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Novo pacote fiscal prevê taxação de títulos isentos, apostas online e instituições financeiras para compensar ajuste no IOF

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou neste domingo (8) um acordo com o Congresso Nacional para recalibrar o decreto que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no mês passado. Para compensar a redução nas alíquotas, o governo pretende apresentar uma medida provisória com novas fontes de arrecadação.

Confira os principais pontos da proposta:

Revisão no decreto do IOF

Durante coletiva de imprensa ao lado de líderes partidários, transmitida pela TV Câmara, Haddad informou que será enviado ao Congresso um novo decreto com foco regulatório, reduzindo as alíquotas previstas originalmente.

“Essa medida provisória vai nos permitir recalibrar o decreto do IOF, fazendo com que a sua dimensão regulatória seja o foco da nova versão e nós possamos reduzir as alíquotas do projeto original”, afirmou o ministro.

Nova taxação sobre títulos atualmente isentos

A medida provisória incluirá a cobrança de 5% de Imposto de Renda sobre papéis que hoje contam com isenção, como:

  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
  • Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
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Debêntures incentivadas

Apesar da mudança, Haddad ressaltou que esses ativos continuarão atrativos, já que a nova alíquota será inferior à aplicada sobre outros investimentos, como os títulos públicos, que pagam no mínimo 15%.

Aumento na taxação de apostas online (bets)

A proposta também eleva de 12% para 18% a alíquota sobre o chamado Gross Gaming Revenue (GGR), ou seja, o faturamento das empresas de apostas após a dedução dos prêmios pagos aos apostadores e do Imposto de Renda.

Mudança na CSLL de instituições financeiras

O ministro anunciou ainda uma mudança nas alíquotas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para bancos e instituições financeiras. Atualmente, o setor paga três faixas: 9%, 15% e 20%.

“A alíquota de 9% não existirá mais”, disse Haddad, sinalizando uma unificação ou aumento da carga tributária para essas instituições.

Corte de benefícios fiscais

Além das medidas tributárias, o governo e o Congresso concordaram em discutir uma redução de pelo menos 10% nos incentivos fiscais que não são previstos na Constituição. Essa iniciativa já havia sido antecipada pela agência Reuters.

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Revisão de gastos públicos também está no radar

Por fim, Haddad informou que será retomado o debate sobre a redução de despesas primárias em projetos que já tramitam no Legislativo ou que foram recentemente apreciados. A intenção é revisar formatos e buscar consenso com os líderes partidários.

“Precisamos do pulso das lideranças para voltar para a mesa”, destacou o ministro.

O pacote será formalmente apresentado após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Brasil, previsto para terça-feira (11). O impacto fiscal das medidas ainda não foi divulgado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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