AGRONEGÓCIO

Prefeito e governador assinam R$ 663 milhões em investimentos para Cuiabá

Publicado em

O prefeito Abilio Brunini participou, nesta sexta-feira (20), do ato de assinatura de convênios e autorizações de investimentos do Governo de Mato Grosso que somam cerca de R$ 663 milhões para Cuiabá. O pacote contempla obras e ações nas áreas de infraestrutura, educação, habitação e desenvolvimento social, reforçando a parceria institucional para ampliar a qualidade de vida na capital.

Durante o evento, o governador Mauro Mendes destacou a transformação fiscal do Estado e a capacidade de investimento construída nos últimos anos. “Essas entregas e investimentos reforçam o compromisso com Cuiabá. Saímos de uma realidade difícil para um cenário em que conseguimos investir fortemente e melhorar o ambiente urbano da capital”, afirmou.

O prefeito Abilio Brunini ressaltou os desafios enfrentados pelo município e a importância do apoio estadual para acelerar melhorias. “A Prefeitura encontrou uma cidade com muitos problemas estruturais e limitações financeiras. É uma missão grande reconstruir e avançar, mas ela se torna mais possível quando temos um parceiro como o Governo do Estado. Esses investimentos vão chegar diretamente à ponta, beneficiando o cidadão cuiabano”, declarou.

Leia Também:  Mercado global de cafés especiais deve crescer mais de 12% até 2030 e gera novas oportunidade para produtores

A maior parte dos recursos está concentrada na infraestrutura, com mais de R$ 420 milhões destinados a obras de mobilidade urbana e recuperação viária. Entre as principais intervenções estão a duplicação de trechos das rodovias MT-010 (Estrada da Guia) e MT-020, a construção de um viaduto na região das avenidas das Torres e Trabalhadores, além da recuperação de importantes corredores urbanos, como as avenidas Miguel Sutil, República do Líbano e André Maggi.

Também estão previstos convênios para recuperação de ruas e avenidas em bairros, construção de uma nova ponte ligando Cuiabá a Várzea Grande, melhorias no acesso ao Hospital Municipal e intervenções em pontos estratégicos da cidade.

Na educação, o pacote soma cerca de R$ 178 milhões, com destaque para a construção de sete Centros Educacionais Integrados (CEIs), além da reconstrução e reforma de escolas estaduais. Os investimentos incluem ainda a retomada de obras de unidade de educação infantil no município e aquisição de ônibus escolares.

Na área habitacional, mais de R$ 58 milhões serão destinados para auxiliar mais de duas mil famílias a conquistarem a casa própria, por meio de subsídios para entrada no financiamento. O pacote contempla ainda ações na agricultura familiar e iniciativas ambientais, como a entrega de equipamentos e mudas para urbanização.

Leia Também:  Fenicafé 2025 impulsiona a cafeicultura irrigada com recorde de público, inovação e negócios expressivos

A Prefeitura de Cuiabá acompanha e atua em parceria na execução dos projetos, garantindo que os investimentos se convertam em melhorias concretas para a população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

Published

on

Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

Leia Também:  Fenicafé 2025 impulsiona a cafeicultura irrigada com recorde de público, inovação e negócios expressivos

Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.

Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados,  que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

Leia Também:  ILPF: Avanços na Qualidade do Solo do Cerrado Através da Integração Lavoura, Pecuária e Floresta

Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.

A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA