AGRONEGÓCIO
Agronegócio é responsável por quase 30% da energia consumida no Brasil, aponta estudo da FGV
Publicado em
25 de junho de 2025por
Da Redação
Um estudo inédito do Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que o agronegócio brasileiro não apenas consome energia, mas também é um dos principais fornecedores de energia renovável do país. Segundo a pesquisa “Dinâmicas de Demanda e Oferta de Energia pelo Agronegócio”, o setor representa cerca de 29% de toda a energia usada no Brasil, contribuindo com aproximadamente 60% da matriz de fontes renováveis.
O coordenador do núcleo de bioenergia da FGV, Luciano Rodrigues, destaca que, além da tradicional importância do agronegócio em produtividade, exportações e segurança alimentar, sua relevância estratégica na transição energética do Brasil tem ganhado cada vez mais destaque. Essa liderança do setor vai além da oferta de energia limpa e biocombustíveis para transporte, influenciando diretamente a matriz energética de diversos setores industriais.
Apesar de o consumo energético do agronegócio brasileiro não ser dos mais intensos globalmente, chama atenção a alta dependência do diesel. Em 2022, 73% da energia consumida diretamente pela agropecuária veio de combustíveis fósseis, especialmente o diesel, o que torna o setor vulnerável a oscilações nos preços do petróleo e a crises internacionais.
O estudo também avalia o consumo de energia por valor da produção agropecuária, um indicador que mede a eficiência energética do setor. Em 2022, o Brasil apresentou uma intensidade de uso de 1,9 gigajoule (GJ) por mil dólares de valor bruto da produção, resultado próximo à média mundial, estimada em 1,7 GJ/USD1000. Isso aponta uma vantagem competitiva moderada, mostrando que o país gera valor agrícola com um consumo energético relativamente eficiente, apesar dos desafios em segmentos com menor valor agregado.
Outro indicador analisado focou no consumo energético relacionado exclusivamente à produção de alimentos. Nessa métrica, o Brasil consumiu 2,0 GJ por mil dólares de valor da produção em 2022, número levemente superior à média global, mas ainda abaixo de países produtores como Argentina, Canadá, Espanha e França. Esses dados reforçam o papel do Brasil como fornecedor global de alimentos com eficiência energética competitiva, especialmente frente a sistemas produtivos intensivos em energia.
A pesquisa evidencia que o agronegócio responde por mais da metade da energia renovável consumida no país, englobando etanol da cana, biodiesel da soja, biogás de resíduos agropecuários, lenha de florestas plantadas, lixívia e outros subprodutos. Sem essa contribuição, a matriz renovável brasileira cairia de 49% para cerca de 20%, valor próximo à média global, hoje em torno de 15%.
Historicamente, o uso da bioenergia agropecuária passou por transformações significativas. Na década de 1970, a lenha e o carvão vegetal respondiam por mais de 40% da bioenergia do setor. A partir dos anos 1980, com o avanço do Programa Nacional do Álcool (Proálcool), a produção de derivados da biomassa da cana-de-açúcar ganhou força. Entre 1988 e 2003, a oferta permaneceu estável em torno de 20%, mas cresceu significativamente a produção de lixívia. Após 2003, a agroenergia teve expansão expressiva, com a oferta de energia da cana quase triplicando, impulsionada pelos veículos flex-fuel e pela bioeletricidade gerada com bagaço de cana. A produção de lenha e carvão vegetal dobrou e a lixívia cresceu quase 300%, acompanhando a expansão da indústria de papel e celulose.
Setores industriais como alimentos e bebidas, papel e celulose, cerâmica e ferroligas já utilizam majoritariamente energia derivada da biomassa agropecuária, chegando a superar 70% da matriz energética em alguns casos. O setor industrial foi, historicamente, o maior consumidor dessa bioenergia, absorvendo mais de 70% no início do período analisado e estabilizando-se em torno de 50% nas últimas décadas.
O setor de transportes é o segundo maior consumidor de bioenergia do agronegócio, especialmente após a introdução do etanol hidratado na década de 1980 e a expansão do biodiesel e veículos flex-fuel na década de 2000. Já o setor energético, responsável pela autoprodução e cogeração de energia, aumentou significativamente o uso da bioenergia agropecuária, impulsionado pela queima de bagaço de cana e lixívia.
O estudo conclui que a bioenergia ligada ao agronegócio é fundamental para a diversificação e sustentabilidade da matriz energética brasileira, estando estrategicamente posicionada nos setores de maior consumo e impacto econômico. Políticas públicas que incentivem a expansão e eficiência dessas fontes podem gerar benefícios multiplicadores para a economia e o meio ambiente.
Para a análise, foram utilizados dados do Balanço Energético Nacional (BEN), da FAO, do IBGE, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e modelagens globais como o GTAP-Power, garantindo um panorama robusto sobre a evolução da matriz energética no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Cachaça mineira movimenta mais de R$ 624 milhões e consolida Minas Gerais como líder nacional do setor
Published
50 minutos agoon
21 de maio de 2026By
Da Redação
Minas Gerais segue ampliando sua liderança na produção de cachaça no Brasil e reforçando a importância econômica e cultural da bebida para o agronegócio estadual. No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou um panorama atualizado do setor, revelando que a cadeia produtiva movimentou R$ 624,7 milhões em 2025.
Os números consolidam a força da cachaça mineira dentro e fora do país, além de evidenciar o crescimento da atividade em geração de renda, arrecadação e empregos formais.
De acordo com a Seapa, o estudo apresenta informações estratégicas sobre produção, mercado, exportações e desempenho econômico da cadeia produtiva. O material também reforça o papel da bebida como patrimônio cultural e ativo relevante para a expansão do agronegócio mineiro no mercado internacional.
Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, um dos principais destaques do levantamento é o avanço das vendas para fora de Minas Gerais. Atualmente, 54% do faturamento da cachaça mineira já vem do mercado interestadual e das exportações, demonstrando a crescente inserção do produto em novos mercados consumidores.
Além do faturamento expressivo, o setor também tem forte impacto na arrecadação estadual. Em 2025, a cadeia produtiva gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, fortalecendo a contribuição da atividade para a economia mineira.
Minas concentra 40% dos produtores de cachaça do Brasil
O levantamento confirma que Minas Gerais permanece como o principal polo produtor de cachaça do país. O estado reúne 501 estabelecimentos formais registrados, número que representa cerca de 40% de todas as unidades produtoras do Brasil.
A ampla presença da atividade em diferentes regiões mineiras evidencia a tradição histórica da produção artesanal e industrial da bebida, além da importância da cadeia para pequenos produtores, agroindústrias familiares e empreendimentos rurais.
A distribuição da produção também fortalece economias regionais, impulsionando o turismo rural, a gastronomia típica e a valorização de produtos de origem mineira.
Exportações avançam e ampliam presença internacional
O mercado externo também vem ganhando relevância para o setor. Segundo a Seapa, a cachaça produzida em Minas Gerais ampliou sua presença internacional em 2025, com destaque para exportações destinadas ao Uruguai, Estados Unidos e Itália.
Os três países concentram parcela significativa das vendas externas da bebida e reforçam o potencial da cachaça como produto estratégico para a internacionalização do agro mineiro.
A expansão internacional acompanha o aumento da valorização da cachaça premium e artesanal no exterior, especialmente em mercados que buscam bebidas destiladas com identidade regional, tradição e produção diferenciada.
Setor amplia geração de empregos e fortalece produção artesanal
Outro ponto destacado no levantamento é o crescimento dos empregos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar. O setor mantém trajetória positiva nos últimos anos, refletindo o aumento da produção, da formalização e da demanda por produtos de maior valor agregado.
Com dados consolidados e análise detalhada, o panorama divulgado pela Seapa reforça a importância da cadeia produtiva da cachaça para Minas Gerais, tanto na geração de renda quanto na valorização da cultura regional e no fortalecimento do agronegócio brasileiro.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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