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Açúcar fecha em cenário misto: realização de lucros derruba NY, Londres sobe e mercado brasileiro avança

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O mercado global do açúcar encerrou a quinta-feira (2) com comportamento divergente entre as principais bolsas internacionais. Enquanto os contratos do açúcar bruto negociados na ICE Futures US, em Nova York, recuaram pressionados por realização de lucros, o açúcar branco negociado em Londres apresentou leve valorização. No mercado brasileiro, o açúcar cristal voltou a subir, ao passo que o etanol hidratado registrou queda em Paulínia.

O movimento ocorreu após uma sequência de altas que levou os contratos futuros em Nova York aos maiores níveis em quase dois meses. Com o feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos nesta sexta-feira (4), investidores aproveitaram para realizar lucros antes da interrupção das negociações, provocando um ajuste técnico nas cotações.

Nova York recua após máximas recentes

Na ICE Futures US, o contrato com vencimento em outubro de 2026 fechou cotado a 14,85 cents de dólar por libra-peso, queda de 0,14 centavo (-0,93%) em relação ao pregão anterior. Apesar da baixa diária, o contrato acumulou valorização de 2,34% na semana.

O vencimento março de 2027 encerrou a 15,77 cents/lbp, com recuo de 0,11 centavo (-0,69%), enquanto o contrato maio de 2027 caiu para 15,60 cents/lbp. Os demais vencimentos também fecharam em terreno negativo, refletindo um movimento de correção técnica após a forte recuperação observada nos últimos dias.

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Londres registra leves ganhos

Na ICE Futures Europe, o comportamento foi oposto. Os contratos do açúcar branco encerraram o pregão com pequenas altas.

O vencimento agosto de 2026 avançou US$ 0,20, fechando a US$ 483,10 por tonelada. O contrato outubro de 2026 também subiu US$ 0,20, para US$ 475,90 por tonelada, enquanto dezembro de 2026 registrou ganho de US$ 1,50, encerrando o dia a US$ 472,90 por tonelada.

Mercado brasileiro mantém valorização do açúcar cristal

No mercado interno, o açúcar cristal branco comercializado em São Paulo voltou a apresentar valorização, conforme o Indicador CEPEA/ESALQ.

A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 92,23, alta de 1,03% em relação ao pregão anterior. Com esse desempenho, o indicador passou a acumular avanço de 1,05% no início de julho, demonstrando firmeza da demanda doméstica mesmo diante da volatilidade internacional.

Etanol recua em Paulínia

Em sentido contrário, o mercado de etanol hidratado registrou novo ajuste negativo.

Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi negociado a R$ 2.347,00 por metro cúbico, queda de 0,93% no dia. Com isso, o etanol acumula recuo de 0,78% neste início de julho.

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A desvalorização acompanha o enfraquecimento do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis.

Petróleo e clima seguem determinando os rumos do mercado

Na avaliação de analistas, a queda do petróleo WTI continua exercendo pressão sobre o complexo sucroenergético. Com menor atratividade para a produção de etanol, aumenta a expectativa de que uma parcela maior da cana-de-açúcar seja destinada à fabricação de açúcar, elevando a oferta global da commodity e limitando movimentos mais expressivos de alta.

Entretanto, os fundamentos do mercado permanecem construtivos. As preocupações climáticas continuam sustentando os preços internacionais, especialmente diante das incertezas sobre a evolução das monções na Índia. O déficit de chuvas mantém dúvidas sobre o potencial produtivo do segundo maior produtor mundial de açúcar.

Além disso, as perspectivas para a safra da Tailândia seguem sendo monitoradas pelo mercado, enquanto riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño também permanecem no radar para importantes regiões produtoras da Europa e da Ásia.

Esse conjunto de fatores impede quedas mais acentuadas nas bolsas internacionais e mantém os investidores atentos ao comportamento da oferta global nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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