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Safra de arroz no RS avança com boa qualidade, apesar de desafios climáticos e operacionais

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A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul segue em ritmo avançado, impulsionada pelas condições climáticas favoráveis nas últimas semanas. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o predomínio de tempo seco tem contribuído para a redução da umidade dos grãos e para o andamento das operações no campo.

Condições climáticas favorecem avanço da colheita

Nas principais regiões produtoras, as lavouras se encontram majoritariamente nas fases de maturação e colheita. O clima estável tem sido determinante para acelerar os trabalhos, garantindo maior eficiência nas atividades.

De maneira geral, o desempenho das lavouras é considerado positivo. Segundo a Emater/RS-Ascar, as produtividades permanecem satisfatórias, com registros de rendimentos elevados em diversas áreas, apesar das variações ao longo do ciclo.

Impactos climáticos pontuais afetam produtividade

Mesmo com o cenário favorável, algumas regiões enfrentaram limitações durante o desenvolvimento das lavouras. Fatores como menor radiação solar e episódios de temperaturas mais baixas, especialmente durante as fases de emborrachamento e enchimento de grãos, impactaram o potencial produtivo.

Entre os principais efeitos observados estão:

  • Redução na formação de panículas
  • Ocorrência de grãos malformados
  • Queda no rendimento em relação ao potencial inicial

Ainda assim, a qualidade do arroz colhido é considerada boa, com adequado rendimento de engenho.

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Manejo da irrigação entra na fase final

O manejo hídrico das lavouras já está em etapa final, com retirada gradual da água para viabilizar a colheita. A disponibilidade hídrica permanece suficiente na maior parte das regiões, garantindo o encerramento do ciclo produtivo sem maiores restrições.

Além disso, seguem as ações de monitoramento fitossanitário, com atenção especial a pragas e doenças típicas deste período, como percevejos e brusone.

Área cultivada e produtividade projetada

A área cultivada com arroz no estado é estimada em 891.908 hectares, conforme dados do IRGA. Já a produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 quilos por hectare.

Regiões produtoras apresentam cenários distintos

O andamento da safra varia conforme a região:

  • Fronteira Oeste
    • O tempo seco acelerou a colheita em municípios como Uruguaiana, onde cerca de 15% da área já foi colhida. No entanto, os rendimentos estão abaixo da safra anterior devido à baixa radiação solar entre o fim de dezembro e o início de janeiro, além de temperaturas mais baixas no período reprodutivo. Situação semelhante ocorre em Alegrete e Manoel Viana. Em São Borja, dificuldades no abastecimento de óleo diesel têm impactado o ritmo das operações.
  • Região de Pelotas
    • Na região de Pelotas, a colheita avança em todos os municípios, com cerca de 24% das áreas já colhidas e 64% das lavouras em estágio de maturação.
  • Região Central
    • Em Santa Maria, a colheita supera 20%, com produtividades acima de 8.000 kg/ha, podendo alcançar até 9.000 kg/ha em áreas como São João do Polêsine, indicando perspectiva de safra cheia.
  • Região Noroeste
    • Na região de Santa Rosa, as lavouras estão na fase final, com redução da irrigação e expectativa de início da colheita conforme as condições climáticas.
  • Região do Alto da Serra do Botucaraí
    • Em Soledade, cerca de 20% das áreas já foram colhidas, com produtividade satisfatória e boa qualidade dos grãos.
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Desafios operacionais impactam ritmo da colheita

Além das questões climáticas, produtores enfrentam dificuldades logísticas, especialmente relacionadas ao abastecimento de óleo diesel em algumas regiões. O problema tem limitado o ritmo das operações em determinadas áreas, exigindo ajustes no planejamento da colheita.

Perspectiva geral indica safra positiva

Apesar dos desafios pontuais, o cenário geral é de uma safra com bom desempenho no Rio Grande do Sul. A combinação de clima favorável na fase final, produtividade satisfatória e boa qualidade dos grãos reforça a expectativa de resultados positivos para o setor orizícola gaúcho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atvos anuncia primeira usina de etanol de milho em Mato Grosso do Sul e acelera estratégia de transição energética

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A Atvos anunciou a implantação de sua primeira unidade dedicada à produção de etanol de milho, em um movimento estratégico que reforça sua atuação no setor de energia renovável e amplia sua contribuição para a segurança energética do país.

O projeto será desenvolvido na Unidade Santa Luzia, localizada em Mato Grosso do Sul, e prevê a integração entre o processamento de cana-de-açúcar e milho. A iniciativa permitirá operação contínua ao longo do ano, com ganho de eficiência produtiva, melhor aproveitamento de ativos industriais e aumento de competitividade.

Capacidade industrial e produção integrada

Com a nova estrutura, a unidade terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano. A produção estimada inclui:

  • 273 mil metros cúbicos de etanol por ano
  • 183 mil toneladas de DDG (coproduto utilizado na nutrição animal)
  • 13 mil toneladas de óleo de milho

A estratégia também reforça a diversificação do portfólio da companhia, que passa a consolidar o milho como vetor complementar à cana-de-açúcar, além de integrar outras rotas tecnológicas como o biometano.

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Economia circular e uso eficiente de recursos

O projeto está inserido em um modelo de produção baseado na economia circular e no uso múltiplo da terra. A estrutura prevê o reaproveitamento de subprodutos, como o uso do bagaço da cana, para geração de energia utilizada no próprio processo produtivo do etanol de milho.

Esse modelo contribui para maior eficiência energética e redução de desperdícios, além de fortalecer o conceito de produção integrada entre energia e alimentos.

Impacto econômico e geração de empregos

Durante a fase de implantação, o empreendimento deve gerar aproximadamente 2.000 empregos, impulsionando a economia local e fortalecendo o desenvolvimento regional em Mato Grosso do Sul.

O estado, segundo a companhia, se consolida como um dos principais polos estratégicos para projetos ligados à transição energética, apoiado por políticas de incentivo à bioenergia.

Transição energética e visão de longo prazo

De acordo com o CEO da Atvos, Bruno Serapião, o investimento está alinhado à estratégia de crescimento sustentável da empresa e à ampliação da oferta de biocombustíveis em escala global.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis”, afirma o executivo.

Ele destaca ainda que a solidez operacional e financeira da companhia permite avançar em projetos estruturantes mesmo em cenários globais desafiadores.

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Etanol e descarbonização do transporte

O etanol segue como uma das principais soluções tecnológicas para a mobilidade sustentável, com produção escalável e menor intensidade de carbono. O combustível é apontado como alternativa relevante para a descarbonização de setores como transporte marítimo e aviação.

Com a entrada no etanol de milho, a Atvos reforça sua posição no avanço da transição energética brasileira, combinando diversificação de matérias-primas, ganho de escala e eficiência operacional para ampliar a oferta de energia renovável no Brasil e no mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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