AGRONEGÓCIO

Indicação de Brooke Rollins para Dirigir o USDA Levanta Controvérsias sobre Etanol e Subsídios Agrícolas

Publicado em

A nomeação de Brooke Rollins, escolhida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o Departamento de Agricultura (USDA), tem gerado controvérsias devido ao seu histórico de oposição ao etanol e aos subsídios agrícolas. Rollins, que foi presidente da Texas Public Policy Foundation de 2003 a 2018, liderou uma organização que contestava tanto os mandatos de mistura de etanol quanto o apoio governamental a subsídios agrícolas, questões que ela poderá influenciar diretamente caso seja confirmada no cargo.

Esse histórico pode causar desconforto durante sua audiência de nomeação no Senado, prevista para quinta-feira, principalmente entre parlamentares de Estados agrícolas. Grupos de pressão do setor de etanol, como a Renewable Fuels Association, expressaram preocupação com a postura de Rollins sobre o biocombustível. Geoff Cooper, presidente da associação, afirmou que a audiência é uma oportunidade para Rollins esclarecer antigas declarações sobre o etanol que considera equivocadas.

Durante sua gestão na Texas Public Policy Foundation, Rollins e a organização se opuseram ao apoio do governo federal ao etanol, alegando que o programa de mistura de biocombustível aumentava as emissões de gases de efeito estufa, elevava os preços dos alimentos e dos combustíveis, e prejudicava a economia. A visão do setor de petróleo sobre o etanol, visto como uma ameaça à participação do mercado de gasolina, também se alinhava a essas críticas. Um artigo da fundação, de 2012, chegou a afirmar que o etanol apoiado pelo governo era uma das políticas mais prejudiciais à economia e ao meio ambiente.

Leia Também:  Fazendeiros bloqueiam estradas na fronteira entre França e Espanha

Além disso, Rollins apoiou Kathleen Hartnett White em sua candidatura à presidência do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca em 2017, mas a indicação foi retirada após críticas relacionadas ao posicionamento de White sobre o etanol. Em 2008, White também foi uma das defensoras de suspender parcialmente o programa de mistura de etanol no Texas, uma medida que a Agência de Proteção Ambiental rejeitou.

Sob sua liderança, a Texas Public Policy Foundation também se manifestou contra os subsídios agrícolas. Em um relatório de 2016, a organização argumentava que as garantias de empréstimos agrícolas distorciam o mercado, posicionamento contrário ao trabalho do USDA, que anualmente emite bilhões de dólares em empréstimos para apoiar a agricultura nacional.

Rollins, que atuou como diretora interina do Conselho de Política Doméstica durante o primeiro mandato de Trump, enfrentará a análise dos senadores na audiência de nomeação. Embora tenha um histórico de apoio a políticas que favoreciam o setor de petróleo, ela conta com o respaldo de mais de 400 grupos agrícolas que escreveram uma carta de apoio à sua nomeação, destacando sua relação próxima com Trump como garantia de que a agricultura e os interesses rurais terão uma voz influente nas decisões da Casa Branca.

Leia Também:  Revista Pensar Agro destaca a Guerra Comercial entre EUA e China

O apoio de Rollins à nomeação foi também respaldado por grupos do setor de etanol, como a Growth Energy, que acredita que o governo Trump continuará apoiando as prioridades do setor. A posição do governo em relação ao etanol durante o primeiro mandato de Trump foi ambígua: por um lado, ele permitiu a venda de misturas mais altas de etanol durante o ano todo, mas, por outro, ampliou o uso de isenções para pequenas refinarias, o que irritou o setor de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

Published

on

Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

Leia Também:  Websérie "Feno e Ação": A Massey Ferguson Explora Técnicas de Fenação

Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

Leia Também:  Estado define regras para autorizações excepcionais de plantio de soja

Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA