AGRONEGÓCIO

Mercado global de cafés especiais deve crescer mais de 12% até 2030 e gera novas oportunidade para produtores

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Os cafés especiais vêm apresentando um rápido crescimento e tendo cada vez mais consumidores no mercado nacional e internacional. De acordo com um levantamento da empresa Brainy Insights, estima-se que o valor do setor global de cafés especiais deve chegar a US$ 152,69 bilhões até 2030, representando uma taxa de crescimento de 12,32% durante o período de previsão.

Todo esse crescimento abre um leque de novas oportunidades para o segmento, com cafeicultores podendo aumentar suas rendas e obter novos sabores, além de bons resultados com cafés de qualidade, cada vez mais apreciados pelo consumidor.

“Em vista do aumento no consumo de cafés especiais e novas oportunidades que essa tendência traz para os produtores, criamos um projeto para pequenos e médios cafeicultores que ainda não trabalham com cafés especiais. No Essências, nome da iniciativa, assessoramos os participantes em processos de pós-colheita, auxiliando-os em todas as fases e protocolos que evidenciem a qualidade, de forma personalizada, respeitando as individualidades de cada lavoura”, afirma Sandra Moraes, Gerente de Cafés Especiais da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer).

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Ainda de acordo com a pesquisa, o mercado norte-americano de cafés especiais, por exemplo, deve crescer em 20% ano a ano até 2030. Isso o tornaria o mercado que mais cresce no mundo.

“Recentemente abrimos um Hub logístico nos Estados Unidos, que é nosso maior comprador de café, e a grande maioria dos grãos enviados, quase em sua totalidade, são especiais. A priori, nosso planejamento é enviar um contêiner por semana, cada um com cerca de 320 sacas de 60kg de café. Esse projeto visa impulsionar a economia e o consumo de cafés especiais, que cada vez cresce mais”, afirma Simão Pedro de Lima, Presidente Executivo da Expocacer.

A expectativa com o Hub é que haja um aumento de vendas no mercado norte americano de 10% a 15%, apenas no primeiro ano. O consumo global de cafés especiais brasileiros tem crescido consistentemente a uma taxa anual de 12% nos últimos anos, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Houve muitas mudanças no setor global de cafés especiais na última década. Alinhado a isso, o comportamento do consumidor também mudou. Hoje o comprador está levando mais em conta a saúde e a sustentabilidade ao comprar produtos de café, com um alto nível de qualidade. Além disso, as pessoas querem saber mais a origem da bebida e os diferentes sabores e aromas que podem experimentar no produto.

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“O consumidor quer conhecer o produtor, saber de onde vem o café, se ele é feito de maneira sustentável, e isso os cooperados da Expocacer fazem muito bem. Inclusive, o Hub vem também para nos auxiliar nesse processo de rastreabilidade dos cafés.”, encerra o Presidente Executivo.

Fonte: Expocacer

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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