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Saúde do rebanho é lucro na pecuária: controle de parasitas aumenta produtividade

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Na pecuária de corte e leiteira, a saúde do rebanho é decisiva para a rentabilidade do negócio. Parasitas internos, como vermes gastrointestinais, e externos, como carrapatos, moscas e bernes, podem reduzir o ganho de peso, derrubar a produção de leite, comprometer a fertilidade e afetar a qualidade do couro, impactando diretamente os resultados financeiros do produtor.

Estratégias baseadas em dados otimizam o controle

Segundo a zootecnista Paula Kawakami, coordenadora de produtos para grandes animais da Syntec, empresas especializadas em soluções veterinárias, o combate aos parasitas deve ser planejado com estratégias inteligentes e baseadas em dados.

“A coleta periódica de fezes para contagem de ovos permite identificar o momento ideal para o uso de vermífugos, evitando desperdício de recursos e retardando a resistência parasitária”, afirma Kawakami.

Boas práticas garantem eficácia e bem-estar

O rodízio de princípios ativos e o respeito aos períodos de carência são fundamentais para manter a eficácia dos tratamentos e assegurar a qualidade dos alimentos. Além disso, animais bem nutridos e com genética de qualidade apresentam maior resistência aos parasitas, reduzindo a necessidade de intervenções frequentes e melhorando indicadores zootécnicos.

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Controle integrado aumenta produtividade e sustentabilidade

O combate aos parasitas vai além da sanidade animal: é um pilar para produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Estratégias integradas incluem:

  • Controle biológico;
  • Manejo eficiente das pastagens;
  • Uso de tecnologias de precisão, como sensores para monitoramento da saúde do rebanho.

“Produtores bem informados investem de forma mais eficiente, preservam a eficácia dos medicamentos e entregam alimentos de qualidade superior ao mercado”, destaca Kawakami.

Soluções veterinárias avançadas no campo

Para apoiar os pecuaristas, a Syntec desenvolveu o Taurus SR, endectocida à base de ivermectina 3,5%, de alta concentração e longa ação. O produto é eficaz contra os principais parasitas que afetam bovinos, incluindo:

  • Carrapato Boophilus microplus (adultos);
  • Berne (Dermatobia hominis);
  • Nematódeos gastrintestinais (vermes).

O Taurus SR oferece proteção prolongada, garantindo desempenho superior no controle parasitário e aumento da produtividade do rebanho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto testa seis espécies de mandiocas com objetivo de fortalecer a cadeia alimentar

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Equipes técnicas da Secretaria Adjunta de Agricultura realizaram, na quinta-feira (2), a colheita e o replantio de mandioca em uma área experimental instalada na Vitrine Tecnológica da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Trabalho e Agricultura (SDTA), em Cuiabá, no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, onde o projeto é desenvolvido em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. Já foram realizadas três colheitas desde a implementação do projeto, apresentando bons resultados. O produto colhido tem sido destinado, por meio de doação, ao Hospital do Câncer, em Cuiabá.

A atividade integra um experimento agronômico voltado ao cultivo de seis espécies de mandioca, sendo Camanducaia, Liberata, São Félix, Juína, Broto Branco e BRS 429, visando ao fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca na Baixada Cuiabana, onde a cultura é considerada uma das principais atividades agrícolas. O experimento é desenvolvido no Parque de Exposições Jonas Pinheiro, em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá. No local, tem apresentado bons resultados.

Wanderlei Aparecido dos Santos, engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura, explicou que as várias espécies cultivadas têm como objetivo multiplicar e distribuir opções aos pequenos produtores.

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“A espécie Camanducaia é uma variedade que se tornou dominante por ser precoce, pois permite a colheita entre 4 e 6 meses após o plantio e, consequentemente, gera renda mais rápida. Mas tem desvantagens, pois não serve para produção de farinha (por ter pouco amido) e também não pode ficar muito tempo no solo. Com isso, os produtores perdem a possibilidade de produzir farinha e de ter mandioca disponível o ano todo. Não é o caso da variedade Liberata, que é boa para farinha, mas mais demorada para colheita”, explicou o profissional.

De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, o objetivo é testar e expandir outras variedades que permitam tanto a produção de farinha quanto o armazenamento no solo, garantindo renda contínua e fortalecendo a cultura alimentar local.

O replantio ocorre no mesmo espaço onde ocorreu a colheita, já visando à demonstração no período da Expoagro 2026. Também foram repassadas técnicas de plantio, entre elas o espaçamento entre as manivas (mudas que são cortadas da haste/pé da mandioca) e o seu tamanho.

Renda para o produtor

Além de seu papel estratégico na segurança alimentar, a mandioca contribui para a geração de renda da agricultura familiar e para o abastecimento dos mercados locais. Nesse contexto, a iniciativa avalia alguns desafios da produção, como as condições climáticas e solos de média e baixa fertilidade, o que acaba exigindo adaptação de outras tecnologias. Também possibilita observar o desempenho agronômico dos diferentes genótipos, incluindo variedades tradicionais, já utilizadas por produtores locais, e cultivares melhoradas desenvolvidas por instituições de pesquisa. Nesse trabalho, o experimento é conduzido pelo engenheiro agrônomo e coordenador de Agricultura da SDTA, Pedro Mello Damasceno.

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O projeto também prevê a formação de um banco de germoplasma a campo, com a finalidade de ampliar a difusão de materiais mais produtivos e resilientes. Conduzido em condições controladas, o estudo busca comparar o desempenho produtivo, a adaptação às condições locais, a resistência a fatores bióticos e as características físico-químicas das variedades analisadas.

Os resultados obtidos deverão subsidiar produtores, técnicos e gestores públicos na tomada de decisões, contribuindo para o aumento da eficiência produtiva, sustentabilidade e inovação no cultivo da mandioca na região.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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