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MyEasyFarm e MyCarbon Firmam Parceria para Monitorar Créditos de Carbono na Agricultura

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A MyEasyFarm, uma startup AgTech especializada em Agricultura Regenerativa (RegenAg), Créditos de Carbono e Agricultura de Precisão, anunciou uma parceria estratégica com a MyCarbon, subsidiária da Minerva Foods dedicada à originação e comercialização de créditos de carbono. O objetivo da colaboração é implementar uma solução digital e escalável para medir e monitorar reduções e remoções de CO2e, com base na metodologia Verra VM0042.

Essa aliança estratégica permitirá que a MyEasyFarm forneça sua avançada plataforma MyEasyCarbon, focada na Medição, Relatório e Verificação (MRV), para apoiar o projeto da MyCarbon, que se concentra na implementação de práticas de agricultura regenerativa no Cerrado. O projeto abrange inicialmente mais de 40.000 hectares de áreas destinadas à restauração de pastagens degradadas e à conservação do bioma.

A MyEasyCarbon, lançada inicialmente para apoiar o Rótulo Baixo Carbono da França para Culturas, foi a primeira solução certificada em 2022 pelos auditores da Bureau Veritas. Desde então, a plataforma tem ajudado mais de 300 fazendas a reduzir e rotular suas emissões de carbono, alcançando até 220.000 TCO2eq até meados de 2024. Agora, a ferramenta será adaptada para atender aos requisitos da metodologia VM0042, que é reconhecida globalmente para projetos de sequestro de carbono no setor agrícola.

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De acordo com François Thierart, CEO da MyEasyFarm, essa parceria representa um avanço significativo na expansão da atuação da empresa nos mercados internacionais de carbono. “Estamos entusiasmados em trabalhar com a MyCarbon, cujos valores de sustentabilidade e inovação se alinham perfeitamente com a nossa missão de promover mudanças positivas na agricultura. Esta colaboração ajudará a garantir um monitoramento eficaz e impactante dos esforços de sequestro de carbono”, destacou.

Principais Elementos da Parceria:

  • Sistema MRV Abrangente: A MyEasyFarm fornecerá capacidades essenciais para o rastreamento do estoque de carbono e os principais indicadores de sustentabilidade ao longo de todo o ciclo do projeto.
  • Experiência Global em RegenAg: Com experiência consolidada na monitoração de projetos bem-sucedidos de agricultura regenerativa ao redor do mundo, a MyEasyFarm garantirá que os projetos da MyCarbon atendam e superem os padrões internacionais de sustentabilidade.
  • Impacto Escalável: A parceria visa criar uma estrutura escalável para futuros projetos de créditos de carbono em outras regiões do Brasil, posicionando as duas empresas na vanguarda da agricultura regenerativa.
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A MyCarbon, com o apoio de sua empresa-mãe Minerva Foods, está comprometida com a sustentabilidade e a adoção de práticas regenerativas, que além de contribuir para a redução de carbono, também visam melhorar a biodiversidade, a saúde do solo e apoiar as comunidades agrícolas locais.

A agricultura regenerativa, aliada ao mercado de créditos de carbono, representa uma estratégia para promover práticas agrícolas mais sustentáveis e combater as mudanças climáticas. Essa abordagem busca criar sistemas produtivos resilientes, alinhados aos objetivos globais de desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que atende à crescente demanda por alimentos de forma equilibrada e responsável.

Marta Giannichi, diretora da MyCarbon, destacou a importância dessa parceria para o futuro da agricultura. “O mercado de créditos de carbono tem um papel crucial na promoção da agricultura regenerativa, incentivando os produtores a adotar práticas mais sustentáveis. Estamos felizes em apoiar essa transformação, que é essencial para a segurança alimentar global e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas.”

Para mais informações sobre a parceria e as soluções oferecidas pela MyEasyFarm, acesse www.myeasyfarm.com.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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