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Dólar inicia o dia em leve alta com foco no Caged e na ata do Fed; mercado monitora inflação e tensões fiscais

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O dólar comercial iniciou esta quarta-feira (28) com leve valorização, cotado a R$ 5,6524 por volta das 9h02. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, só iniciou suas operações após as 10h.

A expectativa dos agentes financeiros está voltada para a divulgação de dois importantes indicadores: o relatório do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), no Brasil, e a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), nos Estados Unidos.

Desempenho dos mercados na véspera

Na terça-feira (27), o mercado financeiro operou em clima de otimismo. O dólar encerrou o dia em queda de 0,53%, cotado a R$ 5,6451. Já o Ibovespa subiu 1,02%, fechando aos 139.541 pontos.

Inflação abaixo do esperado anima mercado interno

O destaque da terça-feira foi a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira. O índice registrou alta de 0,36% em junho, abaixo da projeção de 0,44%.

Esse resultado reforça a possibilidade de o Banco Central adotar uma postura mais cautelosa em relação aos juros. Atualmente, a taxa Selic está em 14,75% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.

Com a inflação surpreendendo positivamente, aumenta a expectativa de interrupção ou desaceleração no ritmo de alta da Selic.

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Indicadores acumulados
  • Dólar:
    • Semana: -0,02%
    • Mês: -0,56%
    • Ano: -8,65%
  • Ibovespa:
    • Semana: +1,25%
    • Mês: +3,31%
    • Ano: +16,01%
Pressão do Congresso contra aumento do IOF preocupa o mercado

Apesar do alívio com a inflação, o ambiente fiscal segue no radar dos investidores. O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado na semana passada, gerou reação negativa no Congresso Nacional, que já recebeu 20 propostas para barrar a medida.

O governo esperava arrecadar R$ 20,5 bilhões com a medida em 2025, como forma de contribuir para o cumprimento da meta de déficit zero.

Contudo, a elevação do imposto, especialmente sobre aplicações no exterior, levantou temores de controle de capitais. Diante da repercussão, o governo recuou parcialmente.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a equipe econômica ainda avalia como compensar a perda de arrecadação e que uma decisão será tomada até o fim da semana.

Alívio externo com adiamento de tarifas dos EUA sobre a União Europeia

No cenário internacional, os mercados reagiram positivamente ao anúncio de adiamento da tarifa de 50% que os Estados Unidos aplicariam sobre produtos da União Europeia.

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Inicialmente previstas para junho, as medidas foram postergadas para 9 de julho após conversas diplomáticas. O presidente dos EUA afirmou que a UE está disposta a negociar com rapidez, o que ajudou a aliviar a tensão.

Essa sinalização trouxe confiança ao mercado, que teme os impactos negativos de uma guerra comercial sobre o crescimento global.

Entre os produtos afetados pelas tarifas americanas estão automóveis de marcas alemãs como BMW e Porsche, azeite de oliva italiano e artigos de luxo franceses.

Agenda econômica da semana

Além do Caged e da ata do Fed, o mercado monitora outros indicadores importantes:

  • Quinta-feira (29): Taxa de desemprego (Pnad Contínua) e novos dados do Caged
  • Sexta-feira (30): Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre

O mercado financeiro brasileiro opera nesta quarta-feira sob a influência de fatores internos e externos. De um lado, a inflação controlada pode aliviar a pressão sobre os juros. De outro, a indefinição fiscal e os desdobramentos das tarifas internacionais seguem no radar dos investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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