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ADAMA leva capacitação itinerante sobre manejo de plantas daninhas em mais de 40 cidades do Brasil

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Projeto itinerante reforça manejo de plantas daninhas no Brasil

Com o avanço de plantas daninhas difíceis de controlar como buva, vassourinha-de-botão, capim-pé-de-galinha e caruru, a ADAMA lançou mais uma edição do projeto “Truck Herbicidas que Resolvem”. A iniciativa, que começou em abril e segue até julho, leva palestras e capacitação técnica a distribuidores, cooperativas e produtores rurais em mais de 40 municípios do Cerrado ao Sul do país, incluindo cidades de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Estrutura móvel personalizada para treinamento

O projeto utiliza um caminhão especialmente adaptado, que funciona como espaço para palestras e encontros técnicos, conduzidos pela equipe local da ADAMA. Os conteúdos são focados nos desafios específicos de cada região, ajudando a capacitar profissionais e produtores para um manejo eficiente das plantas daninhas, além de apresentar o portfólio de herbicidas da empresa.

Objetivo da iniciativa

Segundo Vinícius Boleta, gerente de Herbicidas da ADAMA, o objetivo é ampliar o alcance da estratégia de manejo da empresa, visitando áreas ainda não contempladas na edição anterior, especialmente aquelas que enfrentam dificuldades crescentes com plantas daninhas resistentes. “Queremos agregar valor aos distribuidores e agricultores com informações práticas e adaptadas à realidade de cada região”, destaca Boleta.

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Herbicidas em destaque: Araddo® e Apresa®

Na capacitação, os herbicidas Araddo® e Apresa® ganham destaque. O Araddo® é um produto inovador, de amplo espectro, indicado para dessecação pré-semeadura da soja, enquanto o Apresa® é um herbicida pré-emergente que combina amplo espectro com efeito residual prolongado. Ambos possuem tecnologias avançadas de formulação que aumentam a eficácia no controle das principais plantas invasoras, contribuindo para maior produtividade e rentabilidade nas lavouras.

Formato dinâmico e objetivo prático

As palestras são realizadas dentro do caminhão em formato dinâmico, com foco na clareza e aplicabilidade do conhecimento. “Nosso propósito é estar ao lado do produtor, oferecendo conteúdo técnico que realmente possa contribuir para o manejo eficiente das plantas daninhas nas lavouras”, reforça Boleta.

Cidades já visitadas e expectativas para o encerramento

Até agora, o “Truck Herbicidas que Resolvem” já passou por importantes cidades do agronegócio, como Querência, Canarana, Água Boa, Paranatinga e Primavera do Leste, em Mato Grosso; Chapadão do Céu, Mineiros, Montividiu e Paraúna, em Goiás; além de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul. A expectativa da ADAMA é impactar milhares de técnicos, agrônomos e produtores rurais até o fim da ação, prevista para julho.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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