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Brasil inicia plantio com déficit superior a 5 milhões de toneladas

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O Brasil entra no período de plantio da safra de trigo 2026 ainda dependente do mercado externo para equilibrar oferta e demanda. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção nacional segue abaixo do consumo interno, mantendo o país como importador estrutural do cereal.

No ciclo mais recente consolidado, a produção brasileira ficou na faixa de 7,5 a 8 milhões de toneladas, enquanto o consumo gira entre 12 e 13 milhões. A diferença, de cerca de 5 milhões de toneladas, é suprida principalmente por importações da Argentina, além de Paraguai, Estados Unidos e Canadá.

É nesse contexto que começa o plantio da safra 2026. No Paraná, maior produtor nacional, a semeadura já se inicia em abril e ganha ritmo ao longo de maio. No Rio Grande do Sul, segundo maior polo, o plantio se concentra entre maio e julho. A área nacional deve ficar próxima de 3 milhões de hectares, com ajustes pontuais conforme preço, clima e custo de produção.

A região Sul concentra mais de 85% da produção brasileira. O Paraná responde pela maior fatia, seguido pelo Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nos últimos anos, o trigo também avançou em áreas do Centro-Oeste como alternativa de rotação, mas ainda com participação limitada no total nacional.

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O ambiente de mercado, porém, segue fortemente influenciado por fatores externos. No início da semana, as cotações internacionais oscilaram com a combinação de melhora climática nos Estados Unidos e aumento das tensões no Mar Negro — região estratégica para o comércio global de trigo, especialmente envolvendo Rússia e Ucrânia.

Nos Estados Unidos, previsões de chuvas nas áreas produtoras reduziram parte do risco sobre a safra de inverno, pressionando os contratos de curto prazo nas bolsas internacionais. Já no Leste Europeu, episódios envolvendo ataques a embarcações reacenderam a preocupação com a logística de exportação, trazendo volatilidade adicional ao mercado.

Esse cenário internacional tem impacto direto no Brasil. Como importador relevante, o país sente rapidamente variações de preço e disponibilidade no mercado externo, o que influencia as cotações internas.

No Sul, os preços seguem firmes neste início de ciclo. No Paraná e no Rio Grande do Sul, as indicações giram entre R$ 1.300 e R$ 1.400 por tonelada, com negociações ainda pontuais e disputa entre compradores e vendedores. A presença de produto importado, especialmente do Paraguai, também entra na formação de preços.

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Para o produtor, o momento é de decisão. O trigo se apresenta como alternativa importante dentro do sistema de rotação, mas a rentabilidade depende de uma combinação delicada entre custo, clima e preço. O risco de geadas, excesso de chuva na colheita e variações no mercado internacional seguem como fatores determinantes.

Na prática, a safra que começa a ser plantada agora será definida tanto dentro quanto fora da porteira. O desempenho da produção brasileira dependerá do clima no Sul, mas também das condições globais de oferta, especialmente em um mercado cada vez mais sensível a eventos geopolíticos e climáticos.

Fonte: Pensar Agro

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Prefeitura de Cuiabá recebe festeiros da Festa do Senhor Divino Espírito Santo

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A Prefeitura de Cuiabá recebeu, na segunda-feira (11) os festeiros, o imperador e a imperatriz da Festa do Senhor Divino Espírito Santo 2026 em um encontro realizado no terraço do Palácio Alencastro. A recepção integra a tradição de acolhimento promovida anualmente pelo município durante o período festivo.

A Festa do Senhor Divino Espírito Santo é uma das manifestações religiosas e culturais mais tradicionais de Cuiabá, que reúne celebrações religiosas, encontros culturais e ações comunitárias que atravessam gerações. Neste ano, a festividade celebra 197 anos de história.

A secretária adjunta de Direitos Humanos da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Vilmara Vidica, destacou a importância da preservação da tradição para a identidade cultural cuiabana.

“A Festa do Divino representa a fé e a cultura do povo cuiabano. Receber os festeiros na Prefeitura fortalece uma tradição que faz parte da história e da identidade da nossa cidade”, afirmou.

O imperador da Festa do Divino 2026, Leonardo Oliveira, ressaltou a parceria entre o poder público e os organizadores para a manutenção da festividade ao longo dos anos.

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“Essa tradição faz parte da história de Cuiabá há quase dois séculos. O apoio institucional ajuda a manter viva essa celebração, passada de geração em geração”, destacou.

A programação da Festa do Senhor Divino Espírito Santo inclui atividades religiosas, culturais e comunitárias abertas ao público.

Confira o cronograma:

  • Novenas realizadas nas residências dos festeiros ao longo dos meses preparatórios;
  • Esmolas nas ruas durante 11 dias;
  • Novenas na Catedral Basílica Senhor Bom Jesus de Cuiabá;
  • Baile da festa no dia 22 de maio, no Hotel Fazenda Mato Grosso;
  • Encerramento no dia 24 de maio, na praça em frente à Prefeitura de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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