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Cuidados com cercamento são cruciais para pastejo rotacionado bem-sucedido

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O manejo adequado das pastagens é vital para o sucesso de qualquer sistema de criação de bovinos. Ele permite um melhor controle da alimentação dos animais e favorece seu ganho de peso. Uma das abordagens mais eficazes para otimizar o uso do pasto é o pastejo rotacionado, que pode proporcionar pastagens mais nutritivas ao longo do ano e maior longevidade do pasto. “O pastejo rotacionado é um modelo de manejo que garante uma melhor utilização da forragem produzida, sendo também mais vantajoso financeiramente”, comenta Vanessa Amorim, analista de mercado agro da Belgo Arames.

No sistema de pastejo rotacionado, a pastagem é subdividida em piquetes, que são usados de forma alternada entre períodos de pastejo dos bovinos e períodos de descanso do pasto. Para que essa técnica seja eficaz, é fundamental que os pecuaristas mantenham as pastagens em boas condições e garantam aos animais acesso a água limpa, sombra e cochos. Dessa maneira, os pecuaristas têm maior controle sobre a quantidade de capim disponível e conseguem um pastejo mais uniforme, evitando escassez ou desperdício de pastagem, além de reduzir a presença de plantas tóxicas e invasoras. Essa prática também proporciona mais tempo para a recuperação do pasto, aumentando sua resistência durante períodos de estiagem, e melhora o desempenho nutricional por área.

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Um ponto essencial para o sucesso do pastejo rotacionado é o cercamento dos piquetes. Apesar de poder ser feito com cercas convencionais, Vanessa Amorim recomenda o uso de cercas elétricas, que oferecem uma estrutura mais simples e de fácil montagem, além de ter um custo-benefício superior. Elas também ajudam a manter os animais nos piquetes corretos, evitando problemas de contaminação cruzada ou danos à pastagem.

Para a instalação de cercas elétricas, Vanessa Amorim ressalta a importância de escolher o eletrificador, os isoladores e os protetores apropriados, bem como verificar a qualidade dos fios. A qualidade do arame é fundamental para o funcionamento do sistema de pastejo rotacionado. A Belgo, uma referência no mercado brasileiro de arames, desenvolveu a linha Belgo Eletrix® e Belgo Eletrix Light®, ideais para divisão de piquetes e que permitem maior espaçamento entre os mourões, reduzindo o custo de manutenção e instalação. Ambas as linhas têm uma tripla camada de zinco, que oferece proteção contra oxidação e alta condutividade elétrica.

Durante a Agrishow, uma das maiores feiras do agronegócio no Brasil, que ocorre de 29 de abril a 3 de maio, em Ribeirão Preto (SP), a Belgo Arames vai lançar três novos isoladores e acessórios para produção de cercas elétricas. “As cercas elétricas para pastejo rotacionado são uma maneira eficiente de subdividir a propriedade. Os resultados são melhores quando aplicadas as melhores práticas e utilizados materiais de qualidade. Diante da crescente demanda dos produtores, estamos expandindo nosso portfólio”, finaliza Vanessa Amorim.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto para proteger pequena propriedade abre debate sobre acesso ao crédito rural

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Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pretende impedir que imóveis da agricultura familiar sejam oferecidos em alienação fiduciária nas operações de crédito. A proposta busca proteger a terra usada para o sustento da família, mas também desperta preocupação sobre uma possível redução das garantias disponíveis aos pequenos produtores.

O Projeto de Lei nº 355/2026 estabelece que imóveis pertencentes à agricultura familiar não poderão ser utilizados como garantia fiduciária em contratos de crédito, financiamento ou empréstimo. Pelo texto, será considerada nula qualquer cláusula contratual que autorize esse tipo de vinculação.

A matéria está pronta para entrar na pauta da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. Também foi anexado ao texto o Projeto de Lei nº 2.982/2026, que trata da impenhorabilidade da pequena propriedade rural.

A alienação fiduciária permite que o produtor continue utilizando o imóvel enquanto paga o financiamento. A propriedade, entretanto, permanece vinculada ao credor até a quitação. Em caso de inadimplência, a garantia pode ser executada por procedimento extrajudicial.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a proteção da terra familiar é necessária, mas a mudança precisa ser acompanhada de alternativas capazes de manter o financiamento disponível.

“A pequena propriedade não é apenas um bem de mercado. Ela representa trabalho, renda, moradia e continuidade familiar. Essa proteção é legítima, mas não podemos criar uma regra que preserve a terra no contrato e, ao mesmo tempo, retire do produtor as condições financeiras para continuar produzindo”, afirma.

A Constituição determina que a pequena propriedade rural, definida em lei e trabalhada pela família, não pode ser penhorada para o pagamento de débitos decorrentes da atividade produtiva. A alienação fiduciária, porém, tem origem em um contrato no qual o proprietário oferece voluntariamente o imóvel como garantia.

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O projeto pretende ampliar a proteção ao impedir essa contratação no caso da agricultura familiar. O ponto de atenção é que a garantia constitui um dos elementos considerados pelas instituições financeiras na avaliação do risco e na definição das condições do empréstimo.

Sem a possibilidade de utilizar o imóvel, algumas operações poderão exigir máquinas, recebíveis, produção futura, avalistas, seguros ou outras formas de cobertura. O produtor que não possuir bens ou receitas suficientes para substituir a terra poderá enfrentar maior seletividade na concessão do crédito.

“Não se pode afirmar que a mudança aumentará automaticamente os juros, porque o custo de uma operação depende de vários fatores. Existe, no entanto, um risco concreto de que produtores com menos garantias encontrem maior dificuldade para acessar recursos, principalmente fora das linhas subsidiadas”, avalia Rezende.

O debate ocorre três anos depois da aprovação da Lei nº 14.711/2023, conhecida como Marco Legal das Garantias. A legislação modernizou os mecanismos utilizados em financiamentos, ampliou as possibilidades de aproveitamento dos bens e aperfeiçoou a execução extrajudicial de créditos garantidos por hipoteca ou alienação fiduciária.

A expectativa era de que garantias mais eficientes reduzissem o risco das operações e estimulassem a oferta de crédito. A eventual proibição para imóveis da agricultura familiar introduz uma exceção nesse sistema e exigirá mecanismos capazes de compensar a garantia retirada.

Entre as alternativas estão o fortalecimento dos fundos garantidores, a ampliação do seguro rural, o uso de limites proporcionais ao valor do imóvel e a possibilidade de substituir a garantia antes de uma eventual execução. Também poderão ser consideradas a finalidade da dívida, a capacidade econômica da família e o valor da operação.

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O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) oferece linhas subsidiadas, mas não atende isoladamente a todas as necessidades financeiras das propriedades. Parte dos produtores também depende de cooperativas, fornecedores, instituições financeiras e operações privadas para completar o custeio ou realizar investimentos.

“O Congresso precisa encontrar um ponto de equilíbrio. A legislação deve impedir que uma família perca a terra de maneira desproporcional, sem fechar a porta do financiamento. Proteger o patrimônio e assegurar crédito não são objetivos incompatíveis, desde que existam fundos, seguros e garantias complementares capazes de sustentar as operações”, diz Rezende.

Enquanto a proposta tramita, a recomendação é que os produtores mantenham matrículas, cadastros e documentos da propriedade atualizados. O histórico financeiro, a organização das receitas e despesas e a comprovação da capacidade de pagamento também influenciam a análise de crédito.

Outros instrumentos podem complementar ou substituir a garantia imobiliária, como penhor rural, Cédula de Produto Rural (CPR), máquinas, recebíveis e produção futura. A escolha dependerá do perfil da propriedade e das condições de cada contrato.

O produtor também deve conhecer o valor da dívida, os encargos, os prazos, as situações de vencimento antecipado e o procedimento previsto em caso de inadimplência antes de oferecer qualquer bem. A garantia não deve ser tratada apenas como uma exigência burocrática, mas como parte da estratégia financeira da propriedade.

A decisão do Congresso poderá definir como a agricultura familiar conciliará proteção patrimonial e capacidade de financiamento. Sem alternativas adequadas, a proibição pode reduzir a exposição da terra, mas aumentar a dificuldade para financiar a produção. Com mecanismos complementares, a mudança poderá proteger as famílias sem comprometer a permanência delas no campo.

Fonte: Pensar Agro

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