AGRONEGÓCIO

Réveillon da Família reúne público recorde e consagra virada histórica no Parque das Águas

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Com público recorde e clima de celebração, o Parque das Águas transformou-se no grande palco da esperança e da alegria na última noite de 2025. Cerca de 40 mil pessoas acompanharam o espetáculo da virada em Cuiabá, consolidando o Réveillon da Família como o maior já realizado na Capital. O evento foi considerado um sucesso e contou com produção da Prefeitura de Cuiabá, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso e a Associação Missão Enchei-vos (AME+). Até um arco-íris abrilhantou a festa no início do anoitecer.

Famílias inteiras, da criança aos vovôs e vovós, amigos e visitantes de diferentes regiões e municípios de Mato Grosso, como Nobres e Diamantino, se reuniram em um clima de união e alegria, reforçando o Parque das Águas como ponto de encontro da cidade. Uma família de Nobres chegou a acampar no local para não perder nenhum momento da programação, que contou com shows regionais, atrações nacionais e a animação do DJ responsável por intercalar as apresentações com música de forma leve e saudável.

A contagem regressiva foi marcada por emoção coletiva, abraços e olhares voltados para o futuro, em um momento simbólico que renovou votos de paz e esperança. O prefeito Abilio Brunini conduziu a oração da virada, agradecendo o ano que se encerrava e abençoando a chegada de 2026.

O espetáculo de luzes que tomou conta do cenário por aproximadamente 20 minutos emocionou o público e deu o tom da noite. Mais do que uma festa, o Réveillon da Família no Parque das Águas representou a força da convivência, da ocupação dos espaços públicos e do sentimento de pertencimento, encerrando o ano com brilho e iniciando um novo ciclo com confiança e alegria compartilhada.

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“Foi uma iniciativa inédita, porque estar na presença do Senhor é maravilhoso e único, e nunca tivemos isso. Espero que tenhamos muitos outros, as pessoas estão amando, é só observar a alegria e o espírito contagiante”, disse Tatiane Ferreira Canetti, moradora do bairro Jardim Vitória. Ela contou que, quando não viaja, costuma passar o réveillon em casa. “Mas desta vez estamos aqui, juntos. Ficamos sabendo da programação pelas redes sociais da Prefeitura e avisamos toda a família para estarmos aqui, graças a Deus, nessa programação linda”, destacou.

O casal Adriele Santos de Jesus e Ezequiel Pereira Santos também escolheu o Parque das Águas para a virada, algo que nunca haviam feito. “Sempre passamos a virada de ano na igreja, mas essa é uma oportunidade diferente e envolve crescimento espiritual”, disse Adriele. “Nos outros anos Cuiabá não oferecia eventos cristãos, então é muito especial. Estamos aqui para viver esse momento”, completou Ezequiel.

O secretário municipal de Cultura de Cuiabá ressaltou a grande estrutura preparada para o público e o empenho das equipes envolvidas. “O Réveillon é resultado da união de várias secretarias, atendendo a um pedido do prefeito Abilio, com o objetivo de homenagear a cidade e, principalmente, Cristo, o grande homenageado da noite, como forma de agradecimento e mensagem de fé”, afirmou.

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Johnny Everson também agradeceu o apoio da Assembleia Legislativa, por meio do presidente Max Russi, do prefeito Abilio, dos vereadores e das emendas parlamentares que viabilizaram o evento, além de destacar a presença da população, principal razão da realização do Réveillon.

Estrutura

Apesar da maior concentração de público em frente ao palco principal, que contou com megaestrutura e painel de LED para ampliar a visualização, outras áreas do Parque das Águas também ficaram amplamente ocupadas, como o espaço gastronômico e os pontos de comerciantes, com mais de 40 expositores.

O espaço kids e as áreas do entorno do lago também receberam grande público, com filas para atendimento e momentos de diversão para as crianças.

Na ocasião, muitas famílias se reuniram para a ceia com amigos. “Viemos em torno de 12 pessoas, entre familiares e amigos. Decidimos vir depois de ver a programação nas redes sociais da Prefeitura e nos sentimos bem em estar aqui. É um evento muito lindo, que transmite paz e a essência da família, que está se perdendo. Você vê alegria, sorrisos e segurança ao olhar uns nos outros. Basicamente, estamos sentindo paz”, destacou Renato Clébison da Silva, morador do Parque do Lago, em Várzea Grande.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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