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Preços do Algodão Caem no Brasil e no Exterior, Enquanto Plantio da Nova Safra Avança

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Preços do Algodão em Queda no Mercado Interno

Os preços do algodão em pluma registraram recuo nos últimos dias no mercado brasileiro, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

De acordo com o levantamento, a abundante oferta interna e a menor demanda dos compradores têm pressionado as cotações. Além disso, a redução na paridade de exportação — que mede a competitividade do produto brasileiro frente ao mercado internacional — contribuiu para a desvalorização.

Cenário Externo Também Apresenta Recuos

No mercado internacional, o algodão também mostrou leve retração nas cotações, embora as quedas tenham sido menos intensas do que as observadas no Brasil.

Os preços globais foram influenciados pelo aumento dos estoques mundiais e pela valorização do dólar em relação a outras moedas, fatores que reduziram o apetite de compra e aumentaram a oferta disponível.

Nova Safra Avança com Bom Ritmo

Enquanto os preços recuam, o plantio da nova safra de algodão segue em bom andamento nas principais regiões produtoras do país.

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Pesquisadores do Cepea estimam que a produção nacional deve alcançar 3,82 milhões de toneladas, volume 6,3% inferior ao da safra anterior. Mesmo com a leve redução, o setor mantém expectativas positivas quanto à qualidade das lavouras e ao desempenho das exportações no decorrer de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva irregular aumenta risco de falhas no plantio da soja

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O Paraná já semeou 28% dos 5,74 milhões de hectares destinados à soja na safra 2026/27. O avanço de 13 pontos percentuais em uma semana colocou o Estado na liderança nacional do plantio e marcou o ritmo mais rápido para o período desde a temporada 2018/19.

O levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, mostra que 93% das lavouras implantadas estão em boas condições e 7% apresentam situação considerada média. No mesmo período do ano passado, 26% da área paranaense havia sido semeada.

A combinação de umidade no solo com períodos de tempo firme permitiu a entrada das máquinas logo após o encerramento do vazio sanitário, em 20 de setembro. A estimativa inicial do Deral é de que o Paraná colha 22,6 milhões de toneladas, volume 4% superior ao projetado para o ciclo anterior.

O ritmo acelerado aumenta a importância da qualidade da operação. Plantar mais hectares por dia ajuda o produtor a aproveitar os intervalos sem chuva, mas o aumento excessivo da velocidade pode prejudicar a distribuição das sementes, deixar falhas e formar plantas em distâncias irregulares.

Trabalhos reunidos pela pesquisa agropecuária indicam que velocidades superiores a 8 quilômetros por hora tendem a reduzir a uniformidade em determinadas condições. O limite não é igual para todas as propriedades. Tipo de semeadora, quantidade de palha, relevo, umidade e condição do solo alteram o desempenho da máquina.

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A recomendação é conferir a operação diretamente no talhão. Depois dos primeiros metros, o produtor deve abrir o sulco e verificar se as sementes estão sendo depositadas na profundidade prevista, com espaçamento semelhante e bom contato com o solo.

A Embrapa recomenda, de maneira geral, profundidade entre 3 e 5 centímetros para a soja. Sementes colocadas muito profundamente gastam mais energia para emergir. Quando ficam próximas demais da superfície, tornam-se mais vulneráveis à perda de umidade.

Outro indicador é a singulação, que mede a capacidade do sistema de depositar uma semente por vez, evitando falhas e sementes duplas. Um índice elevado não garante a formação da lavoura. A emergência também depende do vigor e da germinação do lote, da umidade, da temperatura do solo e da ausência de compactação sobre a linha.

Piloto automático, corte linha a linha e monitoramento da distribuição ajudam a reduzir sobreposições e alertam o operador quando há interrupção no fluxo. Antes de investir em novos equipamentos, porém, o produtor precisa identificar se as perdas estão na capacidade da máquina, no ajuste dos dosadores, na velocidade ou na condição do solo.

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A soja consegue compensar parte das falhas por meio da ramificação e da formação de mais vagens nas plantas restantes. Essa capacidade não elimina o prejuízo de grandes espaços vazios nem justifica o replantio automático de áreas com população um pouco menor.

Quando a emergência não ocorre como esperado, a decisão deve considerar o número de plantas, a distribuição das falhas e a possibilidade de recuperação da cultivar. Replantar significa novo gasto com sementes, combustível e mão de obra, além de submeter a área a outra condição climática.

O Paraná está adiantado, mas ainda tem aproximadamente 4,1 milhões de hectares de soja por semear. Para o produtor, o desafio das próximas semanas será manter o ritmo sem trocar precisão por velocidade. A área plantada rapidamente só representa vantagem quando emerge de maneira uniforme.

Fonte: Pensar Agro

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