AGRONEGÓCIO

Variações nos Preços do Algodão: Mercado Interno e Externo

Publicado em

Enquanto a Bolsa de Nova York registrou uma queda no valor da pluma, os preços internos apresentaram alta. Os negócios nas praças de comercialização foram pontuais e tiveram influência direta nas cotações, conforme relatório da Safras Consultoria.

Movimentação dos Preços

Na quinta-feira (16), a posição Julho/24, com maior número de contratos em aberto, encerrou com uma alta em relação à sessão anterior. Porém, a demanda por parte dos compradores não acompanhou esse aumento, resultando em um interesse menor nas negociações. O valor médio pago pelo algodão no polo industrial de São Paulo ficou em torno de R$ 3,87/libra-peso sem ICMS. Comparado à semana anterior, houve uma valorização de 0,78%, quando o preço estava em R$ 3,84/libra-peso. Entretanto, entre os dias 9 e 16, a posição julho/24 em Nova York registrou uma queda de 3%.

No FOB exportação de Santos, o algodão fechou esta quinta-feira (16) a 72,78 centavos de dólar, em comparação aos 72,04 centavos de dólar/libra-peso da semana passada. O prêmio pago pelo algodão brasileiro em relação ao contrato Julho/24 na Bolsa de Nova York ficou em -3,46 centavos/libra-peso, enquanto há uma semana estava em -6,56 centavos/libra-peso.

Leia Também:  Sou de Algodão divulga balanço do Programa SouABR 2022/2023
Safra 2023/24: Expectativas e Resultados

De acordo com o 8º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2023/24, a produção brasileira de algodão em pluma é estimada em 3,643 milhões de toneladas, representando um aumento de 14,8% em relação à safra anterior. A produtividade das lavouras está estimada em 1.876 quilos de algodão em pluma por hectare, com uma área plantada de 1,941 milhão de hectares, um aumento de 16,7% em comparação com a safra passada.

O estado do Mato Grosso, principal produtor, espera colher 2,638,8 milhões de toneladas, um aumento de 17,2% em relação à safra anterior. A Bahia, segundo maior produtor, prevê uma colheita de 669,0 mil toneladas, enquanto Goiás espera colher 56,5 mil toneladas. Esses números refletem o crescimento significativo da produção de algodão no país e sua importância para o mercado agrícola nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

Published

on

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

Leia Também:  Indicação de Brooke Rollins para Dirigir o USDA Levanta Controvérsias sobre Etanol e Subsídios Agrícolas
Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

Leia Também:  Mercado Financeiro Chinês: Queda das Ações Reflete Desaceleração Industrial
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA