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Capacitação de fiscais reforça uso do novo sistema de denúncias

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A Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP) promoveu no auditório da pasta, a formação “ProFISC – Denúncia WEB”, voltada aos agentes de regulação e fiscalização, gestores do novo sistema e demais servidores envolvidos no atendimento de denúncias. O objetivo do encontro foi alinhar procedimentos, atualizar práticas legais e capacitar os fiscais para o uso da nova plataforma digital de denúncias, disponível no site https://sorp.cuiaba.mt.gov.br.

Sob a liderança da secretária Juliana Palhares, a reformulação do canal de atendimento representa um avanço significativo em agilidade, precisão e transparência na gestão das demandas da população. O novo sistema substitui o antigo Disque-Denúncia (3616-9614), que funcionava apenas via WhatsApp, e agora permite ao cidadão registrar, com detalhes e de forma georreferenciada, situações como descarte irregular de lixo, queimadas urbanas, obras irregulares, limpeza de terrenos baldios e desocupação de áreas públicas ou protegidas.

A diretora de Atividades Ambientais e Urbanísticas da SORP, Kelly Barros, destacou os ganhos para a sociedade. “O cidadão é o autor da própria denúncia. Ele descreve com precisão a irregularidade, aponta o local exato no mapa e ainda pode anexar fotos, vídeos e áudios. Isso facilita a atuação do fiscal, otimiza o tempo de atendimento e torna o processo mais eficaz”, explicou durante a formação realizada na última sexta-feira (13),

Durante o treinamento, foram abordados temas como parametrização da atuação fiscal, uso do georreferenciamento, gestão de ordens de serviço e orientações sobre cientificação via edital. “O fiscal deixa de perder tempo procurando o ponto exato da denúncia e já é direcionado para o local certo, com todas as informações necessárias. Isso é uso inteligente do nosso capital humano”, completou Kelly.

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Verônica Ten Caten, coordenadora Técnica de Fiscalização Ambiental e Postura da Secretaria de Ordem Pública, destacou que sistema Denúncia WEB é uma criação interna, desenvolvida por um dos nossos fiscais de carreira, o servidor Samir Baracat, que também atua na área de tecnologia da informação da secretaria.

“A ideia surgiu com propósito de aprimorar a nossa capacidade de resposta às denúncias da população. Inicialmente, seria um aplicativo, mas por questões orçamentárias, o projeto foi adaptado para um site responsivo, que funciona perfeitamente em celular, tablet e computador. Mais do que uma inovação tecnológica, essa ferramenta responde à necessidade da atual gestão de obter dados mais precisos sobre o desempenho da fiscalização. Ela permite identificar com mais clareza onde e como estamos utilizando nosso capital humano e se isso está realmente gerando os resultados esperados. Foi a junção de uma necessidade técnica com a visão de eficiência e transparência que deu origem ao Denúncia WEB”, afirmou Verônica.

Como usar o Web Denúncias

O cidadão que deseja solicitar a fiscalização da Prefeitura de Cuiabá deve, inicialmente, acessar o link https://sorp.cuiaba.mt.gov.br/. Em seguida, realiza um cadastro básico que permitirá acompanhar o andamento do processo. O primeiro passo é clicar no botão “Cadastre-se” e preencher as seguintes informações: nome completo, e-mail, telefone e senha de acesso. Os dados são mantidos em sigilo.

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Após o cadastro, o munícipe poderá fazer login informando seu e-mail e a senha cadastrada. Ele receberá um código de autenticação por e-mail, que deverá copiar e colar na tela de autenticação em dois fatores.

Assim que fizer o login, será exibido o painel de denúncias do usuário. Para registrar uma denúncia, basta clicar no botão “Nova Denúncia”. Logo será exibida uma tela com o formulário de denúncia, onde é necessário preencher os seguintes campos: tipo de denúncia, descrição do fato e local do ocorrido.

Clique em “Próximo” para continuar. Na próxima etapa, informe com mais detalhes o local da ocorrência, como endereço completo e ponto de referência. O cidadão poderá anexar evidências em até cinco arquivos, que podem ser fotos, vídeos ou mensagens de voz.

O denunciante poderá optar por manter a denúncia anônima, marcando a opção disponível. Vale lembrar que denúncias anônimas não recebem atualizações por e-mail, e o acompanhamento deverá ser feito diretamente pelo sistema.

Por fim, o cidadão precisa revisar os dados preenchidos e clicar no botão “Enviar Denúncia”. Ele será redirecionado ao seu painel de acompanhamento, onde poderá visualizar o andamento da sua denúncia. Caso a denúncia não seja anônima, o denunciante receberá atualizações por e-mail.

#PraCegoVer

A foto mostra a coordenadora Técnica de Fiscalização Ambiental e Postura da Secretaria de Ordem Pública, Verônica Ten Caten, durante capacitação de fiscais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Novo mercado pode render R$ 520 milhões ao setor

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A autorização para exportar miúdos suínos ao mercado chinês poderá abrir espaço para embarques superiores a 100 mil toneladas por ano e acrescentar mais de R$ 520 milhões à receita da suinocultura brasileira. A abertura ocorre no momento em que o preço médio do animal vivo reage no mercado nacional, após meses de margens apertadas para os produtores.

O novo protocolo sanitário permite a venda de miúdos internos, como fígado, coração e esôfago. O Brasil já estava autorizado a fornecer partes externas valorizadas pelo consumidor chinês, como orelha, rabo e focinho.

A China importa aproximadamente R$ 13 bilhões em miúdos suínos por ano, o que torna a abertura relevante para o melhor aproveitamento da carcaça. Esses produtos já são comercializados no mercado doméstico e enviados a outros destinos, mas encontram procura maior e preços potencialmente mais elevados no país asiático.

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a nova autorização poderá gerar receita adicional superior a R$ 520 milhões por ano. Os valores foram convertidos pela cotação Ptax de R$ 5,1988 registrada em 25 de setembro.

A abertura beneficia inicialmente 16 frigoríficos: sete em Santa Catarina, oito no Rio Grande do Sul e um em Mato Grosso. Santa Catarina já possuía autorização chinesa por ser reconhecida há mais tempo como área livre de febre aftosa sem vacinação. O reconhecimento sanitário concedido ao restante do País em junho ampliou as possibilidades para unidades gaúchas e mato-grossenses.

A ABPA estima que Santa Catarina tenha capacidade para destinar 65,9 mil toneladas anuais de miúdos internos ao novo mercado. No Rio Grande do Sul, o potencial supera 40 mil toneladas, além das oportunidades abertas anteriormente para carne suína com osso e miúdos externos.

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A assinatura do protocolo não resultou em novas habilitações de frigoríficos. Uma auditoria chinesa realizada desde o dia 20 visitou fazendas, abatedouros, unidades de produção e laboratórios oficiais em seis Estados, mas terminou sem o anúncio de novas plantas autorizadas ou da retirada de suspensões aplicadas a estabelecimentos de carnes bovina e de aves.

Para a cadeia suinícola, o principal ganho está na valorização de partes do animal que possuem demanda mais limitada no Brasil. A diferença nos hábitos de consumo permite direcionar cada corte ao mercado que oferece melhor remuneração, aumentando a receita por suíno abatido sem exigir expansão equivalente da produção.

“O ganho está justamente na qualificação dessa destinação. Há uma complementaridade muito importante entre os hábitos de consumo brasileiro e chinês, que permite melhorar o aproveitamento da carcaça e agregar receita à produção”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A abertura coincide com uma recuperação das cotações no mercado interno. Levantamento da Safras & Mercado mostra que o preço médio nacional do suíno vivo subiu 4,8% em uma semana, de R$ 4,81 para R$ 5,04 por quilo.

No atacado, a média dos cortes de carcaça avançou 5,8%, de R$ 7,88 para R$ 8,34 por quilo. O pernil teve valorização de 3%, passando de R$ 9,60 para R$ 9,89.

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A reação foi sustentada pelo ajuste da oferta de animais à necessidade dos frigoríficos, que voltaram a ampliar as compras para abate. A melhora no escoamento doméstico e a competitividade da carne suína diante da proteína bovina também favoreceram a reposição dos estoques.

A valorização, entretanto, ainda não alcançou todos os produtores. Nos sistemas de integração, os preços permaneceram estáveis em R$ 4,80 por quilo no Rio Grande do Sul, R$ 4,65 em Santa Catarina, R$ 5,05 no Paraná e R$ 4,65 em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O avanço concentrou-se principalmente no mercado independente.

As exportações continuam ajudando a retirar produto do mercado interno. Nos primeiros 13 dias úteis de setembro, o Brasil embarcou 79,39 mil toneladas de carne suína in natura, com receita aproximada de R$ 939 milhões. A média diária chegou a 6,1 mil toneladas.

Apesar da recuperação semanal, a cautela permanece entre os criadores. A elevada oferta para abate pressionou as cotações durante agosto e provocou prejuízos que ainda não foram recuperados. A abertura para os miúdos chineses melhora a perspectiva de receita da indústria e pode ajudar na sustentação dos preços, mas seus efeitos dependerão do início efetivo dos embarques e da capacidade de o ganho comercial chegar ao produtor.

Fonte: Pensar Agro

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