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Cooperativas Investem Mais de R$ 450 Milhões em Nova Fábrica de Leite em Pó em Castro

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Representantes das cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal, integrantes do grupo Unium, anunciaram um investimento significativo de mais de R$ 450 milhões em uma nova fábrica de produtos lácteos em pó, na cidade de Castro, nos Campos Gerais. O anúncio foi feito durante uma reunião com o governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta segunda-feira (27).

Aumento na Produção e Geração de Empregos

A nova fábrica, prevista para processar mais de 1 milhão de litros de leite por dia, surge em resposta ao crescimento constante na produção de leite dos cooperados do grupo, estimado entre 8% e 10% ao ano. Em 2023, o grupo Unium ultrapassou a marca de 1 bilhão de litros de leite captados, tornando-se o segundo maior produtor do Brasil.

Willem Bouwman, presidente da Castrolanda e integrante do grupo Unium, destacou a importância de se preparar para esse aumento na produção. “Com conhecimento e tecnologia, nossos produtores têm ampliado suas produções ano após ano. Como cooperativas, precisamos acompanhar esse crescimento, expandindo nossas indústrias com uma nova planta de leite em pó”, afirmou Bouwman.

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Cronograma de Investimento

Do total do investimento, aproximadamente R$ 14,5 milhões já foram aplicados no projeto da nova fábrica. Os restantes R$ 450 milhões serão investidos até 2028, quando a unidade está prevista para entrar em operação.

Atualmente, o grupo Unium já possui fábricas em Castro e Ponta Grossa, além de uma unidade em Itapetininga, São Paulo. Essas fábricas produzem diversos produtos lácteos, gerando empregos diretos e indiretos para mais de 700 produtores de leite e milhares de trabalhadores na região.

Destaque Nacional na Produção Leiteira

O Paraná é o segundo maior produtor de leite do Brasil, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Em 2023, o estado produziu 3,6 bilhões de litros de leite, representando quase 15% da produção nacional. Castro é reconhecida como a cidade com a maior bacia leiteira do país, produzindo mais de 400 milhões de litros de leite anualmente.

“Castro é uma referência na produção leiteira. Este investimento é motivo de orgulho, fortalecendo a vocação local e regional”, destacou o governador Ratinho Junior.

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Presenças na Reunião

Além do governador Ratinho Junior, estiveram presentes na reunião os secretários de Fazenda e da Agricultura e Abastecimento, diretores e representantes das cooperativas envolvidas, e outros membros da diretoria da Castrolanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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