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Exigência de Inclusão de Número de Nota Fiscal na Emissão de GTA da Agrodefesa

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A partir do próximo dia 31 de março, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) pelo Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) passará a exigir o número da Nota Fiscal correspondente ao animal. A mudança, que visa integrar os sistemas da Agrodefesa e da Secretaria da Economia do Estado de Goiás, foi estabelecida pela Instrução Normativa Conjunta Agrodefesa/Economia nº 01/2021.

Carlos Howes, gerente de Tecnologia da Agrodefesa, destaca que a medida traz benefícios significativos para os produtores, especialmente para aqueles que não possuíam sistemas próprios para a emissão de notas fiscais. Com a nova exigência, os grandes produtores e frigoríficos, que antes emitiam a Nota Fiscal Eletrônica separadamente da GTA, terão que vincular os dois documentos, garantindo maior segurança e rastreabilidade nas transações. “Agora, essa conexão será obrigatória, promovendo um controle mais eficaz da movimentação de animais”, explica.

A partir da data estipulada, caso a nota fiscal seja emitida fora do Sidago, por meio de sistemas próprios de nota fiscal, o produtor deverá informar o número da nota fiscal no Sidago no prazo de 24 horas para que a impressão da GTA seja autorizada. Esse procedimento visa assegurar que todas as transações sejam devidamente registradas, alinhadas às exigências sanitárias e tributárias do estado.

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O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressalta que a medida também reforça o compromisso das autoridades estaduais com a modernização dos processos, a transparência na fiscalização e o controle da movimentação de animais, beneficiando toda a cadeia produtiva.

Em caso de dúvidas, os produtores podem entrar em contato com as Gerências de Tecnologia ou de Sanidade Animal da Agrodefesa por meio dos canais de atendimento, incluindo o e-mail [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Tecnologia transforma açúcar em insumo para medicamentos e cosméticos

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avançou no desenvolvimento de uma plataforma para produzir compostos químicos de alto valor agregado a partir de açúcares. Em testes de laboratório, o trabalho utilizou leveduras modificadas para obter uma molécula empregada na fabricação de polímeros, medicamentos, cosméticos e insumos agrícolas. A pesquisa abre caminho para ampliar o uso de matérias-primas renováveis em processos que hoje dependem de derivados do petróleo.

O resultado foi divulgado pela instituição em 29 de setembro. Desenvolvida no âmbito da Embrapa Agroenergia, a metodologia combina ferramentas de análise molecular para identificar como os microrganismos aproveitam os açúcares e quais limitações precisam ser superadas para melhorar a produção. O trabalho foi realizado em parceria com o Centro Helmholtz de Pesquisa Ambiental, na Alemanha.

Para o agronegócio, a perspectiva é ampliar as possibilidades de transformação da biomassa em produtos de maior valor. A obtenção de moléculas para a indústria química pode diversificar o aproveitamento de matérias-primas renováveis e aproximar a produção agrícola de mercados como os de materiais, ingredientes e insumos industriais. A viabilidade dessa rota dependerá de seu desempenho fora do laboratório.

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Nos experimentos, uma linhagem geneticamente modificada da levedura Saccharomyces cerevisiae produziu ácido p-hidroxibenzoico, identificado pela sigla PHBA. O composto funciona como precursor químico, uma substância utilizada na fabricação de outros produtos. Os ensaios ocorreram em biorreatores, equipamentos que permitem controlar as condições de cultivo e acompanhar o funcionamento do microrganismo.

A contribuição da plataforma está em observar diferentes etapas desse processo de forma integrada. As análises examinam proteínas, moléculas produzidas pelas reações celulares e o percurso das substâncias dentro da levedura. Com essas informações, é possível localizar gargalos e orientar modificações para direcionar uma parcela maior da matéria-prima ao composto desejado.

Uma das técnicas empregadas acompanha o carbono utilizado pelas células por meio de marcadores isotópicos. Segundo a Embrapa, o trabalho gerou um banco de dados com mais de 28 mil metabólitos e cerca de 1,7 mil proteínas anotadas. Esse conjunto de informações poderá apoiar a seleção e o desenvolvimento de microrganismos para diferentes aplicações agroindustriais.

Os protocolos de fermentação também foram ajustados. A concentração de glicose no meio de cultivo caiu de 20 para 10 gramas por litro, reduzindo os custos dos experimentos com marcadores. O resultado se refere aos procedimentos de pesquisa e não permite concluir que uma futura operação industrial terá redução equivalente no consumo de açúcar ou no custo de fabricação.

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A instituição pretende aproveitar o conhecimento adquirido na avaliação de seu acervo de microrganismos, que reúne mais de 20 mil ativos da biodiversidade brasileira. A metodologia poderá ajudar a identificar linhagens com potencial para produzir bioinsumos, ingredientes funcionais, compostos aromáticos e outras moléculas de interesse econômico.

O avanço reforça uma frente de pesquisa que busca agregar valor à produção renovável brasileira. Para chegar à indústria, os processos precisarão combinar rendimento, regularidade e custos competitivos. É essa etapa que determinará se a capacidade demonstrada no laboratório poderá gerar novas oportunidades para fornecedores de matérias-primas, agroindústrias e fabricantes de produtos químicos.

Fonte: Pensar Agro

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