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Cargill e Coamo Firmam Parceria Estratégica para Fornecimento de Rações a Produtores Paranaenses

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A Cargill, uma das líderes globais em Nutrição Animal, anunciou uma significativa expansão de sua produção em parceria com a Coamo Agroindustrial Cooperativa, uma das maiores cooperativas agroindustriais do Brasil, com sede em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná.

A colaboração foi oficializada com a inauguração da nova indústria de rações da Coamo em 16 de agosto. Esta fábrica, focada na produção de rações para aves e suínos, oferece produtos peletizados, farelados e triturados, e está interligada com a unidade da Cargill em Toledo (PR), que fornecerá suporte técnico à operação.

A nova instalação empregará aproximadamente 70 pessoas e terá uma capacidade inicial de 7 mil toneladas por mês. Esta iniciativa está alinhada ao compromisso da Cargill de oferecer soluções que atendam aos desafios dos produtores e expandir sua presença no mercado rural.

Celso Mello, diretor-geral da Cargill Nutrição Animal, destacou que a parceria representa um avanço estratégico na redução da distância entre os produtores de proteína animal e a origem dos insumos. “Estamos unindo forças com um parceiro de referência global no agronegócio. A Coamo não só nos aproxima de nossos clientes, mas também fortalece a produção de dois portfólios essenciais para nós”, afirma Mello.

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Para a Coamo, a colaboração com a Cargill reforça o compromisso com a qualidade e o agronegócio. Airton Galinari, Presidente Executivo da Coamo, ressaltou a importância da parceria: “É uma grande satisfação para nós ter a Cargill como cliente e celebrar esta parceria com o fornecimento da nossa linha de Rações Coamo. Nossas rações são produzidas com matérias-primas de alta qualidade, como milho, soja e trigo, oriundas dos próprios cooperados, garantindo saúde animal, estabilidade no consumo e alta digestibilidade.”

Com a nova fábrica em Campo Mourão, a Cargill visa não apenas aumentar sua eficiência, mas também melhorar a logística e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, aproximando a produção do campo e contribuindo para um setor agroindustrial mais sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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