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Feira de adoção aproxima famílias e garante novos lares para animais resgatados em Cuiabá

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Em um ambiente marcado por encontros emocionantes e novas histórias de afeto, a primeira Feira de Adoção de 2026 promovida pela Prefeitura de Cuiabá reuniu famílias interessadas em acolher cães e gatos resgatados de situações de abandono ou maus-tratos. Realizado neste sábado (14), no Parque Tia Nair, o evento reforçou o compromisso do município com a proteção animal por meio das ações desenvolvidas pela Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal.

A iniciativa integra as atividades em alusão ao Dia Nacional dos Animais e tem como objetivo estimular a adoção responsável, ampliar a conscientização da população e garantir uma nova oportunidade para animais que passaram por processos de resgate e reabilitação.

Para a secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Teresa, as feiras de adoção representam um elo fundamental entre os animais acolhidos e as famílias que desejam oferecer um novo lar. “Essas feiras funcionam como um sistema essencial. Quanto mais animais conseguimos encaminhar para adoção, mais espaço abrimos para acolher outros que precisam de resgate ou que são vítimas de maus-tratos. Após o resgate e a reabilitação no canil municipal, nosso objetivo final é sempre integrá-los a uma nova família”, explicou.

Segundo Morgana, a ação deste sábado marcou a primeira edição do ano e já demonstrou forte adesão da população. “Estamos aqui no Parque Tia Nair nesta tarde incrível e a feira está sendo um sucesso para quem ama os animais. É um momento de conscientização e foco na adoção responsável. Esta é apenas a primeira edição de 2026 e teremos muitas outras ao longo deste semestre”, afirmou.

Políticas públicas e cuidado contínuo

Além de incentivar a adoção, o trabalho da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal inclui uma rede de ações permanentes voltadas à proteção dos animais em Cuiabá. Entre elas estão programas de vacinação para pets de famílias de baixa renda e de instituições parceiras, resgates emergenciais e um amplo programa de castração que oferece entre 60 e 70 vagas semanais.

A secretaria também mantém parcerias com organizações não governamentais e protetores cadastrados, ampliando o alcance das ações de cuidado e prevenção ao abandono.

Adoção responsável e acompanhamento

Todo o processo de adoção realizado nas feiras promovidas pela Prefeitura segue critérios específicos para garantir o bem-estar dos animais.

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O médico veterinário e assessor técnico da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal, Gabriel Cavalcante, explica que os tutores passam por uma orientação detalhada antes de levar o pet para casa. “Os adotantes assinam um termo de responsabilidade e recebem orientações sobre alimentação, ambiente adequado, higiene e rotina de cuidados. Também fazemos um acompanhamento posterior para garantir que o animal esteja recebendo todo o cuidado necessário”, destacou.

Segundo ele, o monitoramento é essencial, principalmente porque muitos animais foram resgatados de situações de vulnerabilidade. “Esse acompanhamento ajuda a evitar que o animal seja devolvido ou volte a sofrer maus-tratos. Caso seja necessário, buscamos um novo adotante responsável”, completou.

Histórias que transformam lares

Entre os visitantes da feira, a vendedora Savanda, de 26 anos, buscava um novo companheiro para seu cachorro Byron, que tem demonstrado sinais de solidão. “Vim com o objetivo de adotar um cachorrinho para fazer companhia ao meu outro cão. Quero que ele tenha alguém para brincar e interagir no dia a dia. A ideia é trazer mais alegria para nossa casa”, contou.

A emoção também marcou a história de Sonia Leite de Lima, moradora do Residencial Alice Novack, que decidiu adotar um novo gatinho após a perda recente de Nina, sua companheira felina por cinco anos. “A Nina era extremamente carinhosa e fazia parte da nossa rotina. Perdê-la foi muito difícil para toda a família. Decidimos vir à feira porque acreditamos que a chegada de um novo gatinho vai trazer novamente alegria para nossa casa, principalmente para meus filhos”, relatou.

O coordenador de Tecnologia da Informação do Hospital Central, Marcelo Gramari, também esteve no evento com a família em busca de um pet que pudesse conviver bem com crianças. “Acreditamos que esse trabalho de resgate é fundamental. Nem sempre a compra de um animal é o melhor caminho. Ao adotar, acolhemos um ser que precisa de cuidado e damos a ele a chance de fazer parte da família”, destacou.

Um novo integrante na família

Para o advogado Rafael Amaral Delange, morador do bairro Jardim Shangri-Lá, a feira representou a oportunidade de realizar um desejo antigo compartilhado com a namorada. “Sempre pensamos em ter um cachorro ou um gato. Viemos conhecer os animais disponíveis e integrar um novo membro à nossa família. A presença de um pet transforma o ambiente e traz mais alegria ao lar”, afirmou.

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Ele também destacou a importância das políticas públicas voltadas à causa animal. “Iniciativas como essa ajudam muito, porque garantem que os animais tenham um lar onde recebam alimentação, cuidados e carinho. Eles merecem ser tratados com respeito”, pontuou.

Conexões imediatas

Entre as histórias que nasceram na feira está a da jovem Regislayne, de 24 anos, moradora do Residencial Sucuri. Ela decidiu participar do evento após ver a divulgação nas redes sociais da Prefeitura. “Minha filha vai fazer um ano e é apaixonada por animais. Quando chegamos aqui, ela se encantou por este cãozinho e começou a chamá-lo. A conexão foi imediata”, contou.

Para ela, a chegada do novo pet representa mais do que um animal em casa. “Ele vai ser um grande companheiro para minha filha. Eles vão crescer juntos, brincar e compartilhar momentos da infância”, disse.

Regislayne também ressaltou a importância das políticas de proteção animal no município. “É muito bom saber que existe uma estrutura que protege os animais e combate os maus-tratos. Eles também merecem cuidado e respeito”, afirmou.

Lares renovados pelo afeto

Entre latidos, miados e olhares curiosos, a feira se transformou em um espaço de reencontros e novos começos. Para muitas famílias, a adoção representa não apenas o acolhimento de um animal, mas a construção de um vínculo que transforma a rotina.

A estudante Sofia Valentina, de 8 anos, resumiu esse sentimento ao buscar um novo amigo após perder seu cachorro. “O amor é sempre o melhor motivo. Meu cachorrinho sumiu e sinto muita falta dele. Quero adotar um novo amigo para trazer alegria de volta para nossa casa”, disse.

Mais do que um evento pontual, a feira reforça o papel da Prefeitura de Cuiabá em fortalecer políticas públicas voltadas à proteção animal, ampliando o resgate, o cuidado e a adoção responsável, um trabalho que conecta solidariedade, cidadania e respeito à vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Um terço dos produtores rurais brasileiros já utiliza IA; veja como aplicar na sua propriedade

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A inteligência artificial já está presente em 32% das empresas, cooperativas e propriedades rurais consultadas em levantamento com profissionais do agronegócio. A tecnologia começa a sair dos escritórios e chegar às decisões de plantio, irrigação, aplicação de insumos, controle de pragas, manutenção de máquinas, pecuária e comercialização.

O percentual não permite concluir que o Brasil esteja atrasado. A pesquisa ouviu 197 profissionais e não possui abrangência suficiente para representar todo o setor. Além disso, ainda não existe uma estatística internacional padronizada que permita comparar diretamente o uso de inteligência artificial nas propriedades de diferentes países.

O conceito também varia entre os levantamentos. Algumas pesquisas consideram apenas sistemas que aprendem com dados e produzem previsões. Outras incluem agricultura de precisão, sensores, drones, imagens de satélite, pilotos automáticos e plataformas digitais, mesmo quando essas ferramentas não utilizam inteligência artificial em todas as suas funções.

Uma pesquisa internacional realizada com cerca de 4,4 mil produtores de nove países ajuda a dimensionar a digitalização do campo. Nos Estados Unidos, 61% dos entrevistados utilizavam soluções de agronomia digital, 51% adotavam equipamentos de agricultura de precisão e 38% empregavam sensoriamento remoto. Na América Latina, 49% usavam ferramentas digitais para acompanhar a produtividade.

O mesmo levantamento apontou que 75% dos produtores latino-americanos consultados utilizavam controladores de seção em pulverizadores, ante 78% na América do Norte e 49% na União Europeia. Esses equipamentos evitam sobreposição durante a aplicação, mas não devem ser classificados automaticamente como inteligência artificial.

Diante dessas diferenças, os 32% registrados no levantamento brasileiro indicam uma adoção relevante, embora ainda concentrada. Outros 56% dos participantes afirmaram não utilizar IA e 12% não souberam responder. Parte desses últimos pode empregar sistemas com inteligência artificial embarcada sem identificar a tecnologia pelo nome.

Na prática, a IA funciona a partir da coleta e da comparação de informações. Sensores, máquinas, estações meteorológicas, câmeras, drones, satélites e sistemas de gestão geram dados sobre solo, clima, plantas, animais, equipamentos, custos e produtividade. Os programas procuram padrões nesse conjunto e transformam as informações em alertas, previsões ou recomendações.

Uma câmera instalada numa máquina, por exemplo, pode registrar milhares de imagens enquanto percorre a lavoura. O sistema compara as plantas fotografadas com exemplos usados em seu treinamento, diferencia a cultura das invasoras e indica onde o herbicida deve ser aplicado. Em equipamentos compatíveis, o acionamento pode ocorrer automaticamente e apenas no ponto necessário.

Na irrigação, imagens térmicas e sensores permitem acompanhar a temperatura das folhas, a umidade do solo e as condições atmosféricas. Plantas submetidas à falta de água apresentam mudanças que podem ser reconhecidas pelo sistema antes que o estresse seja facilmente percebido a olho nu. A informação ajuda a definir quais áreas precisam ser irrigadas e em que quantidade.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participa do desenvolvimento de uma tecnologia que analisa a temperatura das folhas para identificar a necessidade de água. A aplicação busca evitar tanto a deficiência hídrica quanto o desperdício provocado pela irrigação uniforme de talhões com condições diferentes.

No manejo de pragas, câmeras e armadilhas eletrônicas podem reconhecer insetos, contar ocorrências e transmitir alertas. Um sistema desenvolvido para o bicudo-do-algodoeiro identifica os exemplares capturados e envia os dados para um aplicativo. Dessa forma, o acompanhamento deixa de depender apenas da visita manual a cada armadilha.

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A análise de imagens de satélite ou drones também permite localizar falhas de plantio, manchas com desenvolvimento irregular, erosão, deficiência nutricional e possíveis focos de doenças. O produtor recebe um mapa das áreas que precisam ser vistoriadas, reduzindo o tempo gasto para encontrar problemas em grandes extensões.

Na aplicação de sementes e fertilizantes, a inteligência artificial pode cruzar mapas de solo, relevo, produtividade e histórico de manejo. A partir desses dados, divide a propriedade em zonas e ajuda a calcular taxas diferentes dentro do mesmo talhão. O objetivo é evitar desperdício nas áreas de menor resposta e aproveitar melhor o potencial das mais produtivas.

Durante a safra, modelos computacionais podem combinar área cultivada, desenvolvimento das plantas, clima e histórico de produtividade para estimar o volume que deverá ser colhido. A previsão melhora o planejamento de máquinas, trabalhadores, fretes, armazéns e contratos de venda.

A tecnologia também pode acompanhar tratores, colheitadeiras e pulverizadores. Informações sobre consumo de combustível, temperatura, pressão, vibração e desempenho dos componentes ajudam a identificar alterações que costumam anteceder uma falha. A manutenção pode ser programada antes que a máquina pare durante uma janela curta de operação.

Na pecuária, câmeras e sensores acompanham peso, deslocamento, alimentação e comportamento dos animais. Mudanças de padrão podem sinalizar problemas sanitários, reprodutivos ou nutricionais. Sistemas de visão computacional também são testados para estimar o desenvolvimento dos bovinos e auxiliar na definição do momento de abate.

A IA pode ser utilizada mesmo sem máquinas sofisticadas. Plataformas de gestão conseguem organizar notas fiscais, custos, estoques, aplicações, contratos e resultados por talhão. Ao reunir essas informações, o sistema pode apontar quais áreas apresentam maior custo, onde a produtividade está abaixo do histórico e quais despesas aumentaram entre uma safra e outra.

Ferramentas de inteligência artificial generativa também podem ajudar a resumir contratos, comparar orçamentos, elaborar relatórios e organizar informações administrativas. Elas não devem, contudo, ser utilizadas isoladamente para definir dosagens, diagnosticar doenças ou recomendar defensivos. Esses sistemas podem produzir respostas erradas com aparência convincente.

A confiabilidade depende da qualidade dos dados. Sensores descalibrados, mapas incompletos e registros financeiros incorretos levam a análises igualmente ruins. A recomendação precisa ser conferida no campo e validada pelo produtor ou por profissional habilitado antes de se transformar em uma decisão agronômica.

O custo permanece entre as principais barreiras, mas adotar IA não exige necessariamente comprar drones, servidores ou robôs. Cooperativas, consultorias e empresas de assistência técnica podem fornecer imagens, mapas e análises como serviço. Em outros casos, a inteligência já está incorporada a máquinas, aplicativos e plataformas utilizados na propriedade.

O melhor ponto de partida é escolher um problema mensurável. O produtor pode testar a tecnologia para reduzir consumo de água, localizar plantas daninhas, prever manutenção, controlar combustível ou organizar custos. A comparação entre uma área assistida e o manejo anterior permite verificar se a economia ou o ganho de produtividade paga o investimento.

A inteligência artificial não substitui a experiência do produtor nem a responsabilidade técnica. Sua vantagem é processar rapidamente milhares de informações e apontar situações que merecem atenção. Quando resolve um problema concreto e entrega retorno comprovável, deixa de ser uma promessa distante e passa a funcionar como mais uma ferramenta de gestão da propriedade.

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SERVIÇO

O produtor não precisa comprar um drone, trocar o maquinário nem contratar um sistema caro para começar. O primeiro passo é escolher um problema específico da propriedade, como consumo elevado de combustível, desperdício de água, falhas na aplicação, dificuldade para localizar pragas ou falta de controle dos custos.

Verifique o que já está disponível

Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, ordenhadeiras e sistemas de irrigação mais recentes podem gerar dados e oferecer recursos de automação ou inteligência artificial que não estão sendo utilizados. O produtor deve consultar o fabricante, a concessionária ou a assistência técnica para saber quais funções estão incluídas no equipamento.

Organize os dados da propriedade

A inteligência artificial depende de informações confiáveis. Mapas de produtividade, análises de solo, registros de aplicação, consumo de combustível, chuvas, custos, manutenção, mortalidade e desempenho dos animais podem alimentar os sistemas. Quanto melhor o histórico, mais úteis tendem a ser as análises.

Procure assistência técnica

Cooperativas, sindicatos rurais, empresas estaduais de extensão, unidades do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), consultores e profissionais das ciências agrárias podem ajudar a identificar aplicações adequadas. Muitas soluções são oferecidas como serviço, sem a necessidade de o produtor comprar sensores, drones ou programas.

Comece por uma área pequena

A recomendação é testar a ferramenta em um talhão, pivô, lote de animais ou conjunto de máquinas. O resultado deve ser comparado com o manejo anterior, considerando economia de insumos, ganho de produtividade, redução de perdas, horas de trabalho e custo da tecnologia.

Calcule o retorno

Antes de contratar, o produtor deve somar mensalidades, instalação, equipamentos, treinamento, manutenção e conectividade. A economia ou receita adicional precisa superar esses gastos em prazo compatível com a propriedade. Promessas de resultado sem demonstração em condições semelhantes merecem cautela.

Confira o contrato e a proteção dos dados

É importante saber quem poderá acessar as informações da propriedade, onde elas serão armazenadas e se poderão ser compartilhadas com terceiros. O contrato também deve informar como o produtor recupera seus dados caso decida trocar de fornecedor.

Valide as recomendações

Alertas produzidos por inteligência artificial devem ser conferidos no campo. Diagnósticos de doenças, doses de produtos, aplicações de defensivos e decisões sanitárias precisam respeitar a legislação, as bulas e a orientação de profissionais habilitados.

Onde aprender

O Senar Play oferece gratuitamente a trilha “Inteligência Artificial aplicada ao agro”, além do curso “Inteligência Artificial no Campo”, com 20 horas, aulas on-line e início imediato. A plataforma também mantém cursos de agropecuária digital, agricultura de precisão, sensores e mapeamento.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) disponibiliza capacitações pela plataforma E-Campo e conteúdos de assistência técnica no Ater+ Digital. Cooperativas, sindicatos e administrações regionais do Senar também podem informar sobre treinamentos presenciais e assistência disponível em cada Estado.

Ferramentas de IA generativa podem ser usadas para organizar planilhas, comparar orçamentos, resumir documentos e preparar relatórios. Informações financeiras, contratos, documentos pessoais e dados estratégicos da propriedade, entretanto, não devem ser inseridos em plataformas públicas sem a verificação das regras de privacidade.

Fonte: Pensar Agro

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