AGRONEGÓCIO

Soja avança em Chicago com apoio do petróleo e clima adverso nas Américas

Publicado em

O mercado internacional de soja registra sequência de valorização, impulsionado por fatores externos e fundamentos agrícolas. Os contratos negociados na Bolsa de Chicago avançaram novamente, sustentados principalmente pela alta do óleo de soja, pelo comportamento do petróleo e por preocupações climáticas tanto na América do Sul quanto nos Estados Unidos.

Contratos de soja sobem e mantêm trajetória positiva

Os preços da soja apresentaram novos ganhos nas últimas sessões. O contrato com vencimento em maio encerrou com alta de 0,75%, equivalente a 8,75 centavos de dólar por bushel, cotado a 11,74 dólares. Já o contrato de julho avançou 0,72%, ou 8,50 centavos, fechando a 11,90 dólares por bushel.

Na manhã desta quarta-feira (22), o movimento positivo teve continuidade. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos subiam entre 6,25 e 8,25 pontos, levando o contrato de maio a cerca de 11,82 dólares e o de julho a 11,91 dólares por bushel.

Óleo de soja lidera ganhos e impulsiona complexo

O principal vetor de sustentação do mercado foi o desempenho do óleo de soja, que registrou forte valorização. O derivado subiu 3,60%, alcançando 72,14 centavos de dólar por libra-peso.

Leia Também:  Governador de São Paulo Solicita Prorrogação de Benefícios Fiscais para o Setor Moageiro até 2026

O avanço acompanha a alta do petróleo no mercado internacional, além do aumento da demanda por biodiesel. Esse cenário elevou a competitividade do óleo de soja e contribuiu diretamente para puxar as cotações do grão.

Já o farelo de soja apresentou leve alta de 0,06%, sendo negociado a 325,3 dólares por tonelada curta.

Problemas climáticos na Argentina preocupam mercado

Na América do Sul, o mercado segue atento às dificuldades enfrentadas pela safra argentina. Chuvas persistentes na província de Santa Fé têm prejudicado o avanço da colheita, que atingiu cerca de 10% da área, bem abaixo da média histórica de 60%.

Além do atraso, há relatos de lavouras ainda verdes e com excesso de umidade, o que pode impactar a produtividade e a qualidade dos grãos, reforçando o viés de alta nos preços internacionais.

Chuvas nos EUA podem desacelerar plantio

Nos Estados Unidos, o plantio de soja avançou para 12% da área prevista, dobrando o ritmo da semana anterior. Apesar do progresso, a previsão de chuvas intensas no Meio-Oeste pode interromper temporariamente os trabalhos de campo.

Mapas climáticos indicam volumes mais elevados entre os dias 22 e 27 de abril em estados importantes produtores, como Iowa, Illinois, Missouri, além de áreas de Minnesota e Wisconsin. Para o fim de abril e início de maio, o mercado também monitora a possibilidade de queda nas temperaturas.

Leia Também:  Garantia-Safra paga R$ 823 milhões, mas acesso e regras ainda limitam alcance no campo
Petróleo em alta reforça sustentação do mercado

O cenário energético segue influenciando diretamente o complexo soja. A valorização do petróleo, em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio, continua dando suporte aos preços do óleo de soja.

Esse movimento fortalece a demanda por biocombustíveis e contribui para manter o viés positivo das cotações, mesmo diante das incertezas relacionadas ao clima e ao ritmo das safras.

Mercado segue atento a fatores externos e fundamentos

O atual momento do mercado de soja reflete uma combinação de fatores: força no setor de energia, problemas climáticos na América do Sul e incertezas sobre o plantio nos Estados Unidos.

Diante desse cenário, os agentes permanecem atentos às condições climáticas e ao comportamento do petróleo, que devem continuar sendo determinantes para o direcionamento dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Safra de milho safrinha 2026 inicia no Paraná com expectativa de alta produtividade e grãos de qualidade

Published

on

As primeiras áreas de milho safrinha 2026 começam a ser colhidas nas regiões de atuação da Cocari no Paraná, trazendo perspectivas positivas para os produtores. Municípios como Itambé e Marialva já iniciam os trabalhos de retirada dos grãos, com lavouras apresentando bom desenvolvimento, qualidade e potencial produtivo.

Apesar dos desafios enfrentados durante o ciclo, como períodos de estiagem, altas temperaturas, pressão de pragas e ocorrência de doenças foliares, as condições climáticas posteriores e o manejo técnico adequado contribuíram para preservar o desempenho das lavouras.

Chuvas favoreceram recuperação das lavouras

Nas regiões conhecidas como Paraná Alto e Paraná Baixo, o milho apresentou evolução satisfatória ao longo do desenvolvimento vegetativo e reprodutivo.

Após um início marcado por déficit hídrico e temperaturas elevadas, as chuvas passaram a ocorrer de forma mais regular, permitindo a recuperação das áreas e sustentando o potencial produtivo da cultura.

O resultado é um cenário otimista para os produtores, que agora acompanham o avanço das colheitas com expectativa de bons rendimentos por hectare.

Manejo foi decisivo para controlar lagarta-do-cartucho

De acordo com técnicos da Cocari, uma das principais preocupações da safra foi a elevada pressão da lagarta-do-cartucho, considerada uma das pragas mais importantes da cultura do milho.

As condições climáticas do início da temporada favoreceram a infestação, exigindo monitoramento constante e aplicações criteriosas de defensivos para garantir eficiência no controle.

Com a regularização das chuvas e o crescimento acelerado das plantas, houve uma nova onda de infestação em diversas áreas. Nesse cenário, o acompanhamento técnico e as vistorias frequentes foram fundamentais para definir o momento correto das intervenções e evitar perdas produtivas.

Leia Também:  Preços do Feijão Caem com Baixo Interesse de Compra e Estoques Elevados
Doenças foliares exigiram atenção dos produtores

Outro desafio enfrentado durante a safra ocorreu no início de maio, quando o elevado volume de chuvas, associado à baixa incidência de luz solar, criou condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças foliares.

Entre os principais problemas observados estiveram as manchas causadas por Bipolaris maydis e a cercosporiose, enfermidades capazes de comprometer o enchimento dos grãos e reduzir a produtividade.

Segundo os especialistas, os produtores que adotaram estratégias preventivas e seguiram as recomendações técnicas desde o início do ciclo obtiveram melhores resultados, com maior eficiência no controle fitossanitário e melhor conservação do potencial produtivo das lavouras.

Marialva registra cenário favorável para a colheita

Na região de Marialva, incluindo os distritos de Aquidaban e São Luiz, as perspectivas também são positivas.

As chuvas bem distribuídas ao longo do ciclo favoreceram o crescimento das plantas e o enchimento dos grãos. Além disso, a ausência de geadas e de outros eventos climáticos severos contribuiu para a manutenção das lavouras em boas condições.

As áreas apresentam bom vigor vegetativo, baixo índice de doenças e potencial elevado de produtividade, reforçando a expectativa de uma colheita acima da média.

Quebra de resistência da lagarta preocupa setor

Mesmo com o cenário favorável, técnicos observaram em algumas propriedades sinais de redução da eficiência de determinadas tecnologias Bt utilizadas no controle da lagarta-do-cartucho.

O fenômeno está relacionado ao processo de adaptação e quebra de resistência das populações da praga às proteínas inseticidas presentes em alguns híbridos.

A situação reforça a importância do monitoramento contínuo das lavouras, da adoção correta das áreas de refúgio e da integração de diferentes estratégias de manejo para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.

Leia Também:  Garantia-Safra paga R$ 823 milhões, mas acesso e regras ainda limitam alcance no campo
Aquidaban terá colheita mais tardia

Na região de Aquidaban, a colheita ainda ocorre de forma pontual. As primeiras áreas foram colhidas no início de junho, mas a maior parte das lavouras deverá ser colhida nas próximas semanas.

O atraso está relacionado ao plantio realizado mais tarde nesta temporada. Ainda assim, a avaliação técnica aponta que a maioria das áreas apresenta bom potencial produtivo e perspectivas favoráveis para os produtores.

Campos Gerais concentram esforços nas culturas de inverno

Enquanto o milho safrinha entra em fase de colheita nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, os produtores dos Campos Gerais mantêm o foco nas culturas de inverno.

Na região, o calendário agrícola prevê o plantio do milho apenas entre agosto e setembro. Neste momento, as atenções estão voltadas principalmente para o trigo, que inicia seu ciclo de desenvolvimento.

Safra caminha para resultados positivos

Com as primeiras colheitas confirmando boas produtividades e a maior parte das lavouras apresentando excelente potencial, a safra de milho safrinha 2026 nas regiões atendidas pela Cocari segue com perspectivas animadoras.

O desempenho observado até o momento reflete a combinação de condições climáticas favoráveis durante fases decisivas do ciclo, planejamento técnico, monitoramento constante e adoção de práticas de manejo que permitiram superar os desafios enfrentados ao longo da temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA