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Exportações dos cafés Suaves Colombianos crescem 24,1% em março de 2025

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Crescimento expressivo nas exportações em março

As exportações dos cafés Suaves Colombianos, que são cafés da espécie Coffea arabica produzidos na Colômbia, Quênia e Tanzânia, somaram 1,43 milhão de sacas de 60 kg em março de 2025. Esse volume representa um aumento de 24,1% em relação a março de 2024, quando foram vendidas 1,15 milhão de sacas.

Oito meses consecutivos de alta

Março marcou o oitavo mês seguido de crescimento no volume físico das exportações desses cafés. No acumulado dos últimos seis meses — de outubro a março — o aumento foi de 20,4%, com 8,05 milhões de sacas exportadas entre outubro de 2024 e março de 2025, contra 6,69 milhões no mesmo período do ano-cafeeiro anterior.

Fonte dos dados e definição do ano-cafeeiro

Esses dados fazem parte do Relatório sobre o Mercado de Café – Abril 2025, publicado pela Organização Internacional do Café (OIC). O relatório completo está disponível no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

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Vale destacar que a OIC considera quatro grandes regiões produtoras para suas análises: África; Caribe, América Central e México; América do Sul; e Ásia & Oceania. O ano-cafeeiro adotado pela organização vai de outubro a setembro, o que pode diferir do calendário usado em alguns países produtores, como o Brasil.

Classificação dos cafés pela OIC

A Organização Internacional do Café classifica os cafés verdes da espécie Coffea arabica em três categorias principais: ‘Naturais Brasileiros’, ‘Suaves Colombianos’ e ‘Outros Suaves’. Além disso, os cafés da espécie Coffea canephora são classificados como ‘Robustas’ nas diversas regiões produtoras.

Produção estimada por região em 2024/2025

Segundo a OIC, para o ano-cafeeiro 2024/2025, a América do Sul lidera a produção mundial com 89,3 milhões de sacas, representando cerca de 50% do total global. Em seguida, vêm Ásia & Oceania, com 49,9 milhões de sacas (28%), África, com 20,1 milhões (11,3%), e por último, Caribe, América Central & México, com 18,7 milhões de sacas (10,5%).

O total mundial da produção está estimado em 178 milhões de sacas, um aumento de 5,8% em relação ao ano-cafeeiro anterior.

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Consumo mundial e equilíbrio de mercado

O consumo global de café para o ano-cafeeiro 2024/2025 está estimado em 177 milhões de sacas, com crescimento de 2,2% em comparação ao período anterior. Caso essas projeções se confirmem, o mercado mundial terá um excedente modesto, em torno de um milhão de sacas, indicando um equilíbrio entre produção e demanda.

Regiões consumidoras consideradas pela OIC

Além das quatro regiões produtoras, a OIC inclui na análise seis regiões consumidoras, entre elas Europa e América do Norte, o que amplia a abrangência dos estudos sobre o mercado global de café.

Relatório sobre o mercado de Café – Abril de 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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