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Produção Agropecuária do Paraná Supera Média Nacional em Carne de Frango, Suínos, Ovos e Leite

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O estado do Paraná tem se destacado no cenário nacional pela sua robusta produção agropecuária, superando a média nacional em diversas categorias, incluindo carne de frango, suínos, ovos de galinha e leite. Esses resultados consolidam ainda mais a posição do Paraná como líder ou vice-líder nesses setores.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última quinta-feira (5), o Paraná estabeleceu novos recordes na produção de carne suína e de frango no segundo trimestre de 2024. No primeiro semestre deste ano, o estado abateu mais de 1,1 bilhão de aves, marcando um aumento significativo de 24,2% em relação aos 898 milhões de aves abatidas no mesmo período de 2019. Em contraste, a produção nacional cresceu 12,3%, passando de 2,8 bilhões para 3,2 bilhões de aves, enquanto o segundo maior produtor, Santa Catarina, teve um aumento de 7,4%.

O Paraná já era o maior produtor de carne de frango em 2019, com uma participação de 32% na produção nacional. Em 2024, a liderança do estado se ampliou, alcançando 35% de toda a carne de frango produzida no Brasil no primeiro semestre.

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No segmento de carne suína, o Paraná divide a liderança com Santa Catarina, mas com uma inversão de papéis. Entre janeiro e junho de 2019, o estado abateu 4,6 milhões de suínos, número que saltou para 6,2 milhões no mesmo período de 2024, representando um avanço de 37%. Santa Catarina também viu um crescimento de 37,9%, aumentando sua produção de 6,1 milhões para 8,4 milhões de suínos. Em termos nacionais, o volume total de suínos abatidos aumentou 26%, passando de 22,7 milhões para 28,6 milhões, com a participação do Paraná subindo de 20% para 22%.

Na produção de ovos de galinha, o Paraná compete fortemente com São Paulo. No primeiro semestre de 2024, São Paulo produziu 595 milhões de dúzias, enquanto o Paraná alcançou 225 milhões de dúzias, um aumento de 56 milhões de dúzias desde 2019. No mesmo período, São Paulo adicionou 51 milhões de dúzias à sua produção. Desde 2020, o Paraná superou Minas Gerais, que antes ocupava o segundo lugar, e agora lidera com 225 milhões de dúzias contra 213 milhões de Minas Gerais.

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O aumento na produção de ovos de galinha no Paraná foi de 33,2% nos últimos cinco anos, enquanto o crescimento nacional foi de 20,5%, elevando a participação do estado de 9% para 10% da produção nacional.

No setor de leite, o Paraná, atualmente o segundo maior produtor do país, viu um aumento de 13,2% em sua produção, subindo de 1,57 bilhão de litros em 2019 para 1,77 bilhão de litros em 2024. Em contraste, a produção em Minas Gerais, o líder nacional, caiu 1,1%, e o total nacional permaneceu praticamente estável com uma ligeira queda de 0,1%. Com essas melhorias, a participação do Paraná no mercado de leite aumentou de 13% para 15%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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