AGRONEGÓCIO

2º Festival de Esportes e Cultura reúne atletas famosos e celebra integração no Jardim Passaredo

Publicado em

O Complexo Multiuso Passaredo, localizado no bairro Jardim Passaredo, foi palco do 2º Festival de Esportes e Cultura, evento que reuniu grandes nomes do esporte, como o atleta olímpico Igor Queiroz, o lutador de MMA Hugo Viana e os irmãos Kaike e João Angelim, que conquistaram medalhas em Mundiais de Parajiu-Jitsu, com o objetivo de promover a integração, a superação e a prática esportiva.

Organizado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, o evento atraiu atletas, famílias e moradores de diversas regiões da capital e do interior. Com uma programação que incluiu palestras, competições e demonstrações de modalidades pouco conhecidas.

A programação começou pela manhã com um seminário que atraiu grande público. O destaque foi a participação do atleta olímpico Igor Queiroz e do lutador de MMA Hugo Viana, conhecido como Wolverine, campeão do TUF Brasil. Ambos compartilharam experiências no universo das lutas e motivaram os jovens da capital.

Segundo o secretário adjunto de Projetos Esportivos e Educacionais, Pablo Queiroz, a atividade superou as expectativas, reunindo participantes de cidades como Cáceres, Poconé, Várzea Grande e Santo Antônio. “A proposta do festival vai além de troféus e medalhas, busca despertar o interesse da população e promover o sentimento de pertencimento. Promovemos aqui integração e alegria para as famílias. Com o apoio da Prefeitura de Cuiabá e dos parceiros tivemos participação de atletas de renome em nossa comunidade e mostramos que o esporte está ao alcance de todos”, declarou o secretário.

Um dos momentos mais marcantes foi a fala do paratleta e palestrante Kaike Angelim, que emocionou o público ao relatar sua trajetória de superação. Ex-campeão mundial de jiu-jitsu, Kaike contou como reconstruiu sua vida após um grave acidente que o deixou paraplégico, destacando a importância da autorresponsabilidade.

“Eu nunca coloquei desculpas nas dificuldades ou culpei as pessoas. Se era o meu sonho, eu tinha que correr atrás. Então, eu trago isso, mostro isso. Mesmo após o acidente, que me deixou paraplégico, sou novamente prata no Campeonato Mundial. Quero mostrar para todos que eles precisam acreditar nos seus sonhos e lutar com todas as forças”, afirmou Kaike Angelim.

Leia Também:  Bayer apresenta leque de soluções para minimizar os impactos causados pela cigarrinha do milho

Arthur Costa Franco, de 18 anos, ressaltou o impacto positivo das palestras e a inspiração para seguir carreira no esporte. “Foi uma palestra muito educativa e informativa. Gostei bastante, pois meu sonho é ser lutador. Palestras de superação, como a de Kaike e a história de Igor, são grandes ensinamentos. Adorei e, se puder assistir a outras, com certeza gostaria”, comentou.

O evento contou com diversas demonstrações esportivas, incluindo luta olímpica, beach wrestling, beach boxe, tiro com arco e flecha, skate, futsal e futebol de campo. Na quadra de futsal, alunos do programa social Futebol Kids, do Instituto Desportivo da Criança, protagonizaram uma partida que animou o público.

Outro ponto alto do evento foi marcado pelas disputas de cinturão, com destaque especial para as competições femininas, valorizadas de forma prioritária em alusão ao mês das mulheres. No beach wrestling, Heloíza Queiroz venceu com uma atuação dominante, enquanto no beach boxe a campeã foi Thayla Carneiro Souza com a conquista do cinturão.

Além disso, também ocorreram competições em modalidades como lutas infantil e disputas masculinas, garantindo equilíbrio na programação. O grande destaque foi a luta pelo Cinturão de Couro de Crocodilo Pantaneiro, em que Kallel França venceu Luiz Felipe após três rounds intensos.

Os visitantes puderam ainda acompanhar uma roda de capoeira promovida pelo Centro Cultural Aruandê Capoeira e interagir com estandes educativos. A Polícia Militar Ambiental, por meio do Centro de Educação Ambiental, apresentou animais taxidermizados para conscientização sobre preservação ambiental. Já as equipes do Força Tática, lideradas pelo Cabo R. Silva, expuseram material de trabalho, como fuzis, escudos balísticos e equipamento de choque.

Leia Também:  ITR: atraso na declaração gera multa e juros para produtores rurais

O Bope também participou, exibindo equipamentos utilizados no dia a dia e apresentando o cão Max, um labrador aposentado que, antes de se tornar atração no evento, trabalhou como cão farejador de entorpecentes. “Max agora faz parte de projetos sociais, além de ser um cão dócil que contribui para a cinoterapia”, explicou o 3º sargento PM Hans Donner.

Professores e alunos do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Humano (IPDH) ofereceram serviços gratuitos, como aferição de pressão arterial, glicemia, frequência cardíaca e orientações de primeiros socorros. “Trouxe meus alunos para prestar primeiros socorros na arena. Estamos atendendo a comunidade e também os lutadores”, contou Lucimar Cardoso, professora de técnicas de enfermagem.

A presidente da Câmara Municipal, vereadora Paula Calil, destacou a importância do evento para fortalecer os vínculos comunitários. “Hoje, vemos a comunidade se envolvendo, com esporte e personalidades importantes. Isso traz um grande benefício para as famílias, que têm a chance de aprender e se inspirar”, afirmou.

Armando Felipe, morador do bairro Jardim Leblon, levou sua família para prestigiar o evento e ressaltou a oportunidade de conhecer novas modalidades e interagir com outras comunidades. “Vim para conhecer e até lutar [brincou]. Estávamos em um aniversário, e um amigo nos chamou para participar. Veio eu, minha esposa e minha filha”, comentou.

Realizado em parceria com o Instituto Igor Queiroz, a Federação de Arco e Flecha e a Federação de Skate, o 2º Festival de Esportes e Cultura contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura. Além de despertar o interesse do MMA em Mato Grosso em realizar competições mais estruturadas na capital, contemplando desde as categorias de base até o alto rendimento. O Instituto Igor Queiroz também providenciou alimentação, lanches, picolés e outros alimentos gratuitos para os participantes. O evento também recebeu a presença do deputado estadual Faissal e do deputado federal Coronel Assis.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Published

on

O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

Leia Também:  Bayer apresenta leque de soluções para minimizar os impactos causados pela cigarrinha do milho

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

Leia Também:  Prefeito reforça combate ao assédio e determina auditoria em contrato

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA