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Fenicafé 2025 impulsiona a cafeicultura irrigada com recorde de público, inovação e negócios expressivos

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Evento supera expectativas e movimenta o setor

Encerrada na última quinta-feira (10), a Fenicafé – Feira Nacional de Irrigação em Cafeicultura – consolidou-se como um dos maiores eventos da cafeicultura irrigada no Brasil. Realizada em Araguari (MG), a feira atraiu mais de 35 mil visitantes ao longo de três dias e deve superar a marca de meio bilhão de reais em negócios, superando os resultados da edição anterior.

Segundo Maria Cecília Araújo, coordenadora geral da Fenicafé, o sucesso da feira é fruto de um esforço conjunto e do engajamento do setor. “Ver o auditório cheio, a participação ativa dos produtores e o interesse pelas inovações mostra que estamos no caminho certo. É um trabalho coletivo em prol do fortalecimento da cafeicultura irrigada no Brasil”, destacou.

Conexões entre empresas e cafeicultores

Além de promover negócios imediatos, a Fenicafé também se destaca por estimular o relacionamento entre empresas e produtores. “A feira proporciona um ambiente propício para que as empresas apresentem suas inovações e compreendam as reais necessidades dos cafeicultores. Isso permite o desenvolvimento de soluções mais alinhadas às demandas do campo”, afirmou Maria Cecília.

O evento é promovido pela Associação dos Cafeicultores de Araguari (ACA), com apoio da Fundação Procafé, da Prefeitura Municipal de Araguari e do Governo de Minas Gerais, reforçando seu papel estratégico para o desenvolvimento da cafeicultura nacional.

Simpósio técnico valoriza o conhecimento no campo

O Simpósio Brasileiro de Cafeicultura Irrigada, integrado à programação da Fenicafé, foi novamente o principal destaque técnico do evento. Com auditório lotado, o simpósio reuniu cafeicultores, agrônomos, estudantes e pesquisadores de várias regiões do país.

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Para o professor Dr. André Luís Teixeira Fernandes, pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Uniube e responsável pelo conteúdo técnico, a feira acompanha a evolução da cafeicultura irrigada no Brasil. “Nestes 28 anos de evento – mesmo com as pausas durante a pandemia – a Fenicafé manteve seu compromisso com a qualificação técnica e com o debate dos principais desafios e tendências do setor.”

Uma novidade desta edição foi a realização de uma pesquisa interativa com o público, que pôde sugerir temas para os próximos encontros. A iniciativa visa aproximar ainda mais o evento das necessidades do campo. “É uma forma de ouvir quem está na lavoura, garantindo que a Fenicafé continue sendo feita pelos e para os cafeicultores”, reforçou Fernandes.

Palestrantes de renome e temas estratégicos

Entre os principais nomes da programação, o engenheiro agrônomo José Braz Matiello, da Fundação Procafé/MAPA, apresentou um panorama da evolução tecnológica da cafeicultura brasileira. “Hoje o Brasil lidera não apenas na produção, mas também na produtividade entre os grandes países produtores, graças à pesquisa e à inovação no campo”, afirmou.

Já o Dr. Felipe Santinato discutiu os desafios na escolha de cultivares para a renovação de lavouras. “É preciso considerar solo, clima, pragas e perfil de mercado. Renovar é planejar o futuro da lavoura”, pontuou.

A analista internacional Maja Wallengren, com mais de 30 anos de experiência em cerca de 70 países produtores, trouxe uma análise sobre o futuro da cafeicultura global. Segundo ela, o mercado enfrenta desafios logísticos e comerciais, especialmente nos países consumidores, o que deve impactar diretamente a produção e o consumo nos próximos anos.

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Apoio institucional e sustentabilidade

Durante a abertura oficial do evento, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participou de forma virtual e destacou o protagonismo da cafeicultura mineira. Ele mencionou iniciativas como o Selo Verde e o programa Certifica Minas Café, que atestam a origem e a sustentabilidade da produção no estado. “É uma conquista relevante, sobretudo para mercados exigentes como o europeu”, afirmou.

Feira estratégica e vitrine tecnológica

O presidente da ACA, Cláudio Morales Garcia, celebrou os resultados da edição e o engajamento do setor. “A Fenicafé mostra que a cafeicultura irrigada tem voz, força e futuro. A cada ano, crescemos em público, número de expositores e qualidade técnica. Isso reforça que estamos no caminho certo.”

Com mais de 150 expositores, a feira apresentou soluções em irrigação, maquinários, insumos, genética, sustentabilidade e tecnologia digital. Também foram promovidas ações de capacitação de jovens produtores e valorização dos cafés especiais da região.

Próxima edição já confirmada

Diante do sucesso de 2025, a organização confirmou a realização da Fenicafé 2026, prometendo uma estrutura ainda mais robusta e participativa. Com as sugestões colhidas junto ao público e os aprendizados desta edição, a expectativa é de mais um evento de alto impacto em Araguari. “A Fenicafé é mais do que um evento. É um movimento contínuo em prol da excelência da cafeicultura brasileira”, concluiu Cláudio Morales.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Conservação do solo ganha força na safra e se torna estratégia-chave para produtividade no agro

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Em um cenário de margens mais apertadas e maior instabilidade climática, a conservação do solo assume protagonismo nas decisões do produtor rural brasileiro. Antes vista como prática complementar, a gestão adequada do solo passa a ser tratada como um ativo estratégico, diretamente ligado à produtividade, à redução de custos e à sustentabilidade no campo.

Solo como ativo estratégico no agro

A crescente variabilidade do clima e a pressão por rentabilidade têm levado produtores a priorizar práticas que garantam maior resiliência das lavouras. Nesse contexto, o solo deixa de ser apenas suporte físico e passa a ser considerado elemento central no planejamento agrícola de médio e longo prazo.

A adoção de técnicas conservacionistas contribui para manter a fertilidade, melhorar a estrutura e aumentar a capacidade produtiva ao longo das safras, reduzindo impactos de estiagens e chuvas intensas.

Plantio direto e rotação lideram práticas sustentáveis

Entre as principais estratégias utilizadas no campo, o sistema de plantio direto se destaca. A técnica reduz o revolvimento do solo e mantém a cobertura vegetal, formando uma camada de palhada que protege contra erosão, conserva a umidade e favorece a atividade biológica.

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A rotação de culturas também ganha espaço como ferramenta essencial. A alternância entre culturas como soja e milho, combinada com plantas de cobertura — como braquiária e crotalária — contribui para melhorar a estrutura do solo, aumentar a matéria orgânica e equilibrar nutrientes.

Outras práticas complementares incluem:

  • Controle do tráfego de máquinas
  • Adubação equilibrada
  • Integração lavoura-pecuária

Essas ações, quando combinadas, promovem maior estabilidade produtiva e eficiência no uso dos recursos naturais.

Desafios ainda limitam adoção em larga escala

Apesar dos avanços, a adoção plena dessas práticas ainda enfrenta obstáculos. Entre os principais desafios estão os custos iniciais de implementação, a necessidade de conhecimento técnico e a pressão por resultados imediatos.

Segundo especialistas do setor, problemas como compactação do solo, manejo inadequado do plantio direto e baixa adesão à rotação de culturas ainda persistem em algumas regiões produtoras.

A falta de planejamento de longo prazo também é apontada como um fator limitante, especialmente em propriedades que priorizam ganhos rápidos em detrimento da sustentabilidade produtiva.

Tecnologia impulsiona conservação e eficiência

A inovação tem papel decisivo na evolução das práticas conservacionistas. Ferramentas de agricultura de precisão permitem diagnósticos mais detalhados do solo, possibilitando aplicações mais eficientes de insumos.

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Entre os principais avanços estão:

  • Uso de bioinsumos
  • Monitoramento por satélite e drones
  • Sistemas integrados de produção
  • Máquinas agrícolas com menor impacto na compactação

Essas tecnologias contribuem para otimizar o uso de recursos, reduzir desperdícios e melhorar a qualidade do solo ao longo do tempo.

Tendência para as próximas safras

Com a safra em andamento e o planejamento dos próximos ciclos já em curso, a conservação do solo se consolida como uma decisão estratégica no agronegócio brasileiro.

A tendência é de ampliação dessas práticas, impulsionada pela necessidade de maior eficiência produtiva e adaptação às mudanças climáticas. Mais do que uma questão ambiental, o manejo adequado do solo se firma como fator determinante para a competitividade e a sustentabilidade do produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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