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Importações de leite pressionam produtores brasileiros; FPA solicita investigação na Câmara

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FPA pede investigação sobre impacto de importações de leite

O aumento das importações de leite e derivados pelo Brasil levou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a protocolar, nesta quinta-feira (12), uma proposta na Câmara dos Deputados para investigar os efeitos dessas compras externas sobre a renda de produtores nacionais.

A iniciativa foi apresentada pelo presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que solicitou a abertura de uma Proposta de Fiscalização e Controle (PFC) para analisar a atuação do governo federal na política de importação de lácteos e seus impactos no mercado interno.

Auditoria do TCU poderá mapear distorções comerciais

O pedido inclui a realização de auditoria pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para examinar:

  • evolução das importações de leite e derivados;
  • países de origem dos produtos;
  • possíveis distorções comerciais prejudiciais à produção nacional;
  • atuação de órgãos responsáveis pelo controle sanitário e política agrícola.

“O Brasil tem uma cadeia leiteira essencial para a economia rural, especialmente para pequenos e médios produtores. Precisamos entender se existe equilíbrio competitivo ou se há distorções que pressionam os preços pagos ao produtor”, afirmou Lupion.

O parlamentar reforçou que a iniciativa não visa fechar o mercado, mas garantir transparência e concorrência justa.

Pressão sobre preços no campo

O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo, com produção anual de cerca de 35 bilhões de litros, segundo IBGE e Embrapa. A atividade envolve mais de um milhão de propriedades rurais, sendo uma importante fonte de renda para agricultores familiares.

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Nos últimos dois anos, produtores relataram forte pressão sobre os preços recebidos pelo leite. Dados do setor indicam quedas de mais de 20% em determinados períodos, influenciadas pelo aumento da oferta interna e pelo avanço das importações, principalmente de países do Mercosul, como Argentina e Uruguai.

Parlamentares alertam sobre impactos regionais

A preocupação com as importações mobiliza deputados de estados produtores de leite. Para Rafael Pezenti (MDB-SC), a manutenção da investigação antidumping sobre lácteos estrangeiros é um passo importante, embora ainda insuficiente no curto prazo.

Ele destaca a necessidade de medidas emergenciais, afirmando que “a Argentina coloca leite no Brasil com preço 53% menor do que vende internamente, pressionando produtores brasileiros”. Segundo Pezenti, o acompanhamento do Congresso é essencial, pois quedas bruscas nos preços impactam diretamente a economia de centenas de municípios.

Minas Gerais lidera a produção nacional

O estado de Minas Gerais é responsável por cerca de 27% da produção de leite no país, sustentando milhares de famílias no campo. A deputada Ana Paula Leão (PP-MG) reforça que a situação exige acompanhamento permanente do Congresso e políticas que garantam competitividade e equilíbrio no comércio internacional.

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Pontos que serão avaliados na investigação

A proposta da FPA busca identificar suspeitas de distorções competitivas e examinar diferenças regulatórias ou econômicas entre a produção nacional e os produtos importados. Entre os pontos a serem analisados estão:

  • evolução das importações nos últimos cinco anos;
  • volumes e preços praticados no comércio exterior;
  • impactos sobre o preço pago ao produtor brasileiro;
  • diferenças sanitárias ou tributárias entre produtos;
  • atuação dos órgãos de fiscalização.
Próximos passos no Congresso

A proposta deverá ser analisada pela Comissão de Agricultura (CAPADR) da Câmara. Caso aprovada, a auditoria do TCU poderá envolver órgãos como:

  • Ministério da Agricultura;
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio;
  • Receita Federal;
  • órgãos de fiscalização sanitária.
Raio-x do setor leiteiro brasileiro
  • Produção anual: ~35 bilhões de litros
  • Propriedades produtoras: mais de 1 milhão
  • Maior estado produtor: Minas Gerais
  • Principais origens das importações: Argentina e Uruguai
  • Queda recente no preço ao produtor: mais de 20% em alguns períodos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana

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A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.

A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.

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No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.

Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.

O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

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O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.

Fonte: Pensar Agro

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