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Mercado brasileiro de milho deve encerrar semana com cautela nos negócios

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Existe uma evolução na procura dos consumidores por lotes, mas a postura retraída na fixação de oferta por parte dos produtores, que buscam preços mais altos, deixa a comercialização estagnada. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em baixa. O dólar, por sua vez, recua frente ao real.

O mercado brasileiro de milho teve uma quinta-feira travado de negócios. Os produtores estão adotando uma postura retraída na fixação de oferta, buscando preços mais altos, avaliando a evolução climática e possíveis riscos para a safra de verão, disse o analista Fernando Henrique Iglesias. Em algumas localidades do país é observado consumidores mais ativos nas consultas por lotes, como é o caso do Paraná e São Paulo.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/67,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 60,00/65,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 53,00/56,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 64,00/67,00 a saca.

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No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 60,00/62,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 50,00/R$ 52,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 40,00/43,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO
  • Os contratos com entrega em dezembro de 2023 operam com baixa de 2,50 centavo, ou 0,52%, cotados a US$ 4,72 1/4 por bushel.
  • O mercado se firma em território negativo em meio à oferta abundante globalmente. A perspectiva de um aumento na safra global do cereal, conforme indicado pelo Conselho Internacional de Grãos (CIG) e, na semana passada, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), reflete perdas. As cotações também são influenciadas pelo clima favorável no Brasil e na Argentina, apesar da menor aversão ao risco no cenário financeiro, com o dólar caindo frente a outras moedas e o petróleo avançando em Nova York.
  • Ontem (16), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,74 3/4 por bushel, avanço de 4,00 centavos de dólar, ou 0,84%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2024 fechou a sessão a US$ 4,93 1/4 por bushel, alta de 4,75 centavos de dólar, ou 0,97%, em relação ao fechamento anterior.
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CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,06% a R$ 4,8664. O Dollar Index registra desvalorização de 0,21% a 104,13 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, + 0,11%. Japão, + 0,48%.
  • As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,89%. Frankfurt, + 0,62%. Londres, + 0,79%.
  • O petróleo opera em alta. Dezembro do WTI em NY: US$ 73,89 o barril (+1,35%).
AGENDA
  • O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.

Fonte: Agência SAFRAS

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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