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Incertezas Comerciais e Previsões de Marvell Afetam Futuros de Wall Street

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Os futuros dos índices de Wall Street apresentaram queda nesta quinta-feira, refletindo a crescente incerteza sobre uma possível guerra comercial, que continua a prejudicar a confiança dos investidores. O setor de semicondutores, em particular, foi afetado negativamente, com as ações de chips registrando perdas após as previsões da Marvell Technology gerarem preocupações sobre a demanda por infraestrutura relacionada à inteligência artificial.

O contrato futuro do S&P 500 teve uma retração de 1,13%, enquanto o Nasdaq 100 caiu 1,34%. O futuro do Dow Jones, por sua vez, recuou 0,97%.

A Marvell Technology viu suas ações despencarem 15,5% nas negociações do pré-mercado, após a empresa de chips projetar vendas para o primeiro trimestre em linha com as estimativas médias dos analistas. No entanto, essa previsão não conseguiu animar os investidores, que esperavam um crescimento mais robusto impulsionado pela demanda por IA.

Outras gigantes do setor de tecnologia também sofreram perdas. A Broadcom, que divulgará seus resultados após o fechamento dos mercados, teve uma queda de 3,4%, enquanto a Nvidia recuou 1,6% e a Advanced Micro Devices perdeu 1,5%.

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No grupo das megacaps, a Microsoft viu uma queda de 0,8%, a Meta teve uma baixa de 1,4% e a Alphabet registrou uma retração de 0,7%.

O cenário de apreensão também foi ampliado pela preocupação com os gastos excessivos nos investimentos em IA nos Estados Unidos, diante da concorrência com os modelos mais acessíveis da chinesa DeepSeek. Esses fatores ajudaram a interromper a trajetória positiva dos mercados de Wall Street observada no mês de janeiro, com o Nasdaq agora cerca de 9% abaixo de seu pico histórico registrado em dezembro.

No âmbito comercial, o presidente dos EUA, Donald Trump, isentou as montadoras que atendem às regras comerciais vigentes da imposição de tarifas sobre importações. Fontes indicaram que negociações estão em andamento. Após os ganhos de quarta-feira, as ações de empresas como General Motors, Ford e Tesla recuaram mais de 1%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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