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Mercado de arroz ganha suporte externo, mas safra recorde no Mercosul ainda pressiona preços

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O mercado brasileiro de arroz segue pressionado pela ampla oferta interna e pela consolidação de uma safra robusta no Mercosul. Apesar disso, os fundamentos internacionais começam a indicar um cenário mais construtivo para os preços no segundo semestre, com atenção crescente aos riscos climáticos globais e à redução da produção mundial prevista para a temporada 2025/26.

A avaliação é do analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que destaca a mudança gradual no ambiente internacional do cereal, mesmo diante do atual excedente físico observado no mercado doméstico.

Colheita avançada amplia oferta de arroz no Brasil

Segundo a Safras & Mercado, a colheita nacional de arroz já supera 94% da área estimada, enquanto o Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão total dos trabalhos no campo.

A produção gaúcha deve alcançar aproximadamente 7,9 milhões de toneladas em base casca, consolidando a safra brasileira ao redor de 11 milhões de toneladas.

De acordo com Oliveira, o elevado rendimento das lavouras reforça a percepção de ampla disponibilidade do cereal no mercado interno.

“A produtividade média gaúcha significativa, acima de 8,8 toneladas por hectare em importantes regiões produtoras, somada ao bom rendimento de engenho e à elevada incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla disponibilidade física no mercado interno”, afirma o analista.

Preços seguem pressionados no mercado físico

Com a oferta elevada, as cotações continuam operando com viés baixista, embora parte da pressão seja limitada pela postura mais defensiva de produtores capitalizados, que evitam vendas agressivas.

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Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, os preços do arroz giram entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos. Já nas regiões da Campanha e Depressão Central, as referências variam entre R$ 56 e R$ 58.

Nas áreas de maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, os negócios seguem entre R$ 62 e R$ 65 por saca.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul, considerando produto com 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24.

O valor representa queda de 2,29% em relação à semana anterior, recuo de 4,40% frente ao mês passado e desvalorização acumulada de 21,16% na comparação com o mesmo período de 2025.

Balança comercial preocupa setor arrozeiro

Outro fator que mantém o mercado atento é o desempenho da balança comercial do arroz brasileiro. O início da temporada registra importações superiores às exportações, aumentando a necessidade de retomada mais forte dos embarques externos para equilibrar a oferta doméstica.

Segundo Oliveira, a recuperação do fluxo exportador será essencial para reduzir a pressão sobre os preços internos ao longo dos próximos meses.

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Mercado internacional começa a mostrar sinais positivos

Apesar da pressão interna, o cenário global do arroz começa a apresentar fatores mais favoráveis para sustentação das cotações.

O analista destaca que os contratos negociados em Chicago já operam próximos de US$ 13 por quintal curto, refletindo percepção mais firme em relação aos fundamentos internacionais.

Além disso, o relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução da área plantada e da produção mundial de arroz para a safra 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores em relação ao ciclo anterior.

Clima e custos elevam preocupação global

As preocupações climáticas também voltaram ao radar do mercado internacional. O possível retorno do fenômeno El Niño, aliado às ondas de calor na Índia e ao excesso de chuvas em Bangladesh, amplia os riscos para a produção global do cereal.

Além dos desafios climáticos, o setor monitora os impactos dos custos elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola mais caro, fatores que podem limitar investimentos e afetar a capacidade produtiva em importantes países exportadores.

Segundo Evandro Oliveira, esse conjunto de variáveis começa a alterar gradualmente a percepção do mercado internacional, criando um ambiente potencialmente mais favorável para o arroz no médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá reforça segurança para servidores e pacientes com implantação do botão do pânico em UPAs e hospitais

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, lançou nesta sexta-feira (15), na sede da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), o programa Vigia Mais Saúde, uma plataforma integrada de resposta imediata criada para reforçar a segurança dos servidores da saúde, além de proteger pacientes e acompanhantes nas unidades da rede municipal.

A iniciativa foi desenvolvida para garantir mais proteção aos profissionais que atuam diariamente nas unidades de urgência e emergência, oferecendo acionamento imediato das forças de segurança em casos de agressões, ameaças, violência psicológica e demais situações de risco dentro das unidades de saúde.

O lançamento contou com a presença do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, da secretária de Estado de Segurança Pública, Susane Tamanho, da secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, e do secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa.

O programa conecta as unidades de saúde diretamente ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), permitindo resposta rápida das forças policiais em situações emergenciais.

O sistema utiliza botão do pânico físico, botão virtual por aplicativo e acionamento por comando de voz, por meio de palavra-chave previamente cadastrada. Assim que ativado, o alerta chega ao CIOSP em aproximadamente cinco segundos, sendo classificado como ocorrência de prioridade máxima, SOS.

Além do disparo imediato, a plataforma identifica o profissional que realizou o acionamento, a unidade onde ele atua e a localização exata em tempo real, atualizada a cada segundo. As informações permitem maior precisão na atuação das forças de segurança e mais agilidade no deslocamento das equipes até o local da ocorrência.

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O programa também está integrado às câmeras do Vigia Mais MT, ampliando o monitoramento e permitindo acompanhamento em tempo real das situações registradas nas unidades de saúde.

O prefeito Abilio Brunini destacou que a integração entre Município e Estado foi essencial para garantir uma resposta rápida e efetiva diante de situações de violência enfrentadas pelos profissionais da saúde.

“Sem a integração entre o Vigia Mais Saúde e o programa Vigia Mais seria muito difícil o município desenvolver sozinho uma estrutura com essa capacidade de resposta. A comunicação direta com a Polícia Militar garante mais segurança aos profissionais e usuários das unidades. O botão do pânico não é apenas um dispositivo, é uma ferramenta de proteção integrada ao sistema de segurança pública”, afirmou o prefeito.

A implantação foi iniciada nas quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, UPA Sul (Pascoal Ramos), UPA Norte (Morada do Ouro), UPA Leste (Jardim Leblon) e UPA Oeste (Verdão), além do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Hospital São Benedito, Policlínica do Pedra 90 e Centro Médico Infantil (CMI).

Ao todo, 106 profissionais já foram cadastrados no sistema. Cada servidor recebe credenciais individuais de acesso e assina termo de sigilo para utilização da plataforma, garantindo segurança das informações e rastreabilidade dos acionamentos.

Todo o processo de implantação, planejamento técnico, alinhamento operacional e execução do programa foi conduzido pela Secretaria Adjunta de Atenção Secundária da SMS.

A secretária de Estado de Segurança Pública, Susane Tamanho, ressaltou que a ferramenta fortalece a integração entre saúde e segurança pública e amplia a proteção aos trabalhadores da rede municipal.

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“A implantação do botão do pânico representa um avanço importante na proteção dos profissionais e no fortalecimento da integração entre Estado e Município. As unidades de saúde enfrentam diariamente situações delicadas e oferecer mecanismos de resposta rápida é essencial para preservar a integridade dos servidores e garantir mais segurança no atendimento à população”, destacou.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, enfatizou que a medida representa um marco na proteção dos trabalhadores da saúde pública municipal.

“Os profissionais da saúde estão diariamente na linha de frente e muitas vezes expostos a situações de agressividade, ameaças e tensão emocional. O Vigia Mais Saúde chega para garantir proteção efetiva, resposta imediata e mais tranquilidade aos nossos servidores. É uma ferramenta moderna, integrada e construída para proteger quem dedica a vida ao cuidado da população”, afirmou.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, destacou que o sistema já apresenta resultados positivos na redução do tempo de resposta das ocorrências.

“Esse projeto foi desenvolvido pensando na realidade das unidades de urgência e emergência. Conseguimos reduzir em até 40% o tempo de resposta das ocorrências, proporcionando mais proteção aos profissionais e uma atuação muito mais integrada entre saúde e segurança pública. É um avanço importante para toda a rede municipal”, ressaltou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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