AGRONEGÓCIO

Debates em Eunápolis focam na produtividade do cacau, café e silvicultura

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A Feira de Agronegócio do município de Eunápolis (cerca de 650 km da capital, Salvador), na Bahia, reuniu produtores e técnicos para avaliar o desempenho do cacau, do café conilon e da silvicultura, atividades que movimentam a economia do Extremo Sul baiano.

O Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola da Bahia fechou o último período na casa dos R$ 41 bilhões, e a região sul responde por parcelas expressivas na colheita de café e na área de florestas plantadas para a indústria de celulose. Durante as atividades, as discussões se concentraram em fatores como o custo de produção e as regras de rastreabilidade ambiental exigidas por compradores do mercado europeu.

Para tentar reduzir o deficit de mecanização na agricultura familiar, foram entregues dez tratores e equipamentos agrícolas para associações locais. A falta de maquinário afeta o rendimento das pequenas propriedades, elevando o custo com a contratação de serviços terceirizados para a preparação do solo. Além do suporte na lavoura, houve a distribuição de mudas de árvores frutíferas e nativas com o objetivo de incentivar a diversificação de culturas na região, diminuindo a dependência das oscilações de preço de um único produto.

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No setor de piscicultura, a Bahia Pesca destinou 40 mil alevinos de tilápia para assentamentos e comunidades cadastradas. O objetivo da medida é estabelecer a criação de peixes como fonte de receita complementar para os produtores familiares. Equipamentos de comercialização e barracas também foram entregues para estruturar a venda direta da produção nos municípios vizinhos.

As câmaras técnicas trataram do manejo do café conilon, variedade na qual o Extremo Sul se consolidou como polo na Bahia, onde a colheita total do Estado passa de 2,3 milhões de sacas anuais.

O foco esteve no cumprimento de normas ambientais e no uso de tecnologia de clonagem para o cacau, com a meta de aumentar o rendimento por hectare. A agenda incluiu ainda a entrega da Medalha Inácio Tosta Filho a agricultores da região, honraria concedida pela Secretaria da Agricultura (Seagri) em memória ao criador do Instituto do Cacau.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Colheita de arroz termina no Rio Grande do Sul e mercado enfrenta baixa liquidez com pressão nos preços

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Com o encerramento oficial da colheita da safra 2025/26 no Rio Grande do Sul, o mercado brasileiro de arroz em casca entrou em uma nova fase, marcada por baixa liquidez, cautela nas negociações e pressão sobre os preços pagos ao produtor. O cenário foi destacado em análise do Cepea, que aponta mudança no foco dos agentes do setor, agora concentrados nas estratégias de comercialização e nas perspectivas para os próximos meses.

Sem a urgência das operações de campo, produtores e compradores passaram a atuar de forma mais seletiva. Segundo o levantamento, parte dos orizicultores intensificou a oferta do cereal com o objetivo de gerar caixa e cumprir compromissos financeiros de curto prazo. Em contrapartida, outro grupo prefere segurar os estoques, avaliando que os preços atuais ainda não cobrem adequadamente os custos de produção.

A postura mais retraída de parte dos produtores limita o ritmo dos negócios, contribuindo para um ambiente de baixa movimentação no mercado físico.

Indústrias adotam cautela nas compras

Do lado comprador, a cautela também predomina. Conforme análise do Cepea, embora haja interesse na aquisição do arroz, as indústrias vêm reduzindo os valores ofertados aos produtores em razão do desempenho mais fraco das vendas de arroz beneficiado no mercado interno.

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Outro fator que influencia o comportamento das empresas é a priorização do uso de estoques já armazenados em suas unidades, reduzindo a necessidade imediata de novas aquisições no mercado spot.

Esse cenário mantém o mercado pressionado e dificulta uma recuperação mais consistente das cotações no curto prazo.

Mercado monitora próximos movimentos

Com a colheita encerrada no principal estado produtor do país, o setor agora acompanha fatores como ritmo da demanda doméstica, comportamento das exportações e capacidade de retenção dos produtores para avaliar os próximos movimentos do mercado de arroz.

Analistas destacam que a sustentação dos preços dependerá principalmente da retomada da demanda e da postura dos vendedores nas próximas semanas, em um ambiente ainda marcado por margens apertadas e elevada sensibilidade aos custos de produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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