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Programação do BioSummit concentra especialistas no mercado de insumos biológicos agrícolas em Campinas (SP)

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Debater o momento atual dos bioinsumos agrícolas e traçar perspectivas desse mercado estão na base da programação do BioSummit, o principal evento de insumos biológicos da América Latina, que acontece nos dias 28 e 29 de maio no Royal Palm Hall, em Campinas (SP).

Antenado à importância de uma agricultura sustentável, intensiva e produtiva, o evento traz palestras com especialistas renomados da área, que abordarão temas como “Mercado de Bioinsumos – Números, Crescimento e Perspectivas: Mercado Mundial, América Latina e Brasileiro de Bioinsumos”; “Evolução dos Aspectos Regulatórios dos Bioinsumos: Aspectos Regulatórios Brasileiros e Segurança Alimentar”; e “Ciência e Inovação Aplicada aos Bioinsumos”.

“O BioSummit nasceu da necessidade de unir todos os atores da indústria de bioinsumos no Brasil e na América Latina para responder os questionamentos do mercado, regulação, pesquisa, distribuição, logística, entre outros. Estamos construindo um espaço para criar oportunidades de negócios, onde a indústria, os agricultores e o setor de distribuição estejam lado a lado com os pesquisadores e órgãos reguladores para compartilhar conhecimento e discutir tendências”, afirma Daiana Bisognin Lopes CEO da FB Group, organizadora do evento.

O tema “Mercado de Bioinsumos – Números, Crescimento e Perspectivas” será abordado pela química, bióloga e pesquisadora colombiana sobre controle biológico de pragas Alba Maria Cotes; pelo engenheiro agrônomo com ampla experiência em pesquisa de mercado da Kynetec, Cristiano Limberger; e pelo pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Wagner Bettiol.

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Para falar sobre “Evolução dos Aspectos Regulatórios dos Bioinsumos” estão confirmados o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Goulart; e diretora da Cesis Consultoria e Treinamento Ltda, Francys Vilella. O tema “Ciência e Inovação Aplicada aos Bioinsumos” será abordado pelo engenheiro agrônomo pesquisador na Embrapa Meio Ambiente, Rodrigo Mendes.

Já estão confirmados para o eventos os palestrantes Antonio Carlos Zem, CEO da Biotrop; Daniel Fisberg, diretor-gerente da Patria Investments; Eric Emiliano, sócio da L.E.K. Consulting; Ricardo Bellon, sócio da RFA Capital; Thales Facanali Martins, gerente de Portfólio da Biotrop; Adeney Freitas Bueno, pesquisador da Embrapa Soja; Flavio Medeiros, professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA); Roberto Lanna Filho, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Jerson Guedes, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM); e Yelitza Colmenarez, diretora da CABI Brasil.

Integração do mercado

A proposta do evento é integrar os stakeholders do universo dos insumos biológicos, reunindo líderes, investidores, representantes da indústria, especialistas em distribuição e comercialização, pesquisadores, consultores técnicos, agricultores, cooperativas, imprensa, empresários e outras entidades associativas, que discutirão o estado atual desse mercado e o futuro dessa promissora indústria.

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O BioSummit é coordenado por um comitê técnico composto por especialistas abrangendo conhecimentos científicos, tecnológicos e industriais, além de experiência na distribuição, comercialização e uso de insumos biológicos. O primeiro lote de inscrições se encerra no dia 1º de março. Para grupos de mais de dez participantes, uma inscrição é gratuita.

O evento é promovido pela FB Group, com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Associação Nacional das Empresas de Produtos Fitossanitários (Aenda), Associação Brasileira de Bioinovação (Abbi), Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Instituto Federal Farroupilha, Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) de Jaboticabal, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), Rede de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica em Bioinsumos do Rio Grande do Sul (Redeitec Bioinsumos/RS), entre outras entidades nacionais com a participação da indústria.

Fonte: AgriDoce Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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