AGRONEGÓCIO

Prefeitura recebe 3,5 toneladas de alimentos de ação entre universitários

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão recebeu nesta segunda-feira (26) 3.500 quilos de alimentos não perecíveis, que serão transformados em cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social na Capital. São fardos com itens básicos como arroz, açúcar, sal, óleo, feijão, macarrão, farinha de trigo, caixas de leite e de molho de tomate. O gesto de solidariedade envolveu mais de 200 alunos da Universidade Uniasselvi. Além dos alimentos já entregues, há mais doações previstas até o fim do mês.

A arrecadação faz parte do projeto de extensão universitária, dentro da carga horária a cumprir, onde são obrigados a desenvolverem projetos voltados para comunidade. É também, uma forma de aplicar na prática os valores de cidadania e responsabilidade social.

“E esse, em específico, é um projeto que precisa acontecer em cidades que tem um decreto de calamidade. Uma das alunas, Juliana da Silva Prado procurou a Secretaria de Assistência para ver de que forma poderia ser feito e a informação era de o ideal seria arrecadar alimentos para montar cestas básicas, e aqui estamos com o resultado”, explicou a gerente da Uniasselvi, Ana Tereza Moreira Soares.

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Segundo Juliana Prado, o movimento começou de forma tímida, com a ideia de reunir pequenos grupos de estudantes. “No entanto, à medida que a proposta foi sendo compartilhada entre os acadêmicos, mais a iniciativa foi crescendo, todos queriam participar. Hoje somos mais de 200 alunos engajados e comprometidos com a causa”, revelou a estudante.

A secretária de Assistência Social de Cuiabá, Hélida Vilela e equipe agradeceu a universidade por este gesto e parceria inédita que vai atender muitas famílias.

“Apesar de a Uniasselvi já ter participado de ações solidárias em outros projetos de extensão voltados para doação, como Páscoa, Natal, mas não em Cuiabá, isso nunca tinha acontecido. Eles buscaram a Secretaria como ponte para essa parceria através do termo de doação. Foi válido para eles que conta muito perante a universidade, na formação acadêmica e para nós que vamos poder atender famílias. São muitas e às vezes, a gente não consegue atender a todas com os recursos que chegam. Vamos fazer a montagem das cestas e entregar. Serão muitas famílias abençoadas com este gesto de solidariedade da Uniasselvi”, destacou a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela de Oliveira.

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O gesto reforça a importância da união entre instituições de ensino e o poder público em ações de impacto social. A campanha segue até o dia 30 de maio, e novas doações ainda podem ser realizadas pelos grupos da universidade.

#PraCegoVer

A foto mostra o auditório lotado de estudantes universitários durante a entrega de alimentos na Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. Ao fundo da imagem é possível ver fardos de alimentos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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