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Certificação Reconhece Indústrias Têxteis no Programa Proalminas

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O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), formalizou o reconhecimento de 33 indústrias pelo seu papel no fortalecimento da cotonicultura no estado, entregando certificados de participação no Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas). A cerimônia ocorreu na sexta-feira, 1º de novembro, em Belo Horizonte.

Desde sua criação em 2003, o Proalminas tem atuado junto a produtores de algodão e indústrias têxteis para promover o desenvolvimento da cadeia produtiva no estado. O programa oferece redução da carga tributária sobre produtos industrializados, destinado às indústrias que adquirem algodão mineiro, além de proporcionar capacitação e acesso a inovações tecnológicas para os agricultores.

Durante a entrega dos certificados, o secretário adjunto João Ricardo Albanez ressaltou o desafio da indústria em se tornar mais produtiva e alinhada às novas demandas do mercado. “É essencial que tenhamos uma visão voltada para o futuro. Fico satisfeito, pois essa cerimônia representa um marco significativo. Cada certificado entregue simboliza o sucesso de uma política pública que envolve todos os setores. Ao longo desses 21 anos, podemos afirmar que foi uma iniciativa extremamente exitosa”, afirmou.

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Marco Antônio Branquinho, diretor-presidente da Companhia de Fiação e Tecidos Cedro Cachoeira, destacou a importância do Proalminas para elevar a competitividade da cotonicultura mineira no cenário nacional. “O Proalminas estabelece uma conexão valiosa entre o Estado, a produção de algodão e a indústria. Nenhum outro estado brasileiro possui um programa tão abrangente. Para nós, da Cedro, a certificação é a confirmação do compromisso da empresa e de todos os envolvidos com o desenvolvimento da nossa cadeia têxtil”, avaliou.

Investimentos na Cadeia Produtiva do Algodão

Entre 2019 e 20 de outubro de 2024, a atual gestão do Governo de Minas investiu R$ 12,8 milhões na cadeia produtiva do algodão por meio do Proalminas e do Fundo Algominas. Esses recursos são direcionados para aprimorar e promover a cotonicultura, incluindo a participação em eventos do setor, desenvolvimento de pesquisas, monitoramento de pragas e doenças do algodão, capacitação de técnicos e realização de dias de campo, entre outras iniciativas.

As ações do Proalminas foram impulsionadas pela criação do Fundo de Desenvolvimento da Cotonicultura do Estado de Minas Gerais (Fundo Algominas), também instituído em 2003. Este fundo, administrado pela Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) e supervisionado pela Seapa, destina-se a incentivar e promover a cotonicultura no estado.

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Qualidade do Algodão em Minas Gerais

Minas Gerais é reconhecida pela alta qualidade de sua fibra de algodão, notável por seu comprimento, finura e resistência, características essenciais para a produção de bens de alta qualidade. Atualmente, o estado possui uma área plantada de 32,4 mil hectares, com uma produção estimada de 65,9 mil toneladas de fibra de algodão e uma produtividade média projetada de 2.036 kg/ha, posicionando Minas Gerais entre as maiores produtividades do país. Para comparação, em 2019, o estado cultivava 25,2 mil hectares, resultando em uma produção de 43,3 mil toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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