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Trigo: Plantio é finalizado no RS, mas clima e incertezas de mercado preocupam o setor

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Plantio finalizado no Rio Grande do Sul, mas com divergências nos números

O plantio de trigo foi oficialmente encerrado no Rio Grande do Sul, conforme a Emater-RS. A entidade estima uma área cultivada de 1,198 milhão de hectares, com potencial produtivo de 3,59 milhões de toneladas. No entanto, agentes do setor privado trabalham com números mais conservadores, apontando cerca de 950 mil hectares e uma produção que não deve ultrapassar 2,88 milhões de toneladas.

As chuvas do final de julho ajudaram na uniformização das lavouras, mas o atraso na semeadura levanta preocupações com o risco de geadas, que podem atingir até 75% das áreas cultivadas, além de possíveis chuvas na época da colheita, prevista para iniciar após o dia 15 de outubro.

Mercado gaúcho segue travado e com poucas negociações

No Rio Grande do Sul, o mercado segue lento. As compras são pontuais e os valores variam conforme a qualidade, localização e prazos de entrega. Alguns trigos com características que permitem substituir o produto argentino alcançam R$ 1.380,00 por tonelada no interior, embora sejam casos isolados. Em geral, os preços praticados giram entre R$ 1.300,00 e R$ 1.380,00 por tonelada, posto moinho.

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Na exportação, houve negócios pontuais: cerca de 8 mil toneladas foram negociadas para entrega em dezembro a R$ 1.300,00/t, com cláusula que prevê desconto de 20% se o produto for destinado à ração. Em Panambi, o preço da pedra está em R$ 70,00 por saca.

Santa Catarina: estoques controlados e menor procura por sementes

Em Santa Catarina, os moinhos estão abastecidos e realizam apenas compras pontuais para reposição de estoques. A nova safra ainda não apresenta uma sinalização clara, e houve retração na venda de sementes, estimada em 20% abaixo do registrado no ano passado. O preço da pedra segue estável, com destaque para os valores de R$ 78,00 por saca nas regiões de Canoinhas e Rio do Sul.

Geadas impactam produção no Paraná

No Paraná, a geada registrada em junho afetou aproximadamente 84 mil toneladas de trigo, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). Contudo, há possibilidade de os danos serem maiores. A produção estimada foi revisada para 2,6 milhões de toneladas, com 83% das lavouras consideradas em boas condições.

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Os preços pagos ao produtor recuaram 0,16%, mas a margem de lucro subiu para uma média de 5,73%. A comercialização segue morna, com negócios esporádicos. Para trigos de excelente qualidade, os compradores oferecem até R$ 1.450,00 por tonelada, CIF.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

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Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

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Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

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Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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