AGRONEGÓCIO

Fazendeiros bloqueiam estradas na fronteira entre França e Espanha

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Nesta segunda-feira (3), fazendeiros da Espanha e França bloquearam estradas na fronteira entre os dois países em protesto contra as regras de produção agrícola da União Europeia. A mobilização ocorre poucos dias antes das eleições para o Parlamento Europeu, que serão realizadas de 6 a 9 de junho. Os agricultores estão pressionando candidatos e eleitores a apoiarem representantes que defendam suas causas.

Mobilização na região dos Pirineus

Centenas de tratores foram levados à região dos Pirineus, a cordilheira que separa naturalmente França e Espanha, bloqueando várias vias, inclusive algumas abertas excepcionalmente para veículos pesados. Essa ação causou grandes interrupções no tráfego e destacou a determinação dos agricultores em fazer suas vozes serem ouvidas.

Reivindicações dos produtores

Os manifestantes protestam contra o que consideram leis agrícolas injustas da União Europeia e a concorrência desleal resultante das mesmas. Entre suas demandas estão a priorização de produtos locais, restrições às importações, redução de impostos sobre energia utilizada na produção de alimentos, menos burocracia e a flexibilização das regras sobre o uso de pesticidas.

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Os produtores também expressaram preocupação com acordos comerciais, como o recentemente firmado entre Mercosul e União Europeia, temendo que a entrada de produtos da América Latina possa prejudicar suas atividades. Por isso, pressionam para que esses acordos não avancem e que as regras existentes sejam flexibilizadas.

Contexto europeu

Há um forte incentivo à produção local na Europa, o que fortalece a mobilização dos agricultores. Ao longo deste ano, diversos protestos semelhantes já ocorreram em vários países do bloco, evidenciando um movimento crescente de insatisfação com as atuais políticas agrícolas da União Europeia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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