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Dólar sobe para acima de R$ 5,20 e mercado acompanha decisões sobre juros e petróleo; Ibovespa inicia sessão atento ao cenário global

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O mercado financeiro brasileiro opera em clima de atenção nesta quarta-feira (24), com o dólar registrando valorização frente ao real e os investidores monitorando os desdobramentos da política monetária global, a trajetória dos juros e os movimentos dos preços do petróleo.

Nas primeiras negociações do dia, a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 5,20, mantendo o viés de alta observado na sessão anterior. Na terça-feira (23), o dólar comercial encerrou o pregão com valorização de 0,88%, cotado a R$ 5,1866. Durante a manhã desta quarta-feira, o mercado também acompanhava oscilações próximas de R$ 5,16 a R$ 5,20, refletindo a volatilidade típica do ambiente cambial atual.

O movimento ocorre em um cenário de maior cautela dos investidores diante das perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos e do Brasil. A manutenção de juros elevados por mais tempo nas principais economias tende a fortalecer o dólar globalmente e reduzir o apetite por ativos de maior risco, como moedas de países emergentes.

Petróleo e cenário internacional influenciam o câmbio

Além dos juros, o mercado acompanha atentamente o comportamento das cotações internacionais do petróleo. A commodity segue no radar dos investidores devido às tensões geopolíticas e aos impactos sobre a inflação global.

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Quando os preços do petróleo apresentam forte volatilidade, aumentam as incertezas sobre o crescimento econômico e a trajetória inflacionária, o que influencia diretamente as expectativas para os bancos centrais e, consequentemente, o mercado cambial.

Ibovespa inicia o dia após nova alta

Enquanto o dólar avança, o mercado acionário brasileiro busca manter o desempenho positivo observado na sessão anterior. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão de terça-feira com alta de 0,52%, aos 171.249 pontos.

Os investidores seguem atentos aos movimentos das commodities, ao desempenho das bolsas internacionais e à divulgação de indicadores econômicos que possam influenciar as expectativas para a economia brasileira e global.

Desempenho acumulado do mercado
  • Dólar
    • Semana: +0,41%
    • Junho: +2,86%
    • Acumulado de 2026: -5,50%
  • Ibovespa
    • Semana: +1,73%
    • Junho: -1,46%
    • Acumulado de 2026: +6,28%
Perspectivas para o agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, a valorização do dólar continua sendo um fator relevante. Um câmbio mais alto tende a favorecer a competitividade das exportações de commodities como soja, milho, café, algodão, carnes e celulose, ampliando a receita em reais dos exportadores.

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Por outro lado, a alta da moeda norte-americana também eleva os custos de insumos importados, especialmente fertilizantes, defensivos agrícolas e máquinas, exigindo atenção redobrada dos produtores na gestão financeira da safra.

Com a volatilidade ainda presente nos mercados globais, analistas avaliam que os próximos movimentos do dólar e da bolsa continuarão sendo influenciados pelas decisões dos bancos centrais, pelos indicadores econômicos e pelo comportamento das commodities no cenário internacional

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Drones reduzem uso de inseticidas na cana-de-açúcar com tecnologia de controle biológico apoiada pela Embrapii

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Inovação leva drones ao controle biológico na cana-de-açúcar

Uma tecnologia desenvolvida com apoio da Embrapii está transformando o manejo de pragas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. O sistema utiliza drones para realizar a liberação mecanizada de agentes biológicos no campo, reduzindo a necessidade de inseticidas químicos.

A solução foi criada pela empresa Sardrones em parceria com a Unidade Embrapii da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), com foco no controle da broca-da-cana, uma das principais pragas que afetam a produtividade do setor sucroenergético.

Controle biológico deixa de ser manual e ganha escala com drones

O projeto surgiu a partir de um desafio operacional comum no campo: o controle biológico tradicional exige grande esforço humano e apresenta limitações de escala.

Segundo o agrônomo Gustavo Scarpari, fundador da Sardrones, o método manual expõe trabalhadores a condições adversas e baixa eficiência operacional.

“É um trabalho perigoso, com calor, presença de animais e esforço físico elevado com baixo rendimento”, explica.

Para superar esse cenário, a proposta foi mecanizar o processo por meio de drones capazes de distribuir vespas da espécie Cotesia flavipes, inimigas naturais da broca-da-cana.

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Tecnologia garante liberação precisa e rastreabilidade no campo

O sistema utiliza embalagens biodegradáveis acopladas a dispensers instalados nos drones, que realizam a liberação controlada dos agentes biológicos sobre a lavoura.

Durante o voo, as aeronaves sobrevoam os canaviais e liberam os insetos de forma programada, garantindo maior uniformidade na aplicação.

Todo o processo é monitorado por mapas de voo, permitindo rastreabilidade completa das áreas atendidas e maior controle sobre a eficiência da operação.

Parceria com Embrapii e Esalq/USP acelerou desenvolvimento

O avanço da tecnologia contou com o apoio da Embrapii e da parceria com pesquisadores da Esalq/USP, que contribuíram para a otimização do sistema de aplicação.

Segundo o professor e entomologista José Maurício Bento, o trabalho envolveu a definição de parâmetros técnicos fundamentais para a eficiência do método.

“Trabalhamos na definição da melhor forma de aplicação, número ideal de liberações, horários e custo-benefício, além de avaliar a eficiência do método”, afirma.

Redução de defensivos químicos e ganhos em sustentabilidade

Um dos principais impactos da tecnologia é a redução do uso de inseticidas químicos na lavoura de cana-de-açúcar.

De acordo com os especialistas, o controle biológico contribui para a preservação de organismos benéficos e reduz a pressão ambiental associada ao uso de defensivos.

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“O principal ganho é evitar aplicações químicas”, destaca Bento.

Solução também gera impacto econômico para o setor sucroenergético

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também pode gerar ganhos econômicos para produtores e usinas.

A redução do uso de insumos químicos e a eficiência do controle biológico contribuem para a melhoria da rentabilidade da produção.

Segundo Scarpari, o avanço pode até influenciar a valorização do produto final no mercado.

“Quanto mais biológico se usa, maior a chance de obter prêmio no preço do açúcar”, afirma.

Tecnologia já avança para outras culturas agrícolas

Embora inicialmente aplicada na cana-de-açúcar, a tecnologia já começa a ser utilizada em outras cadeias produtivas, como soja, milho, café e fruticultura.

A expansão reforça o potencial de escalabilidade da solução e sua adaptação a diferentes sistemas agrícolas.

Para especialistas, iniciativas como essa mostram como a integração entre pesquisa científica, demanda do setor produtivo e investimento em inovação acelera a transformação tecnológica no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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