para investir na recuperação e modernização de pastagens, aumentando produtividade e incorporando práticas sustentáveis. Segundo o engenheiro agrônomo Thiago Feitosa (SOESP), margens maiores reduzem riscos e aceleram planos de investimento, incluindo reforma de áreas degradadas e adoção de sistemas de produção mais intensificados.

Leia Também:  Novas sementes prometem menor custo de adubo e defensivos
Recuperação de pastagens: desafios e oportunidades

Estudos da Embrapa mostram que o Brasil possui cerca de 28 milhões de hectares de pastagens degradadas, com produtividade limitada. Em regiões críticas, o rendimento pode ser de apenas 150 kg de peso vivo por hectare/ano, enquanto pastagens manejadas adequadamente podem dobrar ou triplicar a produção.

A decisão de recuperar ou reformar áreas leva em conta:

  • Banco de forragem existente (touceiras/m²)
  • Percentual de solo exposto
  • Infestação de plantas daninhas
  • Grau de compactação do solo

“Quanto mais avançado o grau de degradação, maiores os custos, tornando o momento de arroba valorizada estratégico para o investimento”, afirma Feitosa.

Além dos ganhos econômicos, a recuperação de pastagens está alinhada à sustentabilidade, com sistemas como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que melhoram a qualidade do solo e reduzem emissões de gases de efeito estufa por unidade produzida.

Dólar elevado e custo de produção: equilíbrio necessário

Apesar das oportunidades, a alta do dólar impacta diretamente os custos de insumos importados, exigindo planejamento estratégico do produtor rural. O momento pede atenção ao equilíbrio entre custos e retorno esperado, combinando eficiência na gestão de insumos, adoção de tecnologias e investimento em práticas sustentáveis.

Leia Também:  Soja: demanda externa sustenta mercado, mas realização de lucros limita avanços em Chicago
Cenário macroeconômico e perspectivas

No exterior, o dólar segue em ligeira desvalorização frente a outras moedas fortes, influenciado pelas expectativas de cortes de juros pelo Fed. No Brasil, o câmbio continua reagindo à instabilidade política e aos fluxos de capitais internacionais.

Para o setor agropecuário, a combinação de arroba valorizada e dólar alto exige planejamento estratégico, considerando tanto oportunidades de investimento em pastagens quanto a gestão eficiente de custos de produção.

Conclusão: oportunidade com gestão eficiente

O atual momento oferece caminho para modernização e recuperação de pastagens, com potencial de aumento de produtividade e práticas sustentáveis. Porém, o dólar elevado e o cenário político reforçam a importância de decisões bem planejadas, garantindo que os investimentos gerem retorno econômico e sustentabilidade para a fazenda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fersul conecta agricultura familiar a novos mercados e tecnologia

Published

on

Começa nesta quarta-feira (12.08), em Rio do Sul (190 km da capital, Florianópolis), em Santa Catarina, a 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí (Fersul). Embora reúna diferentes setores da economia, a edição deste ano terá pela primeira vez uma área exclusiva para o agronegócio, com 42 expositores da região.

O espaço terá 300 metros quadrados e funcionará como uma vitrine para produtos da agricultura familiar. Entre os participantes estão 32 agroindústrias que trabalham com alimentos processados e produtos de maior valor agregado, além de produtores de plantas ornamentais e empreendimentos de turismo rural.

A proposta é aproximar os produtores diretamente dos consumidores, comerciantes, distribuidores e possíveis parceiros. Para as pequenas agroindústrias, a participação pode abrir canais de venda fora dos municípios de origem e aumentar a visibilidade de marcas ainda pouco conhecidas no mercado regional.

Antes da feira, os produtores passaram por um ciclo de preparação promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os treinamentos abordaram atendimento ao público, técnicas de venda e apresentação dos produtos e das marcas.

Leia Também:  Nutrição estratégica: suplementação mineral e dieta equilibrada impulsionam produtividade e saúde dos bovinos

A capacitação busca resolver uma dificuldade comum entre pequenos empreendimentos rurais. Mesmo quando possuem alimentos de qualidade e produção regular, muitas agroindústrias encontram obstáculos para definir preços, apresentar seus diferenciais e alcançar compradores além da venda direta na propriedade.

O turismo rural também terá espaço na feira. Os empreendimentos participantes apresentarão experiências ligadas à produção agrícola, à gastronomia e ao modo de vida das comunidades do Alto Vale do Itajaí. A atividade permite que as famílias rurais complementem a renda com hospedagem, alimentação, visitas às propriedades e comercialização de produtos locais.

A estrutura dedicada ao agro conta com a participação da Cresol, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Cooperfavi e do Sebrae.

Além da área rural, a Fersul terá ambientes voltados à inovação, à tecnologia e ao empreendedorismo feminino. Parte das soluções apresentadas nesses espaços poderá ser aproveitada pelas agroindústrias em atividades como gestão, vendas digitais, divulgação das marcas e organização dos processos produtivos.

Leia Também:  Cooperativas Investem Mais de R$ 450 Milhões em Nova Fábrica de Leite em Pó em Castro

Realizada pela Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs), a Fersul chega à 15ª edição como a principal feira de negócios do Alto Vale. A programação segue até sexta-feira (14.08), com exposição multissetorial, palestras, atividades técnicas e um congresso empresarial.

Serviço

Evento: 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí
Data: 12 a 14 de agosto de 2026
Abertura: quarta-feira, às 16 horas
Local: Centro de Eventos Hermann Purnhagen

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA