AGRONEGÓCIO
Porto de Paranaguá lidera exportações de óleo de soja e impulsiona desempenho no 1º trimestre de 2026
Publicado em
23 de abril de 2026por
Da Redação
O Porto de Paranaguá consolidou sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro ao concentrar 70% das exportações de óleo de soja no primeiro trimestre de 2026. Os dados são do sistema Comex Stat e refletem o avanço da movimentação do complexo soja nos portos paranaenses.
Entre janeiro e março, foram embarcadas 386,3 mil toneladas de óleo de soja pelo terminal, volume que reforça a relevância do porto no cenário logístico nacional.
Exportações de óleo de soja crescem 38% no período
O desempenho representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume exportado foi de 280 mil toneladas. Os principais destinos do produto brasileiro continuam concentrados em países da Ásia e da África.
Somente em março, o Porto de Paranaguá respondeu por 75,3% das exportações nacionais de óleo de soja, com 135 mil toneladas embarcadas no mês.
Soja em grão lidera crescimento em volume
Além do óleo, a soja em grão foi destaque na movimentação do trimestre. Os portos paranaenses exportaram 4,6 milhões de toneladas do produto, o equivalente a cerca de 20% das exportações brasileiras.
O volume representa um crescimento de 12% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 4,1 milhões de toneladas.
Farelo de soja mantém relevância nas exportações
O farelo de soja também apresentou participação significativa no período, com 1,3 milhão de toneladas exportadas, correspondendo a 25,6% do total nacional.
Apesar de uma leve queda em relação ao ano anterior, o produto segue como o segundo maior volume exportado pelo país dentro do complexo soja. Em março, os embarques somaram 700 mil toneladas, com destinos principais na Ásia e na Europa.
Estrutura operacional reforça competitividade do porto
De acordo com a administração portuária, fatores como controle de qualidade e eficiência logística contribuem para o reconhecimento internacional dos portos paranaenses e para a manutenção da demanda por seus serviços.
Movimentação total atinge 16,7 milhões de toneladas
No acumulado do primeiro trimestre, os portos do Paraná movimentaram 16,7 milhões de toneladas. O desempenho foi influenciado por variações em diferentes segmentos do comércio exterior.
Açúcar e milho registram retração nas exportações
As exportações de açúcar apresentaram queda, impactadas pela redução dos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
Já o milho também registrou retração, em parte devido ao redirecionamento da produção para o mercado interno, especialmente para a fabricação de etanol, utilizado como alternativa ao petróleo.
Importação de fertilizantes recua no período
A importação de fertilizantes, segmento em que o Paraná é a principal porta de entrada no Brasil, apresentou queda no primeiro trimestre de 2026.
O volume importado passou de 2,7 milhões de toneladas no mesmo período de 2025 para 2,2 milhões de toneladas neste ano, refletindo impactos do cenário internacional e das tensões geopolíticas.
Malte, cevada e derivados de petróleo registram alta
Por outro lado, algumas categorias apresentaram crescimento nas importações. O malte registrou aumento expressivo de 227%, enquanto a cevada avançou 10%.
Os derivados de petróleo também tiveram alta de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho do Porto de Paranaguá no início de 2026 evidencia a força do complexo soja nas exportações brasileiras e reforça o papel estratégico da infraestrutura portuária do Paraná no escoamento da produção nacional, mesmo diante de um cenário internacional desafiador.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Bioinsumos ganham protagonismo diante da dependência de fertilizantes importados e reforçam soberania do agro brasileiro
Published
48 minutos agoon
7 de julho de 2026By
Da Redação
A elevada dependência do Brasil de fertilizantes importados voltou ao centro das discussões sobre a competitividade e a segurança do agronegócio nacional. Em um cenário marcado pela alta dos preços internacionais, restrições logísticas e instabilidade geopolítica, os bioinsumos ganham espaço como uma alternativa estratégica para aumentar a eficiência das lavouras e reduzir a vulnerabilidade do setor.
Atualmente, cerca de 88% dos fertilizantes utilizados no país são importados, sobretudo de regiões sujeitas a conflitos e oscilações no comércio internacional. Diante desse contexto, a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio) defende a ampliação do uso de tecnologias biológicas como complemento à adubação mineral e instrumento para fortalecer a soberania produtiva brasileira.
Crise logística pressiona custos dos fertilizantes
A preocupação do setor aumentou após as recentes restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de fertilizantes. O corredor concentra aproximadamente um terço do fluxo mundial desses insumos e passou a enfrentar novas dificuldades logísticas, agravando um cenário que já vinha sendo impactado pelos reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Mesmo com expectativa de normalização gradual das operações, especialistas avaliam que os efeitos sobre preços, oferta e fretes deverão continuar influenciando o mercado nos próximos meses.
Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que, entre fevereiro e abril de 2026, o Brasil importou 4% menos fertilizantes, mas desembolsou 16% a mais pelo volume adquirido. No mesmo período, o fertilizante fosfatado MAP acumulou valorização de 20%.
Bioinsumos aumentam eficiência sem substituir fertilizantes minerais
Segundo o presidente da ANPII Bio, Thiago Delgado, os bioinsumos não eliminam a necessidade dos fertilizantes convencionais, mas desempenham papel importante ao elevar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis no solo e reduzir parte da dependência externa.
“O Brasil possui elevada dependência de nitrogênio, fósforo e potássio importados. Os bioinsumos contribuem para aumentar a eficiência nutricional das plantas, oferecendo maior estabilidade de custos e fortalecendo a segurança agrícola”, afirma.
Para a entidade, enquanto projetos destinados à ampliação da produção nacional de fertilizantes minerais exigem investimentos elevados e longo prazo para maturação, as tecnologias biológicas já estão disponíveis comercialmente e podem ser adotadas imediatamente pelos produtores.
Mercado brasileiro lidera desenvolvimento de tecnologias biológicas
O Brasil ocupa posição de destaque no mercado mundial de bioinsumos. De acordo com a ANPII Bio, o setor movimenta mais de R$ 7 bilhões por safra, concentra aproximadamente metade do mercado latino-americano e figura entre os três maiores mercados globais da atividade.
Além disso, cerca de 85% dos bioinsumos comercializados no país são produzidos pela própria indústria nacional, consolidando o Brasil como uma das principais referências internacionais no desenvolvimento de soluções biológicas voltadas ao agronegócio tropical.
O segmento reúne atualmente mais de 200 empresas registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contabiliza mais de 1.500 produtos registrados, apresentando crescimento superior a 50% entre 2022 e 2025.
Fixação biológica de nitrogênio é exemplo de sucesso no campo
Entre as principais aplicações dos bioinsumos estão a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a solubilização de fósforo e potássio, o estímulo ao desenvolvimento radicular e o aumento da absorção de água e nutrientes pelas plantas.
O caso mais consolidado é o da soja brasileira. Segundo a Embrapa, a utilização de bactérias do gênero Bradyrhizobium permite suprir biologicamente a necessidade de nitrogênio da cultura, reduzindo drasticamente os custos com fertilização.
Enquanto a adubação nitrogenada convencional pode atingir cerca de R$ 906 por hectare, a inoculação biológica apresenta custo próximo de R$ 8 por hectare, mantendo elevada eficiência produtiva.
Hoje, aproximadamente 90% das áreas cultivadas com soja no Brasil utilizam essa tecnologia, gerando economia estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões por ano aos produtores.
Outro microrganismo amplamente empregado é o Azospirillum brasilense, associado ao fortalecimento do sistema radicular, maior absorção de nutrientes e aumento da tolerância das plantas aos estresses climáticos.
Reconhecimento internacional fortalece pesquisa brasileira
O avanço da pesquisa nacional em bioinsumos ganhou destaque internacional em 2025, quando a pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria recebeu o World Food Prize, considerado o “Nobel da Agricultura”, pelo desenvolvimento de tecnologias ligadas à fixação biológica de nitrogênio.
Para a ANPII Bio, o reconhecimento reforça o protagonismo do Brasil na construção de soluções capazes de aumentar a produtividade agrícola com menor dependência de fertilizantes minerais importados.
Marco legal impulsiona expansão do setor
Outro fator considerado decisivo para o crescimento do segmento é a Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), que estabelece um marco regulatório para estimular a inovação, ampliar a produção nacional e acelerar a adoção dessas tecnologias no campo.
Segundo a entidade, a regulamentação da legislação deverá fortalecer ainda mais a competitividade da indústria brasileira de bioinsumos, criando condições favoráveis para novos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e produção.
Na avaliação da ANPII Bio, os bioinsumos não devem ser vistos como substitutos dos fertilizantes minerais, mas como ferramentas complementares para tornar os sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e menos vulneráveis às oscilações do mercado internacional, contribuindo para a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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