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Prejuízos com o clima devem refletir nas cooperativas agropecuárias gaúchas

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O ano de 2023 foi de desafios na produção das culturas em geral no Rio Grande do Sul devido ao clima. Primeiramente, devido à estiagem que novamente afetou a safra de verão. Além disso, o Estado teve perdas na safra de inverno devido ao excesso de chuvas que prejudicou os produtores. As afirmações são do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires.

Conforme o dirigente, as cooperativas também tiveram reflexo em relação a estes prejuízos nas lavouras, o que pode trazer um pequeno recuo no faturamento das cooperativas no ano. “Os resultados são muito apertados. Além disso, houve baixas de preços também além da questão do clima. Isso é uma coisa que impactou bastante no resultado das cooperativas”, destaca.

Para o próximo ano, Pires afirma que a expectativa é grande porque, depois de dois anos, a perspectiva é de uma safra normal das culturas de verão. “Temos o milho com problemas, mas temos uma safra que vem melhor do que o ano passado, apesar das questões como bactérias, falta de luminosidade, o que acarretou em falhas. E a safra de soja nós estamos com muita confiança. Acabamos de plantar soja dentro de uma condição ideal. Vamos torcer para que essa questão do fenômeno El Niño não exista e não haja aquele excesso de chuvas como houve no passado”, ressalta, acrescentando ainda que a resiliência do produtor gaúcho é fantástica nos momentos de adversidade. “Ele toma essas pauladas todas e ainda olha para a frente, como, por exemplo, na safra de inverno, onde nós já estamos programando a próxima safra. Essa resiliência é que dá essa garra, essa tenacidade do produtor”, completa.

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Durante o ano, a FecoAgro/RS também atuou em diversas frentes junto às cooperativas. Segundo o presidente, uma delas foi em relação às mudanças significativas sobre o crédito. “Com essas questões de mudança de governo, algumas coisas nós conseguimos mudar e isso é muito bom, porque isso é fundamental. Esse capital de giro em nome do produtor que as cooperativas têm é imprescindível. Muitas cooperativas têm desafios de estrutura tentando crédito e o crédito não é abundante, não é farto, e a gente está sempre batalhando por isso”, frisa

Outro tema preocupante, de acordo com o presidente da FecoAgro/RS, é a questão da mudança da matriz tributária do Rio Grande do Sul. “É uma questão que nos pegou de surpresa pois, de certa forma, há pouco tempo foram feitos ajustes em função da mudança tributária nacional. As cooperativas estão envolvidas nesse processo, que é complexo. A gente está debatendo, negociando com o governo do Estado, com as secretarias, com os técnicos, para ver uma saída menos onerosa para a produção no Rio Grande do Sul. As cooperativas organizam a produção dos nossos associados e tentam em uma cadeia altamente competitiva dar valor à safra dos nossos produtores. É nesse sentido que nós estamos trabalhando e por isso que muitas vezes nós não podemos aceitar algumas medidas que infelizmente nos tiram competitividade e, de certa forma, temos dificuldade de competir com agentes externos”, explica.

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O dirigente também reforça a luta pela bandeira ambiental, onde as cooperativas estão engajadas. “Só não podemos ser rotulados e dizer como nós temos que fazer e o que nós temos que fazer através de uma imposição internacional e principalmente de continentes que não cumpriram a sua missão de preservar o meio ambiente. Nós temos produzido, não existe ninguém mais interessado do que as cooperativas e os produtores na preservação climática, mas nós dependemos do clima”, enfatiza o presidente da FecoAgro/RS.

Pires recorda também de um encontro com grande presença dos presidentes das cooperativas associadas realizado no Paraná para visitar as cooperativas daquele Estado e gerar conhecimento e troca de informações. “Diferente de nós, eles nunca tiveram estiagem e alcançaram essa expansão de área para o Mato Grosso e até ao Paraguai, o que ajudou muito no seu crescimento. E a gente foi olhar isso lá com presença maciça dos nossos presidentes”, ressalta. Além disso, destaca a importância dos eventos promovidos pelas cooperativas associadas, como a Expoagro Cotricampo e a Expodireto Cotrijal, que foram sucesso em 2023 e têm grandes expectativas para 2024.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura de Cuiabá lança portal para modernizar gestão das feiras livres

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A Prefeitura de Cuiabá lançou, na manhã de quarta-feira (15), o portal Feiras Cuiabá, uma plataforma digital criada para modernizar a gestão das feiras livres, ampliar a transparência no acesso às vagas e facilitar a localização de feiras por consumidores e turistas. Desenvolvido pela Secretaria Adjunta de Tecnologia e Inovação (SAETI), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, o sistema já está disponível e futuramente será integrado ao aplicativo Cuiabá Smart.

A plataforma https://feiras.cuiaba.mt.gov.br/ reúne, em um único ambiente, serviços voltados tanto à administração das feiras quanto ao atendimento ao público. Pelo portal, interessados em atuar como feirantes podem realizar o cadastro, acompanhar o andamento da solicitação, candidatar-se às vagas disponíveis e receber todas as atualizações por e-mail. O sistema também permite que consumidores encontrem feiras próximas, consultem dias de funcionamento, localizem feirantes e tracem rotas de acesso por meio da integração com o Google Maps.

Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Corrêa, a ferramenta representa um avanço na organização das feiras e na democratização do acesso aos espaços públicos.

“A finalidade do aplicativo para o consumidor é oferecer informações atualizadas sobre onde estão as feiras e o que é comercializado nelas. Mas o principal objetivo é fortalecer a gestão, garantindo transparência e eliminando qualquer dúvida sobre a venda ou locação de espaços, o que é proibido”, afirmou.

O secretário explicou que o sistema permitirá aos fiscais registrar a presença dos feirantes por meio de fotografias durante as fiscalizações. Caso um permissionário ultrapasse o limite de faltas previsto em decreto, a vaga poderá ser disponibilizada para outro interessado inscrito no cadastro oficial da Prefeitura.

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“O sistema elimina barreiras para quem quer trabalhar nas feiras e deixa claro que o acesso aos espaços públicos é gratuito. O cidadão poderá se inscrever diretamente pelo portal e acompanhar todo o processo de forma transparente”, destacou Fellipe Corrêa.

Gestão mais eficiente

Além de simplificar o ingresso de novos feirantes, a plataforma amplia o controle administrativo das feiras. O sistema identifica os segmentos de atuação de cada comerciante, permitindo que ele concorra apenas às feiras compatíveis com sua atividade. Também oferece um mapa das bancas, indicando quais estão ocupadas ou disponíveis, além de possibilitar o registro de penalidades, denúncias, justificativas de ausência e acompanhamento da frequência.

Outro recurso é a setorização dos produtos comercializados, permitindo que a administração municipal distribua melhor os segmentos em cada feira, evitando concentração excessiva de um mesmo tipo de atividade e contribuindo para maior diversidade de produtos ao consumidor.

Tecnologia a serviço do cidadão

O secretário adjunto de Tecnologia e Inovação, Elson Oliveira, explicou que a solução foi desenvolvida por servidores da própria Prefeitura para atender às necessidades da gestão das feiras.

“A plataforma oferece ferramentas para controlar o cadastro dos feirantes, acompanhar a frequência e facilitar a comunicação entre a Secretaria e os trabalhadores. Para os cidadãos e turistas, disponibiliza informações sobre onde estão acontecendo as feiras, além de canais para avaliação e contato com a administração”, afirmou.

Ele ressaltou que a infraestrutura tecnológica é mantida pela própria Prefeitura, com data center e equipe responsável pela segurança, manutenção e funcionamento contínuo do sistema. Também estão previstas novas funcionalidades, como a integração dos módulos de avaliação com outros sistemas municipais.

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Transparência e combate a irregularidades

Desenvolvedor do sistema, o servidor da SAETI George Daniel Montezuma explicou que a plataforma surgiu para substituir processos baseados em planilhas e controles descentralizados, tornando mais ágil o gerenciamento das feiras.

Entre os objetivos está o combate à venda irregular de pontos, prática proibida nas feiras livres de Cuiabá. Como o acompanhamento da presença será realizado pelos fiscais e todo o processo de inscrição ocorrerá pelo sistema oficial da Prefeitura, a plataforma amplia a transparência e reduz a possibilidade de cobranças indevidas ou golpes contra interessados em ingressar na atividade.

“O cidadão poderá fazer o cadastro diretamente no portal e acompanhar sua situação. Já quem frequenta as feiras poderá localizar os eventos mais próximos e conhecer dias, horários e localização, o que também beneficia turistas interessados na gastronomia e no artesanato cuiabano”, explicou George Montezuma.

Próximas etapas

Durante o lançamento, Fellipe Corrêa também destacou outras ações em andamento para fortalecer as feiras livres da capital. Entre elas está a meta de regularizar o fornecimento de energia elétrica em todas as feiras até o fim do ano, em parceria com a Energisa, substituindo ligações clandestinas por instalações padronizadas e mais seguras.

Outra iniciativa prevista é a implantação do programa Vigia Mais nos locais onde funcionam as feiras, ampliando a segurança para trabalhadores e consumidores por meio de tecnologia de monitoramento.

Também participaram do lançamento a diretora técnica de Projetos e Planejamento da SDTA, Maryana Paixão e a assessora da SAETI Thaíse Fernandes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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