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Pressão de carrapatos permanece alta no fim do período chuvoso e exige manejo estratégico antes do outono

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Com o fim do período chuvoso se aproximando em grande parte do país, a pressão de carrapatos sobre o rebanho bovino segue em níveis elevados. O intervalo entre fevereiro e início de março é considerado decisivo para realizar o controle sanitário e evitar o aumento expressivo da infestação durante o outono — época em que o manejo tende a ser mais difícil e oneroso.

Clima favorece multiplicação rápida do carrapato

Altas temperaturas e umidade elevada criam condições ideais para o desenvolvimento do Rhipicephalus microplus, principal ectoparasita que afeta a pecuária brasileira. De acordo com informações técnicas da Embrapa, em ambientes favoráveis o ciclo completo do carrapato pode ocorrer em apenas 21 dias, o que significa que os parasitas ativos agora podem impulsionar novos surtos em março e abril.

Além dos prejuízos diretos à saúde animal — como irritação, estresse, perda de peso e queda na produção de leite — o carrapato também é vetor de doenças graves, incluindo a Tristeza Parasitária Bovina (TPB), o que eleva significativamente os custos de tratamento e as perdas econômicas.

Decisões de manejo agora definem o cenário do outono

Para Fernando Dambrós, gerente de produtos antiparasitários da Ourofino Saúde Animal, o momento atual exige planejamento e ação preventiva.

“Muitos produtores acreditam que o risco diminui com o fim das chuvas, mas o ciclo do carrapato continua ativo. As últimas gerações formadas neste período são as que sustentarão a infestação no início do outono. Sem controle agora, o produtor pode enfrentar alta carga parasitária nas pastagens nas próximas semanas”, explica Dambrós.

Segundo ele, o controle estratégico — baseado no ciclo biológico do parasita e nas condições da propriedade — é muito mais eficiente do que o manejo reativo, feito apenas quando a infestação já é visível.

“Mesmo quando o número de carrapatos no animal parece pequeno, há uma grande população em fase imatura nas pastagens. Por isso, o controle deve considerar o histórico da fazenda, o clima e a dinâmica local de infestação. Agir no fim do período chuvoso é a melhor forma de reduzir o pico que normalmente ocorre depois”, reforça o especialista.

Resistência e uso correto dos produtos exigem atenção

O aumento da resistência aos princípios ativos é outro desafio que preocupa técnicos e pesquisadores. Aplicações inadequadas, doses incorretas ou intervalos irregulares favorecem a seleção de parasitas resistentes e comprometem a eficácia dos tratamentos.

“O uso correto das tecnologias disponíveis é essencial. Respeitar a dosagem, o intervalo e as orientações técnicas garante resultados consistentes e preserva as ferramentas de controle para o futuro”, destaca Dambrós.

Inovação nacional amplia acesso a soluções eficazes

No cenário de busca por eficiência e sustentabilidade no manejo, a Ourofino Saúde Animal apresenta o NexLaner, primeiro ectoparasiticida à base de fluralaner desenvolvido por uma empresa brasileira. A molécula é reconhecida pela alta eficácia contra o carrapato e, agora em formulação nacional, amplia o acesso dos pecuaristas a uma ferramenta estratégica de controle.

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Com baixo período de carência e alto desempenho, o produto oferece uma alternativa de manejo capaz de combinar eficiência sanitária, produtividade e segurança, especialmente no período de transição entre o verão e o outono, quando o controle do parasita é mais determinante para o desempenho do rebanho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio

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O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.

O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.

Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos

A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.

Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.

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“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.

Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho

De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.

A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.

Pressão de pragas exige monitoramento constante

Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.

O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.

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Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual

Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.

Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.

“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.

Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha

A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.

Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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