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Sistema Bacaeri – BoiTeca: Inovação na Integração Pecuária-Floresta e Potencial Econômico para o Produtor Rural

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A Embrapa Agrossilvipastoril, localizada em Mato Grosso, apresenta uma solução inovadora para o setor agropecuário: o Sistema Bacaeri – BoiTeca, uma modalidade que integra a pecuária de corte com o cultivo de teca. Este modelo de integração pecuária-floresta (ILPF) oferece uma alternativa sustentável para os pecuaristas, permitindo a diversificação das fontes de renda sem a necessidade de substituir uma monocultura por outra. A seguir, conheça as vantagens, o histórico e as recomendações técnicas desse sistema promissor.

A Integração Pecuária-Floresta: O Que é o Sistema Bacaeri – BoiTeca?

O Sistema Bacaeri – BoiTeca combina a pecuária de corte com o cultivo da teca, uma árvore de madeira nobre com grande potencial econômico. A ideia central desse sistema é cultivar linhas de teca no meio das pastagens, permitindo que a atividade pecuária continue durante o crescimento das árvores. Com essa abordagem, os pecuaristas podem gerar receita enquanto aguardam o ponto de corte da madeira, que ocorre após aproximadamente 20 anos. Nos primeiros 10 a 18 meses, é possível ainda realizar a integração com a agricultura, aproveitando o pasto para silagem, feno ou recuperação da forrageira.

Benefícios da Integração: Rendimento e Sustentabilidade

Um dos principais benefícios do Sistema Bacaeri – BoiTeca é a melhoria das condições de bem-estar animal e aumento de produtividade. O manejo adequado das árvores, com desrama controlada, garante madeira de melhor qualidade e também permite maior entrada de luz na pastagem, evitando perdas na produtividade do capim. Além disso, a sombra proporcionada pelas copas das árvores contribui para o conforto térmico dos bovinos, o que favorece o ganho de peso. Pesquisas indicam que o acesso à sombra também fortalece o sistema imunológico e a produção de hormônios sexuais nos animais.

Histórico e Expansão do Sistema

O sistema silvipastoril com teca começou a ser implementado em Mato Grosso no início dos anos 2000, nas fazendas do produtor Arno Schneider. Desde então, a integração tem se expandido, com destaque para a Fazenda Bacaeri, de Antônio Passos, que em 2008 iniciou a combinação com a pecuária, utilizando mudas clonais de teca. A Embrapa Agrossilvipastoril, desde sua criação em 2009, tem sido fundamental no desenvolvimento e validação desse sistema, com a Fazenda Bacaeri sendo o principal campo de pesquisa.

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Atualmente, estima-se que 4 mil hectares em Mato Grosso adotem o sistema silvipastoril com teca, enquanto o estado possui 68 mil hectares de monocultivo de teca. Apesar do grande potencial de expansão, produtores como Antônio Passos alertam sobre as limitações de solo e clima, além da necessidade de um manejo adequado, especialmente no que diz respeito à poda das árvores e à proteção contra danos causados pelos animais.

Parceria e Lançamento Oficial do Sistema Bacaeri – BoiTeca

A parceria entre a Embrapa e a Teak Resources Company (TRC) tem sido crucial para a validação e disseminação do Sistema Bacaeri – BoiTeca. A TRC, desde o ano passado, tem trabalhado com pecuaristas em Mato Grosso e Pará para implementar o modelo. Em 2025, a expectativa é expandir a área plantada para até 12.500 hectares nos próximos cinco anos.

O lançamento oficial do sistema ocorrerá em um evento na Fazenda Duas Lagoas, em Cáceres (MT), no dia 8 de maio. O diretor de Relações Institucionais e Pesquisa da TRC, Fausto Hissashi Takizawa, destaca que a capacidade de implementação é de 2,5 mil hectares por ano, com planos de crescimento nos próximos anos.

Recomendações Técnicas para o Produtor

O Sistema Bacaeri – BoiTeca oferece uma série de recomendações técnicas para os produtores interessados, incluindo o planejamento da área, o espaçamento adequado entre as plantas e as linhas, o preparo do berço, além das técnicas de poda e desrama para garantir a qualidade da madeira. O controle de plantas daninhas, formigas, doenças e incêndios também é abordado. As orientações completas estão disponíveis nos materiais disponibilizados pela Embrapa.

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Retorno Econômico e Sustentabilidade Financeira

Estudos realizados pela Embrapa demonstraram que o sistema de integração pecuária-floresta com teca tem apresentado excelentes retornos financeiros. Na Fazenda Bacaeri, o retorno foi de R$ 4,70 para cada R$ 1 investido, com o custo inicial de implantação estimado em R$ 3,2 mil por hectare. Embora o retorno financeiro completo ocorra entre o 18º e o 25º ano, o investimento é compensado pelos ganhos com a pecuária e o desbaste inicial das árvores.

Entretanto, o pesquisador Maurel Behling alerta que o sucesso depende do uso adequado de tecnologias e do acompanhamento contínuo das operações, desde o plantio até a colheita, para garantir a qualidade e produtividade da madeira.

Sustentabilidade Ambiental e Potencial para Créditos de Carbono

O Sistema Bacaeri – BoiTeca contribui para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa, além de reduzir a pressão sobre as florestas nativas. A integração da pecuária com a silvicultura de teca não só aumenta a produtividade do setor agropecuário, mas também contribui para o sequestro de carbono pelas árvores. Dessa forma, o sistema pode ser uma ferramenta importante no Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas, além de possibilitar ao pecuarista acessar créditos de carbono e certificações ambientais como a Carne Carbono Neutro (CCN) ou Carne Baixo Carbono (CBC).

O Sistema Bacaeri – BoiTeca se apresenta como uma solução inovadora, sustentável e lucrativa para o setor agropecuário, permitindo que pecuaristas aumentem sua produção e diversifiquem suas fontes de renda, sem comprometer a saúde do solo ou do meio ambiente. Com a validação da Embrapa e o apoio de parceiros como a TRC, a tecnologia tem grande potencial de expansão, oferecendo ao Brasil uma nova perspectiva de desenvolvimento para a pecuária de corte e a silvicultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ação humanitária da Prefeitura garante atendimento a paciente em situação de risco social e de saúde

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Uma ação integrada entre equipes da Prefeitura de Cuiabá, da assistência social, da saúde pública e do Corpo de Bombeiros garantiu, nesta sexta-feira, o encaminhamento de um mecânico de 55 anos para a UPA do Verdão. O atendimento ocorreu em uma residência localizada na Avenida Senador Metelo, onde funciona, nos fundos, uma oficina mecânica na qual ele trabalha.

Com mais de 200 quilos, dificuldades severas de locomoção e acamado há cerca de 20 dias, ele vinha sendo auxiliado por terceiros para atividades básicas do dia a dia. A situação mobilizou uma força-tarefa envolvendo diferentes órgãos públicos para assegurar o atendimento médico necessário.

Segundo o próprio paciente, dores intensas na sola do pé se agravaram nas últimas semanas, impedindo-o de caminhar e trabalhar. Ele também relatou ter enfrentado dificuldades para acessar atendimento médico e realizar exames ao longo do tratamento.

Diante do quadro, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão estiveram no local para acompanhar o caso e articular, junto à Secretaria Municipal de Saúde, as medidas necessárias para o atendimento emergencial.

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A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que ele já é acompanhado pelos serviços do CRAS e do CREAS, está inscrito no Cadastro Único e recebe assistência da rede municipal. Segundo ela, diante da gravidade da situação, foi necessário intensificar as ações para garantir sua remoção e atendimento hospitalar.

“Nossa equipe, tanto do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) quanto do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), está prestando atendimento a ele. O senhor já está inscrito no Cadastro Único e vem sendo assistido por todos os nossos serviços. Hoje, diante da urgência da situação, viemos acionar a Secretaria de Saúde para oferecer o suporte de emergência de que ele necessita”, afirmou.

Durante o acompanhamento da ocorrência, Hélida reforçou seu compromisso com a resolução do caso e declarou que permaneceria no local até que a transferência fosse concretizada. “Eu não saio daqui até que ele esteja internado e devidamente encaminhado para uma unidade hospitalar, onde possa receber o tratamento que merece”, afirmou a secretária.

Ela também ressaltou que o acompanhamento continuará após a alta hospitalar, considerando a condição de vulnerabilidade social enfrentada pelo paciente.

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De acordo com informações da médica Cibele Junqueira, da Unidade de Saúde do Bairro Cidade Alta, o paciente recebeu alta hospitalar anteriormente com diagnóstico de fascite plantar e vinha realizando acompanhamento para avaliação de um quadro de trombose já tratado. Exames recentes não apontaram alterações laboratoriais significativas, e novas consultas e exames especializados já haviam sido solicitados pela rede municipal.

A médica explicou ainda que uma das preocupações imediatas era a necessidade de avaliar a condição intestinal do paciente, que relatava um longo período sem evacuar, situação que exigia exames de imagem para definição da conduta médica adequada.

Com a remoção e o encaminhamento para a UPA do Verdão, o paciente passou a receber avaliação médica e exames complementares que irão definir os próximos passos do tratamento. Enquanto isso, equipes da saúde e da assistência social permanecem acompanhando o caso para assegurar a continuidade do atendimento e o suporte necessário durante sua recuperação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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