AGRONEGÓCIO
Agronegócio brasileiro está mudando o jogo internacional e colocando os EUA pra escanteio
Publicado em
9 de julho de 2023por
Da RedaçãoO crescimento expressivo do Agronegócio brasileiro está provocando uma virada de jogo no mercado internacional. As vendas de exportação de milho dos EUA para a China antes da próxima safra caíram 48% até meados de junho em comparação com o ano anterior, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
Num mercado global cada vez mais competitivo, os Estados Unidos estão perdendo domínio sobre as exportações de milho e impulsionado por um novo acordo de fornecimento com a China, o Brasil está prestes a superar os EUA.
Para complicar ainda mais a situação dos americanos, México, outro importante mercado deles, está se preparando para restringir as importações de milho geneticamente modificado, que compõe mais de 90% da colheita norte-americana.
A queda na participação do mercado de exportação representa problemas para a indústria de milho dos EUA, que movimenta US$ 90 bilhões, uma vez que a demanda doméstica para alimentar animais e produzir etanol também diminuiu. Analistas afirmam que as plantações de milho, a safra mais cultivada nos EUA, provavelmente diminuirão nos próximos anos, o que pode afetar a renda agrícola.
“O Brasil está ganhando uma parcela maior do mercado global, o etanol atingiu seu pico e a demanda por proteína animal não crescerá rápido o suficiente”, disse Stephen Nicholson, estrategista global do setor de grãos e oleaginosas do Rabobank, uma multinacional holandesa bancária e de serviços financeiros líder mundial em financiamento para alimentação, agro financiamento e sustentabilidade.
A redução das exportações de milho nos Estados Unidos reflete os desafios enfrentados pela soja há uma década, quando o Brasil aumentou sua produção para atender à crescente demanda da China, tornando-se o maior fornecedor em 2013.
Atualmente, o Brasil já domina o mercado global de exportação de soja, limitando os embarques dos EUA. Além disso, o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, carne bovina, café, açúcar e suco de laranja.
Espera-se que as exportações brasileiras de milho inundem o mercado global a partir de julho e durante a colheita de outono nos EUA, já que o Brasil é capaz de colher duas safras de milho por ano, devido a nosso clima, ao contrário dos EUA.
Embora a demanda esteja limitada, os agricultores americanos expandiram o plantio de milho este ano para a maior área em uma década, incentivados pelos custos mais baixos de sementes e fertilizantes, bem como pelas condições favoráveis de plantio, de acordo com o governo.
Com a abundância de milho brasileiro no mercado, os produtores dos EUA podem enfrentar uma queda nos preços.
Apesar disso, o Rabobank prevê que as plantações de milho nos EUA diminuirão para 88 milhões de acres nos próximos três anos, em comparação com mais de 94 milhões atualmente, disse Nicholson.
A China expandiu sua lista de instalações brasileiras aprovadas para exportação de milho no final do ano passado, iniciando os embarques do Brasil. Anteriormente, a maioria das importações de milho da China vinha dos EUA e da Ucrânia.
“O Brasil tem a capacidade de aumentar a área de plantio para atender à demanda chinesa de uma forma que os Estados Unidos não têm”, afirmou Matthew Roberts, analista sênior de grãos da consultoria Terrain.
Até meados de junho, as vendas de exportação de milho dos EUA para a China para embarque antes da próxima safra caíram 48% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
As importações totais de milho pela China diminuíram cerca de 10% este ano, à medida que os compradores aguardam a oferta abundante de milho brasileiro barato nos próximos meses.
“O Brasil está vencendo no momento. Não somos competitivos em preço”, disse um trader de exportação dos EUA, citando as ofertas brasileiras do cereal que estão US$30 por tonelada mais baratas do que os preços nos portos do Golfo dos EUA.
As vendas totais de exportação de milho dos EUA em abril e maio foram as mais baixas em pelo menos 22 anos, de acordo com dados semanais de vendas de exportação do USDA. Durante esse período, houve três semanas com mais cancelamentos do que novos pedidos, além das duas piores semanas de exportação de milho já registradas nos EUA.
As exportações de milho dos EUA no ano-safra 2022/23, que termina em 31 de agosto, estão atualmente projetadas em 43,817 milhões de toneladas métricas, o menor número em uma década, representando uma participação de 24,8% no comércio global, de acordo com dados do USDA. Enquanto isso, as exportações do Brasil são projetadas para atingir um recorde de 55 milhões de toneladas métricas.
Essa é a segunda menor participação dos EUA no mercado global de milho já registrada, ficando atrás apenas da temporada 2012/13, quando uma forte seca reduziu a produção e elevou os preços para níveis recordes.
As exportações de milho dos EUA para o ano-safra 2023/24 são previstas pelo USDA em 53,342 milhões de toneladas métricas, ficando atrás da projeção de 55 milhões de toneladas métricas do Brasil.
A participação cada vez menor dos EUA no mercado global de exportação de milho reflete um cenário semelhante ao enfrentado pela soja há uma década, quando o Brasil aumentou sua produção para atender à crescente demanda chinesa, conquistando a posição de maior fornecedor em 2013.
Com informações da Forbes
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Published
5 horas agoon
31 de maio de 2026By
Da Redação
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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