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Comercialização de Algodão: Mercado Físico Apresenta Baixo Volume

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Na última semana, o mercado físico de algodão registrou uma comercialização com interesses pontuais e sem volumes expressivos. As cotações domésticas oscilaram entre estabilidade e leves altas, conforme informado pela Safras Consultoria.

Em Rondonópolis (MT), o preço da pluma fechou a quinta-feira (13) em R$ 3,68 por libra-peso (equivalente a R$ 121,69 por arroba), uma queda de 0,25% em relação à semana anterior, quando estava a R$ 3,69 por libra-peso (R$ 122,00 por arroba).

A indústria local demonstrou interesse por entregas de curto prazo, com o algodão colocado em armazéns do sudeste sendo cotado em torno de R$ 3,93 por libra-peso. Na quinta-feira (06) da semana anterior, a cotação era de R$ 3,90 por libra-peso, representando uma alta de 0,77%. Essa valorização levou a indústria a elevar sua base de compra, devido ao final da temporada 2023/24, que reduz a oferta disponível.

No mercado de exportação, o algodão colocado no porto de Santos (FOB) também apresentou alta na quinta-feira (13), encerrando a 70,01 centavos de dólar por libra-peso, comparado a 69,00 centavos de dólar do dia anterior (12). O prêmio pago pelo algodão brasileiro na ICE de Nova York ficou negativo em 1,78 centavos por libra-peso em relação ao contrato de dezembro/24. Uma semana antes, o prêmio era de -3,64 centavos por libra-peso.

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USDA: Relatório de Oferta e Demanda

O relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou a produção de algodão dos EUA para a temporada 2024/25 em 16 milhões de fardos, mantendo a estimativa do mês anterior. A safra 2023/24 foi de 12,07 milhões de fardos.

As exportações americanas devem permanecer em 13 milhões de fardos para 2024/25, assim como no mês de maio. O consumo interno foi previsto em 1,9 milhão de fardos para 2024/25, mesma estimativa anterior.

Com base nas previsões de produção, exportação e consumo, os estoques finais nos EUA foram estimados em 4,1 milhões de fardos para 2024/25, em comparação com 3,7 milhões de fardos estimados em maio. Na temporada 2023/24, os estoques finais foram de 2,85 milhões de fardos.

Globalmente, a produção de algodão foi estimada em 119,14 milhões de fardos, ligeiramente acima dos 119,05 milhões previstos no mês passado. Para a temporada 2023/24, a produção foi de 113,78 milhões de fardos.

As exportações mundiais de algodão foram estimadas em 44,95 milhões de fardos para 2024/25, uma ligeira redução em relação aos 44,98 milhões do mês anterior. O consumo mundial está previsto em 116,94 milhões de fardos, comparado a 116,86 milhões em maio. Os estoques finais globais foram projetados em 83,49 milhões de fardos, um aumento em relação aos 83,01 milhões do mês anterior. Na safra 2023/24, os estoques eram de 80,97 milhões de fardos.

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A expectativa é que a China colha 27 milhões de fardos na temporada 2024/25, mantendo a estimativa de maio. A produção do Paquistão foi prevista em 6,5 milhões de fardos, mesma previsão anterior. O Brasil tem uma safra estimada de 16,7 milhões de fardos para 2024/25. A produção indiana deve atingir 25 milhões de fardos na mesma temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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