AGRONEGÓCIO

Secretaria da Mulher tem mais de 5.500 atendimentos em Cuiabá

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A Secretaria Municipal da Mulher, com apoio da primeira-dama Samantha Iris, fortaleceu as ações com a inclusão de novas iniciativas no decorrer de 2025, entre elas defesa pessoal, cursos, palestras e atendimentos em diversas áreas da saúde, que resultaram em 5.583 mulheres atendidas (até 20 de dezembro) em mais de 100 bairros de Cuiabá. Na somatória, estão quase 2 mil atendimentos ambulatoriais psicológicos e de serviço social, com visitas e acompanhamento, e 3.619 em cursos e palestras.

Também foram ofertadas 649 vagas em 26 cursos de diversas áreas do conhecimento, que fizeram a diferença na vida das participantes. Algumas das mulheres aproveitaram a oportunidade para aperfeiçoamento; outras nunca tinham feito cursos e não tinham ideia da representatividade para uma virada em suas vidas. Foram ainda ofertadas 1.000 vagas de emprego, em parceria com 32 empresas.

Das 649 vagas, 576 foram preenchidas entre os 26 cursos disponibilizados, com certificação ao término do conteúdo. Entre eles, preparo de alimentos, panificação, bolos e docinhos decorados, informática básica, cuidadora de idosos, recepção de hotéis, marketing digital, entre outros, considerando o perfil e a preferência do público em questão.

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“O objetivo do programa de capacitação profissional, incentivo ao empreendedorismo e geração de renda tem o foco de dar às mulheres autonomia econômica para que possam protagonizar sua própria história e evitar o ciclo vicioso da violência, que, na maioria das vezes, elas não conseguem romper por causa da dependência financeira”, explicou a secretária da Mulher, coronel Hadassah Suzannah.

Também foram realizadas campanhas educativas, palestras de apoio às vítimas e prestado apoio social, com encaminhamento para atendimento psicológico, jurídico e social, quando necessário.

As ações alcançaram diversos bairros, como Jardim Vitória, Cidade Alta, Altos da Glória, Jardim Passaredo e Pedra 90, além de espaços públicos como o Parque Tia Nair e a zona rural, como o Distrito do Sucuri, em parcerias com empresas, comunidade, igrejas e órgãos institucionais.

Nas mais de 91 palestras realizadas, foram abordados diversos temas, como Doces, Sonhos, Negócios Reais; Resiliência e Bem-Estar; Do Tatame para a Vida; Empreendedorismo que Transforma, entre outros ligados à autoestima.

“Nossa equipe tem se dedicado a cada dia para que mulheres vivam com mais segurança, igualdade, dignidade e oportunidades na sociedade. O trabalho não para. Em 2026, estaremos engajadas em ampliar o atendimento e ver cada vez mais mulheres conquistando seu espaço, tornando-se empreendedoras e donas do seu próprio negócio. Força de vontade e dedicação elas têm, superam a si mesmas em muitas ocasiões; portanto, oportunidades serão sempre bem-vindas”, frisou a secretária.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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