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Prefeito e governador lançam projeto para iluminar Cuiabá com 100% de lâmpadas de LED

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A região da Grande Morada da Serra começou a viver uma nova realidade na noite desta segunda-feira (11), com o lançamento oficial do projeto Morada da Serra Iluminada, iniciativa que integra os programas Ilumina Cuiabá e MT Iluminado. O evento, realizado na Praça Cultural do CPA II, reuniu moradores, lideranças comunitárias e autoridades estaduais e municipais em um momento marcado por anúncios de investimentos, interação com a população e reforço ao compromisso com mais segurança, economia e qualidade de vida para os cuiabanos.

A ação é resultado da parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e o Governo de Mato Grosso para substituir antigas luminárias por tecnologia LED, considerada mais eficiente, econômica e com maior capacidade de iluminação. Nesta etapa, mais de 4,2 mil pontos de iluminação serão instalados ou substituídos na Grande Morada da Serra. Somando bairros adjacentes, como o Morada do Ouro, o número ultrapassa 5 mil novas luminárias na região.

O diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), Felipe Wellaton, destacou os impactos diretos da modernização. “Esta iniciativa faz parte de um programa de parceria entre o Governo do Estado de Mato Grosso, por meio do ‘MT Iluminado’, e a Prefeitura de Cuiabá, com o ‘Ilumina Mais Cuiabá’. O objetivo principal é substituir as antigas lâmpadas amarelas e incandescentes pela tecnologia LED, que proporciona até 60% de economia no consumo de energia e oferece uma capacidade de iluminação muito superior, trazendo mais segurança pública para a nossa capital”, afirmou.

Durante o lançamento, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, ressaltou que a modernização da iluminação representa ganhos tanto para a população quanto para a gestão pública. “Mudará muito a iluminação na região do CPA e da Morada da Serra, pois amplia a segurança pública nas vias, que agora estão mais claras. Estamos instalando lâmpadas de luz branca, que proporcionam uma sensação melhor e elevam a qualidade de vida da população”, declarou.

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O prefeito também destacou que a tecnologia LED reduz custos de manutenção e prepara a cidade para avanços tecnológicos no monitoramento da rede. “O próximo passo é implementar o monitoramento por inteligência artificial, que nos permitirá identificar imediatamente quando uma lâmpada queima ou precisa de troca. A LED já é o caminho para essa conectividade com o sistema da prefeitura. Já instalamos 12 mil lâmpadas de um total de 80 mil e o projeto segue a todo vapor em todas as regiões da cidade”, completou.

Representando o Governo do Estado, o vice-governador Otaviano Pivetta enfatizou que o programa foi concebido para atender todos os municípios mato-grossenses, promovendo eficiência energética e fortalecimento da segurança pública. “O Governo do Estado idealizou o programa e adquiriu as luminárias de LED, cerca de 400 mil unidades. Esse projeto está disponível para todos os municípios de Mato Grosso e nosso objetivo é que todo o sistema seja substituído por uma iluminação moderna, econômica e de qualidade”, afirmou.

Pivetta também destacou a integração entre iluminação pública e tecnologia de monitoramento. “A integração entre o programa Mato Grosso Iluminado e o Vigia Mais MT é uma dobradinha que funciona muito bem, pois une visibilidade, monitoramento e inteligência. Com esse conjunto, somado às nossas forças policiais devidamente equipadas e motivadas, estamos melhorando continuamente a segurança pública e oferecendo mais tranquilidade para a nossa gente”.

O clima descontraído também marcou o evento. O governador e o prefeito circularam pela praça e interagiram com moradores que praticavam atividades físicas no local. Pivetta chegou a participar de exercícios ao lado de um grupo de mulheres e anunciou novos investimentos para a comunidade. “Vamos instalar aqui um playground para a criançada vir brincar à noite e também uma academia”, garantiu.

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Em outro momento que chamou a atenção do público, o governador chegou a manobrar um dos caminhões de manutenção da iluminação pública, enquanto o prefeito subiu no cesto aéreo para acompanhar de perto a troca de luminárias, arrancando aplausos e reações dos moradores presentes.

Para as lideranças comunitárias, o projeto representa uma transformação aguardada há anos. O presidente do bairro CPA II, Hélio Leite de Moura, afirmou que a iniciativa atende uma demanda histórica da população. “Estamos muito felizes, pois esta é, acima de tudo, uma questão de segurança pública. É um momento histórico. Essa interação com a nossa comunidade, somada à atuação do prefeito Abilio e do governador, nos deixa muito contentes e confiantes de que a região melhorará a cada dia com essa parceria”.

O presidente do bairro Nova Conquista, Jorge Sobrinho, também comemorou a chegada das novas luminárias. “As antigas lâmpadas serão substituídas por tecnologia LED, o que melhorará muito a visibilidade e clareará bastante o nosso bairro. Onde antes era tudo escuro, agora realmente haverá luz”.

Já o presidente do bairro Ouro Fino, Josuel Ferreira da Silva, destacou os benefícios para a mobilidade e segurança dos moradores. “Esta nova iluminação trará uma claridade muito boa e mais segurança, facilitando o trajeto e a circulação das pessoas. Acredito que a melhoria será significativa para todos”.

A expectativa da gestão municipal e do Governo do Estado é expandir gradativamente o projeto para todas as regiões da capital e demais municípios mato-grossenses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Justiça suspende cobrança de dívida rural e garante fôlego financeiro a pecuarista no Paraná

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Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) suspendeu a cobrança de uma dívida rural de R$ 1 milhão e proibiu a negativação do nome de um pecuarista de Nova Londrina, no noroeste do estado. A medida representa um importante precedente para produtores rurais que enfrentam dificuldades financeiras provocadas por oscilações de mercado e aumento dos custos de produção.

O caso envolve o pecuarista Silvio Peres, diretor do sindicato patronal rural do município, que contratou financiamento para custeio e ampliação da atividade pecuária. A fazenda da família, administrada há três gerações desde o fim da década de 1960, possui cerca de 120 alqueires e trabalha com criação de gado nelore e cruzamento com angus.

Atualmente, a propriedade produz entre 350 e 400 cabeças por ano, com entrega aproximada de 6,4 mil arrobas anuais para uma cooperativa de carnes. O recurso obtido junto à instituição financeira foi utilizado para ampliar o rebanho, adquirir bezerros e aumentar o capital de giro da operação.

Queda da arroba e alta dos custos pressionaram a atividade

Segundo o produtor, o investimento ocorreu em um período de valorização da pecuária, quando havia expectativa de crescimento da rentabilidade e expansão da produção. No entanto, durante o ciclo produtivo, o cenário mudou drasticamente.

De acordo com Peres, houve forte desvalorização da arroba bovina no momento da comercialização dos animais, gerando perdas significativas. “Compramos os animais em um período de valorização e, na hora da venda, o mercado virou. Tivemos uma queda significativa no preço da arroba, com deságio de 30% a 40%, e os custos de produção também subiram”, relatou.

Além da queda nos preços, a propriedade enfrentou impactos climáticos provocados por um período de veranico, que comprometeu as pastagens e obrigou o uso intensivo de suplementação alimentar com ração. O aumento das despesas reduziu as margens da atividade e comprometeu a capacidade de pagamento do financiamento.

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Produtor buscou renegociação antes do vencimento da dívida

Antes do vencimento das parcelas, o pecuarista procurou a instituição financeira para solicitar a prorrogação da dívida rural. Com apoio jurídico, apresentou laudos técnicos, demonstrativos financeiros e um cronograma compatível com a nova realidade econômica da fazenda.

Mesmo com a documentação, o pedido foi negado pelo banco sem análise individualizada da situação da atividade pecuária. A instituição manteve as medidas de cobrança e a possibilidade de restrição de crédito, entendimento inicialmente mantido também pela primeira instância judicial.

No recurso ao Tribunal de Justiça, a defesa argumentou que a crise enfrentada pelo produtor decorre de fatores externos, como volatilidade do mercado pecuário e aumento dos custos operacionais, e não de má gestão da propriedade.

A defesa também sustentou que o Manual de Crédito Rural prevê o alongamento das dívidas em situações de dificuldade temporária, especialmente quando há comprovação técnica da capacidade futura de pagamento.

Tribunal reconhece direito ao alongamento da dívida rural

Ao analisar o caso, o desembargador responsável pela decisão entendeu que os documentos apresentados demonstram uma dificuldade financeira pontual e reconheceu respaldo legal para a prorrogação da dívida.

A decisão menciona a Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo a qual o alongamento da dívida rural não é mera faculdade da instituição financeira, mas um direito do produtor rural quando preenchidos os requisitos legais.

O magistrado também destacou que a negativação de produtores rurais vai além de uma restrição cadastral, afetando diretamente a continuidade da atividade agropecuária.

Segundo a decisão, a limitação ao crédito compromete o acesso a recursos fundamentais para aquisição de insumos, manutenção do rebanho, compra de ração e continuidade da produção.

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Com a liminar, ficou determinada a suspensão imediata da exigibilidade da dívida. O banco também foi impedido de realizar ou manter registros de inadimplência relacionados aos contratos discutidos no processo.

Especialista aponta necessidade de análise individualizada no crédito rural

Para o advogado do pecuarista e especialista em direito do agronegócio, Raphael Condado, o caso evidencia a importância de uma análise mais técnica e individualizada por parte das instituições financeiras.

Segundo ele, o produtor apresentou documentação completa, comprovou a nova capacidade de pagamento e buscou renegociação dentro do prazo contratual.

“O produtor apresentou documentação técnica, demonstrou nova capacidade de pagamento e buscou o banco dentro do prazo. Ainda assim, teve o pedido negado sem uma análise justa. A decisão corrige esse desequilíbrio e garante que a situação seja avaliada com base na efetiva realidade da atividade rural”, afirmou.

O especialista destacou ainda que a própria dinâmica da pecuária exige mecanismos de renegociação em momentos de instabilidade.

“A pecuária trabalha com ciclos longos e está exposta às oscilações de mercado e custos de produção. Quando existe uma dificuldade temporária, o alongamento da dívida é um instrumento previsto justamente para preservar a atividade produtiva”, explicou.

Decisão garante continuidade da atividade pecuária

Para Silvio Peres, a decisão judicial representa uma oportunidade de manter a fazenda em funcionamento e reorganizar financeiramente a atividade.

“Com certeza o resultado no tribunal nos trouxe um fôlego diante da impossibilidade de pagar essa conta. Tentamos negociar com o banco, mas ele apenas queria executar a dívida, mesmo com toda a situação comprovada. Por isso buscamos a Justiça, para conseguir permanecer na atividade”, concluiu o pecuarista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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