AGRONEGÓCIO

Fazenda do Maranhão Conquista Certificação Ouro em Bem-Estar Animal e Destaca Qualidade na Produção de Bovinos

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O Grupo Fribal, uma das maiores empresas do setor frigorífico, obteve recentemente a Certificação Ouro em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, destacando-se como a segunda propriedade brasileira a conquistar esse selo, que atesta a excelência na produção de ruminantes. Localizada na Fazenda São João, em Campestre, no interior do Maranhão, a propriedade possui mais de 30 mil bovinos confinados e segue em busca de um modelo de operação sustentável e de alta qualidade. A certificação, auditada pela QIMA/WQS e desenvolvida pela MSD Saúde Animal, reconhece a adoção de práticas que promovem o bem-estar dos animais, a sustentabilidade do sistema produtivo e melhores condições para os colaboradores.

A Fribal iniciou a operação de confinamento de bovinos em 2018 e, desde então, vem investindo constantemente em tecnologias e práticas que garantem a saúde e o bem-estar dos animais, além de oferecer soluções inovadoras para o manejo e nutrição. Para Carlos Antonio Schmidt, diretor de operações da empresa, a busca pela certificação surgiu em 2021, após a identificação do selo como uma ferramenta capaz de integrar as diversas dimensões da atividade pecuária. “Ao decidirmos certificar nossa operação, visamos o reconhecimento do nosso compromisso com a excelência e o aprimoramento contínuo das nossas práticas”, destacou Schmidt.

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A certificação envolve a avaliação de mais de 150 critérios, todos fundamentados em base científica, e inclui a análise de procedimentos, instalações e gestão. Segundo o diretor, o processo permitiu a identificação de lacunas e a implementação de melhorias significativas nos processos e no ambiente de trabalho. “Além da valorização da nossa produção, o selo traz benefícios diretos, como a redução de riscos para os colaboradores e o meio ambiente, além de otimizar o desempenho dos animais”, explica.

Antony Luenenberg, coordenador de Bem-estar Animal para Ruminantes da MSD Saúde Animal, ressalta que a certificação contribui para a melhoria da imagem da cadeia produtiva brasileira, facilitando o acesso a novos mercados e aprimorando a tomada de decisões. Ele destaca ainda que a adaptação da certificação ao clima tropical brasileiro e a abrangência de suas diretrizes fazem dela um diferencial importante para a pecuária nacional. “A certificação garante que nossas práticas atendam aos mais altos padrões internacionais, respeitando, ao mesmo tempo, as realidades locais”, afirmou Luenenberg.

O selo concedido ao Grupo Fribal é o segundo do tipo no Brasil para a produção de bovinos e representa um marco na qualidade da produção maranhense. Para obter a Certificação em Bem-estar Único, propriedades e frigoríficos de todo o país podem solicitar uma auditoria, e os profissionais da MSD Saúde Animal auxiliam na avaliação inicial e na implementação de um plano de ação até a certificação final.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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